VetLab Medicina Laboratorial Veterinária

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Cryptosporidium em cães

A frequência de infecções por Cryptosporidium em cães é pouco conhecida e acredita-se que a maioria dos cães infectados sejam portadores assintomáticos. Os quadros clínicos de gastrenterite em cães, apesar de pouco frequentes, geralmente estão associados a condições de stress e imunosupressão (ROBERTSON et al., 2000).
Cães infectados com Cryptosporidium spp. podem contaminar o meio, tornando o solo, a água (tanto potável como aquela utilizada na irrigação e também de recreação) e até moluscos comestíveis, fontes de infecção para o ser humano.
Os sinais clínicos da criptosporidiose em cães variam desde uma infecção assintomática até a ocorrência de diarréia crônica ou intermitente (GREENE et al., 1990; RIGGS, 1990). Síndrome da má absorção atribuída à infecção por Cryptosporidium spp. foi registrada por Greene et al. (1990). Associação com o vírus da cinomose foi observada por Aydn et al. (2004). Gonzales et al.(2003), observaram atrofia mediana das vilosidades do jejuno do animal, com achatamento e fusão das microvilosidades até seu total desaparecimento.Criptas intestinais edemaciadas e apresentandoalterações degenerativas também foram observadaspelos autores.

Gennari et al. (1999), na cidade de São Paulo, observaram 2,83% de animais infectados. Lindsay e Zajac (2004) informam que até 44,8% dos cães podem ser portadores da infecção por Cryptosporidium spp. Na cidade de Lages, Marques et al. (2005) encontraram 10% (10/100) dos cães avaliados eliminando oocistos de Cryptosporidium spp.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

PREVALÊNCIA DE CRYPTOSPORIDIUM SPP

PREVALÊNCIA DE CRYPTOSPORIDIUM SPP. EM ANIMAIS DOMÉSTICOS DE COMPANHIA DA POPULAÇÃO IDOSA EM TERESÓPOLIS, RIO DE JANEIRO, BRASIL


RESUMO Objetivo: Este estudo visa a destacar a prevalência da criptosporidiose em animais de companhia doméstica. Método: Foram elegíveis para o estudo todos os idosos (acima de 60 anos de idade) de ambos os sexos que tenham cães e / ou gatos em casa, vivendo na cidade de Teresópolis e que foram a um posto de vacinação no município durante o período das campanhas nacionais de vacinação contra a gripe em 2007 e 2008. Resultados: Em 29,0% dos animais pesquisados detectou-se a presença de oocistos e em 28,7% foram observados 2 ou mais oocistos por campo. A prevalência de história de diarreia entre os 300 animais examinados foi de 27%, atingindo 29,5% em cães e 24,7% em gatos, não mostrando diferença estatisticamente significativa entre as espécies. Conclusão: Este fato indica lacunas a serem mais aprofundadas, uma vez que são poucos estudos que exploram a relação da criptosporidiose com os animais de companhia na população humana. Os resultados demonstram a importância de realização periódica de exames parasitológicos em cães com e sem diarreia para tratamento específico e adoção medidas de controle e profilaxia.

http://revista.unati.uerj.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232011000100003&lng=pt&nrm=iso

Nosso ponto de vista:

O que é:

O Cryptosporidium é um protozoário de distribuição cosmopolita sendo encontrado em uma ampla variedade de espécies animais. A criptosporidiose humana foi descrita em mais 90 países dos cinco continentes, na forma de casos individuais ou surtos populacionais decorrentes da ingestão de alimentos ou água contaminada por oocistos. O parasita tem-se destacado entre os principais enteropatógenos causadores de diarréia, inclusive nos pacientes com Aids, nos transplantados, nos submetidos à quimioterapia ou nos com doenças infecciosas imunossupressivas.

Em cães e gatos:

Diversos autores têm relatado altas taxas de prevalência de criptosporidiose em animais jovens da maioria das espécies, assim como sintomatologia clínica mais severa. Em animais imunocomprometidos, a doença pode causar diarréia persistente, febre e dor abdominal.

Os oocistos são resistentes a vários desinfetantes, inclusive a hipoclorito de sódio, comumente utilizado na desinfecção da água nos reservatórios públicos, contaminados eventualmente por fezes de animais domésticos que circulam em locais próximos às fontes de água. Acredita-se que os cães e os gatos possam ser fontes de infecção do parasita para o homem, desempenhando importante papel epidemiológico.

Diagnóstico:

Os exames parasitológicos de rotina (Simples, SAF e Coprológico com citologia) não são capazes de identificar o parasita. È necessário exame específico:

Cryptosporidium + Giardia - ELISA

Material: Fezes frescas ou swab de reto.
Condições de coleta: Enviar no mesmo dia refrigerado ou em até 20 dias congelado.
Método: ELISA
Valores de referência: Negativo.
Comentários:
Foi demonstrado que o ProspecT® rapid ELISA é muito mais sensível e específico na detecção do Cryptosporidium quando comparado ao Ziehl-Neelsen modificado (Marks SL, et.al. J Am Vet Med Assoc 2004; 225(10):1549-1553)
Imunoensaio enzimático para detecção da proteína GSA 65 da Giardia spp. A presença deste antígeno na amostra fecal indica que o animal ingeriu cistos de Giardia, pode estar ativamente infectado e pode estar disseminando cistos pelas fezes. O GSA 65 é uma glicoproteína comum em todos os isolados de Giardia spp que pode ser reagente nesse método independente do animal estar liberando cistos e/ou trofozoítos, isso faz com que o ELISA seja mais sensível que a imunocromatografia que detecta a parede celular do parasita.
Prazo: 1 dia.
Código: 846


Cryptosporidium, Pesquisa de
Material: Fezes frescas.
Método: Faust e coloração por Ziehl-Neelsen modificado.
Valores de referência: Negativo.
Prazo: 1 dia.
Código: 452


Mais informações: http://pt.scribd.com/doc/62602192/5/Giardia-e-Cryptosporidium-como-infeccoes-emergentes-em-animais-de-companhia

http://www.vetlaboratorio.com.br/vetlab.php?mID=37&iID=65

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ELISA PARA GIARDIA

ELISA PARA GIARDIA


98 % DE SENSIBILIDADE 99% DE ESPECIFICIDADE

Diferente da microscopia, técnica utilizada para detecção de cistos nas fezes, o método de ELISA detecta o antígeno do parasita, evitando resultados falso-negativos. Dessa forma, é possível detectar a doença mesmo nas janelas negativas do cisto, quando o organismo não está mais expelindo o mesmo.

- PRECISÃO – detecta o antígeno mesmo na ausência do cisto

- PRATICIDADE –diagnóstico pode ser feito em amostra única de fezes ou até em swab retal

- COMODIDADE – resultado no mesmo dia em seu e-mail e no site!

Exames relacionados (podem ser solicitados na mesma amostra): Coprológico com citologia, Coronavírus + Parvovírus, Coprocultura, Rotavírus

Mais informações: http://www.vetlaboratorio.com.br/clinicas-e-veterinarios/manual-de-exames/giardia-lamblia/

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Substituição do conservante MIF por SAF em exames de fezes

A pesquisa de vermes e proozoários deve ser feito de forma rotineira em animais domésticos. No entanto a sensibilidade na detecção de parasitos entéricos num único exame não é adequada e por isso se recomenda que pelo menos três exames em amostras distintas sejam feitos quando há a suspeita de parasitismo.

Para facilitar esta abordagem, o exame de MIF foi implementado utilizando mercúrio, iodo e formol, possibilitando a coleta de três amostras de fezes num único recipiente contendo este conservante. Além da ação mantenedora da morfologia das estruturas parasitológicas, estas substâncias possuem ação bactericida e fungicida.

A consciência de gestão ambiental tem levado a normativas que proscrevem a utilização de substâncias tóxicas como o mercúrio.

Dentro do compromisso do VetLab o MIF fornecido nunca conteve mercúrio, mas seguindo-se as novas normas governamentais, o tradicional exame de MIF sofreu modificações. Esta exigência não é apenas relacionada à preservação do meio ambiente mas também segue decisão do College of American Pathologists (CAP), instituição americana que acredita laboratórios de qualidade em todo o mundo.

O SAF (Ácido acético, Acetato de sódio e formol) é capaz de conservar adequadamente as estruturas morfológicas dos ovos, larvas cistos e oocistos de parasitos. Além disto, este conservante traz a possibilidade de se utilizar métodos de pesquisa de trofozoítos em fezes diarréicas, antes limitados a exames diretos a fresco. Com isso pretendemos aumentar a sensibilidade do exame em relação a protozoários como a Giardia.
Amostras enviadas em frascos de MIF comprados em farmácias serão aceitas do mesmo modo e o resultado do exame terá o nome “Parasitológico de Fezes em Conservante”.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Giardia

Giardia é um protozoário que acomete mais comumente animais jovens e que convivem em grupos. Apesar da alta prevalência, nem todos os animais apresentam a forma clínica da doença. Mesmo assim, a giardíase tem importância epidemiológica por possuir um elevado potencial zoonótico.

A transmissão ocorre através do contato direto animal-animal, principalmente entre cães procedentes de canis e criações. No entanto, a infecção também pode ser adquirida pela ingestão de água e alimentos contaminados com cistos eliminados junto das fezes. Cistos e, ocasionalmente trofozoítos são encontrados nas fezes do hospedeiro entre o quinto e décimo dia de infecção. Os cistos são susceptíveis à dissecação no meio externo e temperaturas elevadas, mas podem sobreviver por vários meses fora do hospedeiro, em locais úmidos e frios.

As infecções por Giardia em vários animais são quase sempre assintomáticas, sendo estes animais os prováveis transmissores da doença.
Nos sintomáticos, os aspectos específicos da giardíase, quando ocorrem, incluem aqueles atribuídos à má digestão dos nutrientes, diarréia crônica, perda de peso ou pouco ganho apesar do apetite normal. Estes sintomas podem ser constantes ou intermitentes podendo parar com a administração de antidiarréicos não específicos, mas retornam com a retirada do medicamento. Diarréias hemorrágicas, febre e vômitos são improváveis de serem unicamente por conta de gairdíase.

Para informações sobre a vacina de giardia acesse:
http://www.doctorsclub.com.br/fd/trabalhos/technical_update___giardiase_canina.pdf