VetLab Medicina Laboratorial Veterinária

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Leptospirose canina IgM

Leptospirose canina IgM


Material: Soro 0,5ml

Condições de coleta: Exame realizado apenas para caninos. Jejum não obrigatório. Enviar o sangue refrigerado (2o a 8o C) em até 2 dias.

Outros laboratórios: Enviar a amostra de soro ou plasma refrigerados (2o a 8o C) em até 7 dias ou congelado em até 20 dias.

Interpretação: Caninos reagem à doença através da produção de anticorpos antiLeptospira. A soroconversão pode ocorrer mais cedo de 5-7 dias após o aparecimento da doença. A doença aguda é caracterizada pela presença de anticorpos específicos da classe IgM.

A sensibilidade e especificidade do teste, depende de vários fatores, incluindo a fase da doença, o uso de antibióticos anterior ao teste, histórico de vacinação. O teste de aglutinação microscópica (SAM) é recomendado como um teste confirmatório e fornece o sorovar que está presente. Pode-se utilizar tambem em casos duvidosos teste de Elisa IgG.

Sensibilidade do teste: 100%

Especificidade do teste: 95,3%

Método: Imunoensaio Cromtográfico IgM

Prazo: Mesmo dia

Código: 882

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Métodos de Avaliação da proteinúria

Comparison of urine dipstick, sulfosalicylic acid, urine protein-to-creatinine ratio and a feline-specific immunoassay for detection of albuminuria in cats with chronic kidney disease


Andrew Hanzlicek DVM, MS, DACVIM Department of Veterinary Clinical Sciences, Center for Veterinary Health Sciences, Oklahoma State University, Stillwater, OK 74078, USA Email: andrew.hanzlicek@okstate.edu

Abstract

The performance of the urine dipstick, sulfosalicylic acid (SSA), and urine protein-to-creatinine (UPC) tests for the detection of albuminuria was assessed in cats with chronic kidney disease (CKD). Two hundred and thirty-nine urine samples from 37 cats with CKD were used. Test results were dichotomized as either positive or negative, compared with those for the feline-specific rapid urine albumin immunoassay and test performance variables calculated for each test. A positive urine dipstick (≥trace) and positive SSA (≥5 mg/dl), positive SSA alone or ≥2+ urine dipstick alone were indicative of albuminuria. In these cases, protein quantification would be warranted if proteinuria/albuminuria is persistent. In the case of a negative urine dipstick result the addition of the SSA added little diagnostic value. Of the tests investigated, the single best test for the detection of albuminuria was the UP/C (≥0.2) in which either a negative or positive test result provided useful information.

Nosso ponto de vista:


Tiras de urina podem fornecer uma rápida avaliação semi-quantitativa da proteinúria e são fáceis de realizar.

As tiras podem ser usadas para identificar pacientes com proteinúria grave o suficiente para resultar em hipoalbuminemia sistemica porque estes gatos quase sempre têm medições de 3 + ou mais.

Infelizmente, as tiras de de urina não podem ser utilizadas para identificar com confiança a proteinúria leve em gatos, gerando resultados falsos positivos ou negativos.

O padrão ouro para avaliação da proteinúria é coletar toda a urina excretada pelo paciente ao longo de um período de 24 horas e de quantificar com precisão a quantidade de proteína.

Esse procedimento de coleta de urina simplesmente não é prático no contexto clínico.

No entanto, tem sido demonstrado que a medição de PU/CU a partir de amostra única de urina são estreitamente correlacionada com resultados das coletas de 24 horas e, portanto, estas dosagens são frequentemente utilizados na prática clínica.

A dosagem de PU/CU é oferecida comercialmente por quase todos laboratórios de diagnóstico veterinários.

Foi relatado que as medições feitas utilizando metodologias diferentes podem não ser comparáveis para realização de dosagens seriadas. (1) Assim como a técnica do vermelho de pirogalol mostrou ser ineficaz à detecção da proteinúria renal patológica em cães quando comparada com a técnica padrão de avaliação - azul brilhante de Coomassie®.(2)

1 - Fernandes PK, Yang V, Weilbacher A. Comparison of methods used for determining urine proteinto- creatinine ratio in dogs and cats Journal of Veterinary Internal Medicine 2005;19:431

2 - COMPARAÇÃO DE MÉTODOS COLORIMÉTRICOS PARA AVALIAÇÃO DA PROTEINÚRIA EM CÃES Karoline Vanelli Carolina Zaghi Cavalcante Medicina Veterinária - Centro de Ciências Agrárias e Ambientais - Ccaa




sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Relação Proteína : Creatinina Urinária (PU/CU)

Diagnóstico precoce da doença renal; Detecta a perda protéica na urina!

· Permite quantificar a proteinúria para controle e diagnóstico de doenças renais.

· Dá ao veterinário a oportunidade de alterar o curso da doença renal e aumentar a expectativa de vida de seus pacientes.

· Pode ser usado para monitorar e avaliar o tratamento da doença renal.

· É realizado pelo VetLab no mesmo dia com uma única amostra de urina.

-É relizado no VetLab pela metodologia Azul brilhante de Coomassie/Enzimático Trinder que é considerado padrão ouro*.


Mais do que 75% da função renal deve estar perdida antes de haver aumento de uréia e creatinina.

O Veterinário não precisa esperar pelos sinais clínicos de azotemia antes de diagnosticar uma doença renal. Você pode detectar uma doença renal antes que seus pacientes se tornem azotemicos usando a relação PU/CU e, por ser um teste quantitativo, te dá a possibilidade de monitorar o curso da doença e avaliar a resposta do animal ao tratamento.

Os sinais de doença renal são vagos, inespecíficos e podem ser difíceis de identificar antes que o animal se torne azotemico.

· Um diagnóstico precoce de doença renal garante uma melhor qualidade de vida e um melhor prognóstico para seu paciente.

· O proprietário pode verificar a eficiência do tratamento através de monitoramentos seqüenciais da relação PU/CU.

Interpretação da proteinúria:

1. A fita de EAS é apenas um teste de rotina, ela é pouco sensível e pouco específica para proteínas renais, gerando freqüentemente resultados falso positivo e falso negativo.
2. Um teste de sangue oculto na urina e a análise do sedimento (realizados no EAS) são necessários para distinguir uma proteinúria não renal de uma renal e interpretar a relação PU/CU.
3. Na ausência de hemorragia ou inflamação, uma relação PU/CU < 0,5 é considerado normal; PU/CU entre 0,5 e 1,0 com azotemia e baixa densidade urinária é considerado proteinúria renal e sem azotemia deve-se repetir o teste em duas semanas; PU/CU < 1,0 é considerado proteinúria renal.

Proteinúria renal:

1. Ausência de sangue oculto e poucas células no sedimento são achados comuns.
2. Cilindros podem ou não estar presentes.
3. Glomerulopatia primária pode causar intensa proteinúria, geralmente com PU/CU >3,0.
4. Doenças tubulares primária causam pouca a moderada proteinúria, geralmente com PU/CU >3,0.

Proteinúria pré-renal:

1. Certos fatores extra-renais podem causar uma pequena proteinúria transitória por aumento na permeabilidade glomerular (ex: febre, doença cardíaca, choque e exercícios), por isso uma relação PU/CU entre 0,5 – 1,0 deve ser repetida em duas semanas.
2. Altas concentrações de proteínas de baixo peso molecular no sangue podem passar através dos glomérulos e causar proteinúria, como a proteína de Bence-Jones (mieloma).

> Perguntas mais freqüentes:

P: Por anos, os veterinários usavam apenas a fita de urina para detectar proteinúria. Isso já não é bom o suficiente?
R: Infelizmente, muitos veterinários ainda hoje dependem de fitas de urina para determinar a proteína urinária. Esse teste é pouco específico e pouco sensível, podendo ser influenciado pelo pH, volume, concentração e cor da urina, apresentando resultados errados. Além disso a tira de urina só consegue detectar concentrações de proteína urinaria acima de 30 mg/dl.

P: Como determinar se a proteinúria não é transitória?
R: Proteinúria pode realmente ser transitória e não estar associada com doença renal, mas é importante determinar se ela é realmente transitória ou persistente. Proteinúria persistente em animais não azotemicos é sinal de doença renal precoce, por isso, nesse caso, se não há evidências de doença no trato urinário inferior e a relação PU/CU está entre 0,5 e 1,0 ela deve ser medida novamente em três ocasiões com intervalo de duas semanas entre elas.

P: Qual a diferença entre proteinúria e microalbubinúria?
R: Proteinúria se refere ao excesso de proteínas presentes na urina. Proteínas urinárias podem ser formadas por um complexo de componentes que incluem albumina, imunoglobulinas, globulinas e proteínas de baixo peso molecular.
Microalbubinúria se refere a mensurar pequenas quantidades de albumina na urina. PU/CU mensura todas as frações de proteína, inclusive albumina.

Teste Limite de detecção Proteínas urinárias mensuradas
Fita de urina 30-50 mg/dl Várias
Microalbubinúria 1 mg/dl Apenas albumina
Relação PU/CU 5 mg/dl Todas

P: É realmente importante detectar outras proteínas que não a albumina?
R: Sim, é realmente importante se detectar outros tipos de proteína que não a albumina. Em doenças renais, a albumina pode ser a proteína predominante, entretanto, outros tipos de proteína podem estar presentes em concentrações variadas. Imunoglobulinas e outras proteínas podem causar impacto sobre o resultado da proteína urinária, dependendo da natureza da doença.

P: Em que animais devo testar a relação PU/CU?
R: Devido ao grande número de cães e gatos idosos com insuficiência renal, recomendamos que esses animais façam o exame como parte do check-up geriátrico. Também recomendamos a utilização do teste em animais suspeitos de doença renal e em check-up de raças com pré-disposição a doença renal (como basset, beagle, boxer, bulldogs, chow-chow, dálmatas, pinsher, golden, lhasa apso, schnauzers, shih tzu e yorkshire)

P: Pacientes em estágio terminal de insuficiência renal pode apresentar a relação PU/CU normal?
R: Sim, alguns cães e gatos em estágio terminal da doença podem apresentar o teste normal, devido ao fato de a proteinúria poder decrescer de acordo com a perda do número de néfrons funcionais.

Mais informações: http://www.vetlaboratorio.com.br/clinicas-e-veterinarios/manual-de-exames/relacao-protei-urinaria-pucu/

*COMPARAÇÃO DE MÉTODOS COLORIMÉTRICOS PARA AVALIAÇÃO DA PROTEINÚRIA EM CÃES


Karoline Vanelli 1

Carolina Zaghi Cavalcante 2

Medicina Veterinária - Centro de Ciências Agrárias e Ambientais - Ccaa

Introdução: A proteinúria patológica é definida como sendo uma quantidade anormal de proteína na urina, que pode ser classificada de acordo com o local ou com os mecanismos que induziram a perda da proteína na urina, conforme Lees et al. (2005). A mensuração da concentração de proteína na urina, segundo Finco (1995), pode ser realizada por métodos semiquantitativos e quantitativos. O método quantitativo, segundo Hohnadel (1989) e Toledo (2001), é confeccionado por reações colorimétricas como o azul brilhante de Coomassie® e o vermelho de pirogalol. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo comparar meios de diagnóstico, por meio de métodos espectofotométricos e colorimétricos, que garantissem sensibilidade e especificidade na detecção da proteinúria. Método: Foram utilizadas amostras de urina de 34 cães, machos ou fêmeas, de idades e raças variadas. As amostras foram avaliadas pela técnica do vermelho de pirogalol e pelo método do azul brilhante de Coomassie®, sendo esse método considerado a técnica padrão para avaliação da proteína na urina. Resultados: Foi constatada uma diferença significativa (p < 0,05) entre os dois métodos utilizados, mostrando um aumento no resultado da razão proteína urinária creatina urinária (RPC) utilizando a técnica do vermelho de pirogalol, que apresentou uma média e um desvio padrão igual a 0,3566 ± 0,4435, e a RPC realizada por meio do azul brilhante de Coomassie® apresentou uma média e um desvio padrão igual 0,1558 ± 0,4030. Conclusão: Baseando-se nos resultados obtidos da RPC a partir das análises laboratoriais e comparando-os com os dados presentes em literatura, conclui-se que a técnica do vermelho de pirogalol mostrou ser ineficaz à detecção da proteinúria renal patológica em cães quando comparada com a técnica padrão de avaliação (azul brilhante de Coomassie®). Desse modo, conclui-se que, em face do parâmetro qualidade x sensibilidade, a metodologia de azul brilhante de Coomassie® é a mais indicada para a detecção da proteinúria renal patológica.

http://www2.pucpr.br/reol/index.php/SEMIC18?dd1=3987&dd99=view