quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Lactato
-Indicador de distúrbios relacionados à deficiência de oxigênio
Lactato é uma substância produzida pelo organismo após a queima da glicose para o fornecimento de energia, sem a presença de oxigênio. A acidose lática ocorre devido ao aumento dos níveis de lactato, relacionado principalmente ao estado de choque hipovolêmico, cardiogênico e séptico. O lactato também é monitorado em distúrbios respiratórios (consumo de oxigênio), anemia (transporte de oxigênio), trauma, queimaduras (distribuição de oxigênio).
-Animais atletas que estejam em treinamento para competições
1. Se o animal atleta conseguir reduzir a produção de lactato ou reduzir o período necessário para sua eliminação, ele também reduzirá a produção e eliminação dos íons de hidrogênio que afetam o nível de performance muscular.2. E em provas de curta duração (explosão) a habilidade de produzir grandes quantidades de energia na parte final destes eventos é crítica para o desempenho de alto nível.3. Quanto mais alto o lactato no final de um esforço máximo melhor o desempenho do animal atleta.
Material: 1,0ml de plasma fluoretado.
Condição de coleta: Amostra deve ser centrifugada em até 30 minutos após a coleta.
Prazo: Mesmo dia.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Promoção
Peça uma cultura de urina com antibiograma e ganhe o EAS + PU/CU
EAS + PU/CU + Cultura e Antibiograma urinária
Aproveite: válido somente até o final do ano
PU/CU
Muitos médicos veterinários utilizam as dosagens de uréia e creatinina plasmáticas para avaliar a função renal, porém estas concentrações só se alteram no sangue quando 75 % dos néfrons já perderam sua função. Nesse estágio, o estado clínico do paciente já se encontra agravado, restando ao clínico apenas a opção de minimizar as complicações secundárias de um quadro de insuficiência renal.
A relação proteína creatinina urinária (PU/CU) além de nos fornecer praticidade na forma de coleta, pois necessita somente de uma amostra de urina, oferece ao veterinário a precocidade no diagnóstico de lesão renal, já que essa relação se altera quando 25% dos néfrons estão acometidos. A vantagem da utilização dessa análise é fornecer ao veterinário a oportunidade de alterar o curso da doença renal e aumentar a expectativa de vida de seus pacientes. Pode também ser utilizada junto à mensuração sérica para monitorar e avaliar o tratamento e progressão da doença renal.
Enfim, dispensa-se aguardar pelos sinais clínicos de azotemia e/ou síndrome urêmica antes de diagnosticar uma doença renal. Partindo-se daí pode-se detectar uma nefropatia antes mesmo que os pacientes apresentem complicações secundárias, por se tratar de um teste quantitativo que fornece um ótimo parâmetro para monitorar o curso da doença renal e avaliar a resposta do animal diante a protocolos terapêuticos em diversas em enfermidades.
Leia também: http://vetlaboratorio.blogspot.com/search/label/PU%2FCU
Cultura
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das afecções mais comuns que acometem os cães e estão entre as mais comuns indicações de antibioticoterapia.
Um diagnóstico de ITU pode ser feito através da associação dos sinais clínicos e da urinálise, porém, cultura de urina e testes de susceptibilidade aos agentes antimicrobianos são determinantes para um diagnóstico definitivo bem como para determinação do tratamento a ser instituído.
As bactérias mais freqüentemente envolvidas em infecções do trato urinário são membros dos gêneros Escherichia sp., Proteus sp., Klebsiella sp., Enterobacter sp, Pseudomonas sp, Streptococcus sp. e Staphylococcus sp.
Desde a introdução de drogas antimicrobianas na prática da medicina moderna, os Staphylococcus evoluíram em resposta a essa pressão. As infecções causadas por esse gênero bacteriano são rotineiramente tratadas com uso de antibióticos e, conseqüentemente, a resistência às drogas tem sido um achado cada vez mais comum. Já na medicina veterinária, o uso indiscriminado de antibióticos sem resultados de cultura bacteriológica e o antibiograma tem contribuído enormemente para o aparecimento de cepas multiresistentes de bactérias.
Leia também Bactéria indutoras de Betalactamase: http://vetlaboratorio.blogspot.com/search/label/Betalactamase
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Parece que as Filárias voltaram para ficar!
Começamos a verificar seu regresso em Magé, mas precisamente na Praia de Mauá, no final de 2007. Em 2008 já haviam casos no Rio (Barra e Recreio) e em Nova Friburgo. No início do ano acompanhamos casos em Duque de Caxias e Guapimirim. Agora finalmente chegaram em Petrópolis e Teresópolis.
Sabemos que a dirofilariose cursa, na maioria das vezes, de forma sub-clínica, por isso elas tem sido encontradas por acaso em hemogramas .
A ocorrência de novos de casos de Dirofilariose não é necessariamente nas regiões onde a freqüência era alta no passado. Atualmente não sabemos onde ocorreram novos casos. Como sabemos que não podemos esperar novos casos para agir precisamos nos antecipar a eles, buscando ativamente o diagnóstico.
Gatos também podem adquirir a doença e devemos lembrar que para eles a prevenção é mais importante, uma vez que não podem ser tratados.
O tratamento do cão deve associar doxiciclina 21 dias e ivermectina. Os exames devem ser repetidos a cada 6 meses, fazendo sempre pesquisa de microfilárias por Knott e ELISA. Espera-se que as microfilárias deixemde ser detectadas em até 3 meses e os antígenos pelo ELISA desapareçam em até 2 anos.
Microfilária, Pesquisa de
Material: 2,0 ml de sangue total em EDTA
Condições de coleta: Jejum não obrigatório.
Método: Knott.
Achados: Presença de microfilárias. (não é distinguido Dirofilaria immitis de
Dipetalonema reconditum)
Observações: 25% dos cães com Dirofilariose são amicrofilados. Como padrão é
indicado a realização do método sorológico. (ver Dirofilaria ELISA)
Prazo: mesmo dia.
Dirofilaria immitis – Dirofilariose
Amostra: soro, plasma (EDTA) ou sangue total.
Método: Imunoensaio enzimático para detecção do antígeno da Dirofilaria immits.
Interpretação: A detecção de antígenos do verme do coração é diagnóstico de
infecção por D. immits.
Condições de coleta: Jejum não obrigatório. O soro ou plasma pode ser
armazenado por até 7 dias entre 2 e 8 graus. Para armazenar por mais tempo
congelar.Amostras hemolisadas ou lipêmicas não afetam o resultado.
Prazo: mesmo dia.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Imunoglobulina G em potros (Foal Check)
Sob condições normais, os potros recebem uma quantidade tal de colostro nas primeiras 12 horas de vida que alcançam níveis circulantes de IgGs que irão protege-los de infecções nas primeiras sete semanas de vida. As imunoglobulinas presentes na circulação da fêmea prenha passam para a glândula mamária na última quinzena de gestação, por meio de um complexo mecanismo de filtração e concentração. O potro deve mamar esse colostro o mais rápido possível, o que normalmente ocorre a partir da 2a hora de vida extra-uterina. Com 24 horas de nascido, a quantidade de IgGs ingeridas varia entre 30 e 60 gramas, resultando numa concentração sérica no potro ao redor de 800 mg/dl de IgGs. A absorção das imunoglobulinas contidas no colostro ocorre no intestino delgado, por meio de um mecanismo absortivo especial, que é gradativamente perdido, até se tornar desprezível após 24 horas.
Se o nível sérico de IgGs no potro for inferior a 600 mg/dl entre 12 e 24 horas de vida, a terapia intravenosa com uma fonte de IgGs deve ser considerada. Um colostro com bons níveis de imunoglobulinas é o suplemento adequado nesses casos, mas poucas vezes está prontamente disponível na propriedade. Se o nível sérico insatisfatório for detectado após 24 horas, o tratamento de escolha tem sido a utilização de plasma intravenoso, o qual tem a desvantagem do grande volume necessário para suplementação, além dos riscos potenciais de reações anafiláticas.
Manual de Exames
Imunoglobulina G em potros (Foal Check)
Material: 1,0ml de soro ou plasma EDTA. Enviar em até 2 dias refrigerado ou 30 dias congelado.
Condições de coleta: Jejum não obrigatório.de 8 horas.
Método: Turbidimetria
Comentários: Sob condições normais, os potros recebem uma quantidade tal de colostro nas primeiras 12 horas de vida que alcançam níveis circulantes de IgGs que irão protege-los de infecções nas primeiras sete semanas de vida. As imunoglobulinas presentes na circulação da fêmea prenha passam para a glândula mamária na última quinzena de gestação, por meio de um complexo mecanismo de filtração e concentração. O potro deve mamar esse colostro o mais rápido possível, o que normalmente ocorre a partir da 2a hora de vida extra-uterina. Com 24 horas de nascido, a quantidade de IgGs ingeridas varia entre 30 e 60 gramas, resultando numa concentração sérica no potro ao redor de 800 mg/dl de IgGs. A absorção das imunoglobulinas contidas no colostro ocorre no intestino delgado, por meio de um mecanismo absortivo especial, que é gradativamente perdido, até se tornar desprezível após 24 horas.
Se o nível sérico de IgGs no potro for inferior a 600 mg/dl entre 12 e 24 horas de vida, a terapia intravenosa com uma fonte de IgGs deve ser considerada
Prazo: Mesmo dia.
Preço: R$ 40,00 para pagamento até o dia 5 de clientes cadastrados R$ 36,00.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Relação Proteína : Creatinina Urinária (PU/CU)
· Permite quantificar a proteinúria para controle e diagnóstico de doenças renais.
· Dá ao veterinário a oportunidade de alterar o curso da doença renal e aumentar a expectativa de vida de seus pacientes.
· Pode ser usado para monitorar e avaliar o tratamento da doença renal.
· É realizado pelo VetLab no mesmo dia com uma única amostra de urina.
Mais do que 75% da função renal deve estar perdida antes de haver aumento de uréia e creatinina.
O Veterinário não precisa esperar pelos sinais clínicos de azotemia antes de diagnosticar uma doença renal. Você pode detectar uma doença renal antes que seus pacientes se tornem azotemicos usando a relação PU/CU e, por ser um teste quantitativo, te dá a possibilidade de monitorar o curso da doença e avaliar a resposta do animal ao tratamento.
Os sinais de doença renal são vagos, inespecíficos e podem ser difíceis de identificar antes que o animal se torne azotemico.
· Um diagnóstico precoce de doença renal garante uma melhor qualidade de vida e um melhor prognóstico para seu paciente.
· O proprietário pode verificar a eficiência do tratamento através de monitoramentos seqüenciais da relação PU/CU.
Interpretação da proteinúria:
1. A fita de EAS é apenas um teste de rotina, ela é pouco sensível e pouco específica para proteínas renais, gerando freqüentemente resultados falso positivo e falso negativo.
2. Um teste de sangue oculto na urina e a análise do sedimento (realizados no EAS) são necessários para distinguir uma proteinúria não renal de uma renal e interpretar a relação PU/CU.
3. Na ausência de hemorragia ou inflamação, uma relação PU/CU < 0,5 é considerado normal; PU/CU entre 0,5 e 1,0 com azotemia e baixa densidade urinária é considerado proteinúria renal e sem azotemia deve-se repetir o teste em duas semanas; PU/CU > 1,0 é considerado proteinúria renal.
Proteinúria renal:
1. Ausência de sangue oculto e poucas células no sedimento são achados comuns.
2. Cilindros podem ou não estar presentes.
3. Glomerulopatia primária pode causar intensa proteinúria, geralmente com PU/CU > 3,0.
4. Doenças tubulares primária causam pouca a moderada proteinúria, geralmente com PU/CU < 3,0.
Proteinúria pré-renal:
1. Certos fatores extra-renais podem causar uma pequena proteinúria transitória por aumento na permeabilidade glomerular (ex: febre, doença cardíaca, choque e exercícios), por isso uma relação PU/CU entre 0,5 – 1,0 deve ser repetida em duas semanas.
2. Altas concentrações de proteínas de baixo peso molecular no sangue podem passar através dos glomérulos e causar proteinúria, como a proteína de Bence-Jones (mieloma).
> Perguntas mais freqüentes:
P: Por anos, os veterinários usavam apenas a fita de urina para detectar proteinúria. Isso já não é bom o suficiente?
R: Infelizmente, muitos veterinários ainda hoje dependem de fitas de urina para determinar a proteína urinária. Esse teste é pouco específico e pouco sensível, podendo ser influenciado pelo pH, volume, concentração e cor da urina, apresentando resultados errados. Além disso a tira de urina só consegue detectar concentrações de proteína urinaria acima de 30 mg/dl.
P: Como determinar se a proteinúria não é transitória?
R: Proteinúria pode realmente ser transitória e não estar associada com doença renal, mas é importante determinar se ela é realmente transitória ou persistente. Proteinúria persistente em animais não azotemicos é sinal de doença renal precoce, por isso, nesse caso, se não há evidências de doença no trato urinário inferior e a relação PU/CU está entre 0,5 e 1,0 ela deve ser medida novamente em três ocasiões com intervalo de duas semanas entre elas.
P: Qual a diferença entre proteinúria e microalbubinúria?
R: Proteinúria se refere ao excesso de proteínas presentes na urina. Proteínas urinárias podem ser formadas por um complexo de componentes que incluem albumina, imunoglobulinas, globulinas e proteínas de baixo peso molecular.
Microalbubinúria se refere a mensurar pequenas quantidades de albumina na urina. PU/CU mensura todas as frações de proteína, inclusive albumina.
Teste Limite de detecção Proteínas urinárias mensuradas
Fita de urina 30-50 mg/dl Várias
Microalbubinúria 1 mg/dl Apenas albumina
Relação PU/CU 5 mg/dl Todas
P: É realmente importante detectar outras proteínas que não a albumina?
R: Sim, é realmente importante se detectar outros tipos de proteína que não a albumina. Em doenças renais, a albumina pode ser a proteína predominante, entretanto, outros tipos de proteína podem estar presentes em concentrações variadas. Imunoglobulinas e outras proteínas podem causar impacto sobre o resultado da proteína urinária, dependendo da natureza da doença.
P: Em que animais devo testar a relação PU/CU?
R: Devido ao grande número de cães e gatos idosos com insuficiência renal, recomendamos que esses animais façam o exame como parte do check-up geriátrico. Também recomendamos a utilização do teste em animais suspeitos de doença renal e em check-up de raças com pré-disposição a doença renal (como basset, beagle, boxer, bulldogs, chow-chow, dálmatas, pinsher, golden, lhasa apso, schnauzers, shih tzu e yorkshire)
P: Pacientes em estágio terminal de insuficiência renal pode apresentar a relação PU/CU normal?
R: Sim, alguns cães e gatos em estágio terminal da doença podem apresentar o teste normal, devido ao fato de a proteinúria poder decrescer de acordo com a perda do número de néfrons funcionais.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Parasitológico de Fezes
O VetLab realiza rotineiramente o método de centrífugo-sedimentação com acetado de etila ( Ritchie ) - este exame é útil na identificação de alguns ovos que não flutuam como Taenia sp e Platynosomum sp
A sensibilidade na detecção de parasitos entéricos num único exame não é adequada e por isso se recomenda que pelo menos três exames em amostras distintas sejam feitos quando há a suspeita de parasitismo.
O exame de MIF foi substituído no VetLab por SAF (Ácido acético, Acetato de sódio e formol. Este conservante é capaz de preservar adequadamente as estruturas morfológicas dos ovos, larvas cistos e oocistos de parasitos. Além disto, ele traz a possibilidade de se visualizar trofozoítos em fezes diarréicas que eram destruídos pelo MIF.
Em animais com inflamação ativa no trato intestinal. É indicado o exame de COPROLÓGICO COM CITOLOGIA.
O exame inclui a pesquisa de sangue oculto (útil para a identificação de lesões do tubo gastrointestinal que cursam sem sangramento clinicamente visível. As causas mais comuns são sangramentos oriundos de úlceras gástricas e duodenais, gastrite, ulcerações medicamentosas da mucosa gastrointestinal, neoplasias gástricas ou de cólon, diverticulite, colites, algumas parasitoses, hemorragias de boca ou trato respiratório superior deglutidas), Citologia (mostrando a presença de células como neutrófilos e eosinófilos e bactérias como Campylobacter e Clostridium.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
EAS - urina rotina – urina tipo 1
Condições de coleta: Coletar preferencialmente por cateterização ou cistocentese. Enviar ao VetLab em até 6 horas.
Observações: O ácido ascórbico (Vitamina C) pode causar um falso negativo na leitura de glicose com a fita. Proteinúria e/ou glicosúria de 3+ podem provocar um falso aumento na densidade urinária.
Interpretação: O exame rotineiro de urina é um método simples, não-invasivo, capaz de fornecer uma variedade de informações úteis em relação a patologias envolvendo os rins, o trato urinário e, por dados indiretos, algumas patologias sistêmicas.
Apesar de simples, diferentes técnicas encontram-se envolvidas na sua realização, em 3 etapas distintas:
- análise física,
- análise química,
- análise microscópica do sedimento.
Análise Física
Aspecto
O aspecto normal é límpido exceto nos eqüinos e coelhos, onde muco e cristais de carbonato de cálcio dão a ela uma aparência espessa e turva. Entretanto, uma ligeira turvação não é necessariamente patológica, podendo ser decorrente da precipitação de cristais e de sais amorfos não-patológicos.
A turvação patológica pode ser conseqüência da presença de células epiteliais, leucócitos, hemácias, cristais, bactérias e leveduras.
Pode ocorrer a presença de depósito por excesso de muco em função de processos inflamatórios do trato urinário inferior ou do trato genital, ou pela presença de grande quantidade de outros elementos anormais.
Cor
A cor habitual da urina é amarelo, o que se deve, em sua maior parte, ao pigmento urocromo. Essa coloração pode apresentar variações em situações como a diluição por uma grande ingestão de líquidos, que torna a urina amarelo-pálida. Uma cor mais escura pode ocorrer por privação de líquidos.
Portanto, a cor da urina pode servir como avaliação indireta do grau de hidratação e da capacidade de concentração urinária.
O uso de diversos medicamentos e a ingestão de corantes alimentares também podem causar alteração da cor da urina.
Há numerosas possibilidades de variação de cor, sendo a mais freqüente a cor avermelhada (rosa, vermelha, vermelho-acastanhada). A cor avermelhada pode acontecer na presença de medicamentos, hemácias, hemoglobina, metahemoglobina e mioglobina. As porfirias também podem cursar com coloração vermelha ou púrpura da urina.
Também é freqüente a cor âmbar ou amarelo-acastanhada, pela presença de bilirrubina, levando a urina a se apresentar verde-escura em quadros mais graves.
Densidade
A densidade ajuda a avaliar a função de filtração e concentração renais, bem como o estado de hidratação do corpo. Depende diretamente da proporção de solutos urinários presentes (cloreto, creatinina, glicose, fosfatos, proteínas, sódio, sulfatos, uréia, ácido úrico) e o volume de água.
Densidades diminuídas podem ser encontradas na administração excessiva de líquidos por via intravenosa, reabsorção de edemas transudatos, insuficiência renal crônica, quadros de hipotermia, piometra, hiperadrenocorticismo, hipoadrenocorticismo, Síndrome de Fanconi, diabetes mellitus e diabetes insipidus.
Densidades elevadas podem ser encontradas na desidratação, diarréia, vômitos, febre, diabetes mellitus, glomerulonefrite, insuficiência cardíaca congestiva, proteinúria, uropatias obstrutivas e no uso de algumas substâncias, como contrastes radiológicos e sacarose.
Análise Química
Acetona
A acetona é um subproduto do metabolismo da gordura e dos ácidos graxos que proporciona fonte de energia para as células quando as reservas de glicose estão exauridas ou quando a glicose não pode penetrar nas células devido à falta de insulina.
A acetona que passa para a corrente sangüínea é quase totalmente metabolizada no fígado. Quando é formada em velocidade maior do que o normal, é excretada na urina.
Diabetes Mellitus é a doença que classicamente está associada a cetonúria. O jejum ou a dieta podem determinar o aparecimento de acetona na urina.
Bilirrubina
Aumentadas nas situações em que ocorre o aumento da bilirrubina sérica conjugada e sua conseqüente presença na urina. Portanto, valores elevados podem ser encontrados em doenças hepáticas e biliares, lesões parenquimatosas, obstruções intra- e extra- hepáticas, neoplasias hepáticas ou do trato biliar. Os cães apresentam baixo limiar renal para bilirrubina e as reações de Traço ou 1+ podem ser consideradas normais em urinas com densidade superior a 1.020. Alguns casos de doença biliar obstrutiva crônica podem cursar com níveis alterados de bilirrubina sérica e ausência de bilirrubina na urina. Falso-negativos podem ser induzidos pelo uso de ácido ascórbico e exposição da urina à luz intensa por longo tempo.
Urobilinogênio
O urobilinogênio é um produto de redução formado pela ação de bactérias sobre a bilirrubina conjugada no trato gastrintestinal. A maior parte do urobilinogênio é excretada nas fezes. Pequena parte é reabsorvida através da via êntero-hepática e reexcretrada na bile e na urina. O aumento do urobilinogênio na urina indica a presença de processos hemolíticos, disfunção hepática ou porfirinúria.
Sangue Oculto
Este teste detecta a presença de hemoglobina e mioglobina. A presença de hemoglobina na urina pode ser proveniente de diferentes estados de hemólise intravascular, em que uma quantidade excessiva de hemoglobina satura a capacidade de ligação com a haptoglobina. Nessas condições, fica livre no plasma, sendo filtrada pelo glomérulo e em parte reabsorvida pelo sistema tubular. O restante é excretado na urina.
A outra causa é a presença de hemácias liberadas no trato urinário por pequenos traumas, exercícios extenuantes ou patologias das vias urinárias, em que as hemácias são lisadas, liberando hemoglobina.
Glicose
A glicose presente na urina reflete os níveis séricos da glicose associados à capacidade de filtração glomerular e de reabsorção tubular.
A glicosúria pode ser causada tanto pelo diabetes mellitus como por outras patologias, como na síndrome de Fanconi e nos quadros de hiperglicemia de outras origens que não a diabética. O limiar renal da glicose é de 180mg/dl no cão e de 280 mg/dl no gato.
Nitrito
A presença de nitrito na urina indica infecção das vias urinárias, causadas por microrganismos que reduzem o nitrato a nitrito. O achado de reação positiva indica a presença de infecção nas vias urinárias, principalmente por bactérias entéricas.
pH
Avalia a capacidade de manutenção renal da concentração de íons hidrogênio no plasma e líquidos extracelulares. Participando do equilíbrio ácido-base, os rins, quando em funcionamento normal, excretam o excesso de íons hidrogênio na urina. Portanto, o pH da urina reflete o pH plasmático e é um indicador da função tubular renal.
O pH da urina depende da dieta. Os animais herbívoros têm pH alcalino, e os carnívoros e onívoros podem variar de alcalino a ácido, dependendo da quantidade de proteína animal presente na sua dieta. Valores elevados podem ser encontrados na alcalose metabólica ou respiratória, infecção das vias urinárias, especialmente por microrganismos que utilizam uréia (Proteus e Pseudomonas sp.), hipocalemia, e ingestão de bicarbonato.
Valores diminuídos podem ser encontrados em acidose metabólica e respiratória, perda de potássio, dieta rica em proteínas, infecção das vias urinárias por Escherichia coli e febre. O uso de anestésicos e de ácido ascórbico pode diminuir o pH urinário.
Proteínas
Em animais normais, uma pequena quantidade de proteína é filtrada pelo glomérulo, mas é reabsorvida por via tubular.
O aumento da quantidade de proteínas na urina é indicador inicial de patologia renal. Entretanto, não são todas as patologias renais que cursam com proteinúria, a qual não é uma condição exclusiva de doença renal, podendo aparecer em patologias não-renais e em algumas condições fisiológicas. O exame de proteína urinária realizado através da tira é apenas um teste de rotina, para melhor avaliação da proteinúria é necessário o exame de PU/CU.
Leucócito Esterase (enzima específica dos neutrófilos)
O limite de detecção se encontra entre 10 e 20 leucócitos/microlitro, portanto, qualquer resultado entre indetectável e +++ pode ter significado clínico.
Análise Microscópica do Sedimento
Células EscamosasÉ comum o achado de algumas células epiteliais escamosas. A maioria não tem significado clínico, representando uma descamação de células velhas do revestimento epitelial do trato urinário. O achado de células com atípicas nucleares ou morfológicas pode indicar a presença de processos neoplasicos necessitando de investigação específica
Hemácias
Podem estar presentes em pequena quantidade na urina normal. A presença de hematúria indica lesões inflamatórias, infecciosas ou traumáticas dos rins ou vias urinárias. O exercício extenuante pode levar a hematúria discreta.
A forma da apresentação das hemácias, segundo alguns autores, pode indicar sua origem, servindo como um diagnóstico diferencial de hematúrias de origens glomerular e não-glomerular. Quando se apresentam em sua forma esférica habitual (isomorfas), seriam de origem mais distal no trato urinário; quando crenadas (dimórficas), teriam origem glomerular.
Piócitos
Podem estar presentes em pequena quantidade na urina normal. Normalmente neutrófilos. Quantidades aumentadas indicam a presença de lesões inflamatórias, infecciosas ou traumáticas em qualquer nível do trato urinário.
Cristais
São um achado freqüente na análise do sedimento urinário normal, raramente com significado clínico e com ligação direta com a dieta.
Alguns cristais representam um sinal de distúrbios físico-químicos na urina ou têm significado clínico específico, como os de cistina, biurato de amônio, oxalato de cálcio monoidratado e estruvita. Podem também ser observados cristais de origem medicamentosa e de componentes de contrastes urológicos.
A cistina está ligada a um urólito de cistina. O biurato de amônio sugere insuficiência hepática. Os cristais de estruvita estão normalmente relacionados a infecções por bactérias produtoras de urease. E o oxalato de cálcio monoidratado ocorre com a intoxicação por etilenoglicol.
Apesar de não existir uma relação direta entre a presença de cristais e o desenvolvimento de cálculos, alguns autores apontam a existência de diferenças morfológicas entre os cristais dos pacientes que desenvolvem calculose com uma apresentação de formas maiores, agregadas e bizarras.
Cilindros
São elementos exclusivamente renais compostos por proteínas e moldados principalmente na luz dos túbulos contornados distais e túbulos coletores.
Indivíduos normais, principalmente após exercícios extenuantes, febre e uso de diuréticos, podem apresentar pequena quantidade de cilindros, geralmente hialinos.
Sua formação é influenciada pelos elementos presentes no filtrado e pelo tempo de permanência dentro do túbulo. Nas doenças renais, se apresentam em grandes quantidades e em diferentes formas, de acordo com o local da sua formação.
Os mais comuns são os cilindros hialinos. São compostos principalmente pelas proteínas de Tamm-Horsfall, considerados normais em pequenas quantidades e em maior quantidade em situações como febre, desidratação, estresse e exercício físico intenso.
Os cilíndros podem estar presentes em diferentes patologias como os hemáticos (doença renal intrínseca), leucocitários (pielonefrites), de células epiteliais (lesões túbulos renais), granulosos (doença renal glomerular ou tubular e algumas situações fisiológicas) e céreos (insuficiência renal, rejeição a transplantes e doenças renais agudas e estase do fluxo urinário).
Leveduras e Fungos
Em geral, a presença de leveduras e fungos no sedimento urinário indicam contaminação. Micose sistêmica pode resultar em elementos fungicos na urina. Uma amostra obtida por cistocentese deve ser utilizada para a confirmação do achado. Um resultado positivo deve estar associado à manifestação clínica como por exemplo espondilite, corticóides ou diabetes.
Prazo: mesmo dia
EXAME REALIZADO DE ACORDO COM A ABNT/CB-36 Comitê Brasileiro de Análises Clínicas e Diagnóstico in vitro, representante oficial e exclusivo da ISO no Brasil, incluindo o ISO/TC 212.
sábado, 29 de agosto de 2009
17 Hidroxiprogesterona
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Catarata
Esta opacidade pode ocorrer nos cristalinos de qualquer mamífero como Cães, Gatos, Cavalos, Ferrets, Ovinos, Bovinos, etc e também em aves ornamentais como Papagaios, Araras, Tucanos e ainda pequenos pássaros como Coleiros, Canários diversos, entre outros. Embora as cataratas possam decorrer de doenças metabólicas, uso prolongado de alguns medicamentos, intoxicação, senilidade etc., nos animais, na maioria das vezes, tem caráter hereditário. O único tratamento comprovadamente eficaz é a cirurgia, que consiste na retirada do cristalino opaco e o implante de uma lente intra-ocular (LIO), em substituição ao mesmo. Embora possam ser operados por técnicas tradicionais como a intra-capsular (EICC) e a extração extra-capsular da Catarata (EECC), o método que determina melhores resultados é o método da Facoemulsificação (FE), a extração ultra-sônica da catarata.
A cirurgia demora em média 2 a 6 minutos e o percentual de sucesso obtido através da mesma, gira em torno de 96%. Segundo a literatura Dr. Jorge Pereira é pioneiro na Facoemulsificação na América Latina, tendo apresentado e publicado os primeiros trabalhos sobre a técnica na América do Sul, e vem ensaiando os primeiros passos nas técnicas de Cirurgia a Laser.
Matéria do site www.cepov.com.br , do Dr. Jorge Pereira
Avenida das Américas, 700 Bl 08 Loja 103J Barra da Tijuca RJ
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Bactérias Indutoras de Betalactamase
Silva & Salvino em 2000, dizem que um longo período de hospitalização e o uso abusivo de cefalosporinas de terceira geração são fatores de risco primordiais para a disseminação de surtos por bactérias produtoras de ESBL; O papel do laboratório de microbiologia clínica é de extrema importância para o diagnóstico, visto que é a partir da análise do antibiograma que o Veterinário deve prescrever o antimicrobiano ao animal. Se o Veterinário prescrever um antibiótico betalactâmico para o paciente portador de uma infecção por bactéria produtora de ESBL poderá acarretar em falha terapêutica, seja por erro do laboratório que pode não ter detectado a produção da enzima ou por equívoco do Clínico ao indicar uma droga dotada de anel betalactâmico.
Assim, o animal não vai responder positivamente ao tratamento e pode ocorrer agravamento da infecção, pois com a diminuição da flora bacteriana normal (que pode se demonstrar sensível ao betalactâmico), certamente ocorrerá uma diminuição da competitividade com a flora normal a depender do sítio anatômico da infecção. Como a produção de ESBL pode ocorrer espontaneamente, há a possibilidade dessa produção se evidenciar no decorrer do tratamento. Então, o paciente que estaria respondendo positivamente à uma infecção por uma bactéria não produtora de ESBL, passa a demonstrar um agravamento do quadro infeccioso e ocorre recidiva da infecção. Uma nova amostra do material clínico pode detectar a presença da produção de ESBL, o que pode ser interpretado, erroneamente, como erro laboratorial. As drogas que a totalidade dos autores recomendam para o tratamento das infecções por bactérias produtoras de ESBL são os carbapenêmicos (imipenem e meropenem), por estas drogas não sofrerem hidrólise pela ESBL.
1. Nathisuwan S, Burgess DS, Lewis JS. Extended-spectrum beta-lactamases: epidemiology, detection and
treatment. Pharmacotherapy. 21(8): 920-8, 2001.
2. Soares MA. Resistência Antibiótica. Pharmacia Brasileira, p. 59-62, Jan/Fev 2001.
3. Barbosa HM, Torres BB, Furlaneto MC. Microbiologia Básica. Ed. Atheneu, São Paulo, 1998.
4. Silva CHPM. Bacteriologia - Um texto ilustrado. Ed. Eventos, Teresópolis/RJ, 1999.
5. Farah Solange Bento, DNA - Segredos & Mistérios. Ed. Sarvier, São Paulo, 1997.
6. Silva CHPM, Salvino CR. Importância do Reconhecimento das Enterobactérias Hospitalares Produtoras
de Beta-lactamases de Espectro Estendido (ESBL) e suas Implicações Terapêuticas. Newslab (41):
104-112, 2000.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
ASLO
Material: Soro 0,5ml. Estável por 8 dias refrigerado e 90 dias congelado.
Condições de coleta: Jejum 4 horas. A amostra pode ser armazenada por 48 horas em geladeira. Interferentes: hemólise, lipemia e contaminação bacteriana na coleta.
Indicação: A antiestreptolisina “O” é produzida por quase todas as cepas de Stretococcus pyogenes. O anticorpo formado contra ela, o antiestreptolisina “O”, é um indicador de infecções estreptocócicas e suas complicações, tais como a febre reumática e a glomerulonefrite aguda.
Método: Nefelometria
quinta-feira, 9 de julho de 2009
ELISA para Ehrlichia canis
Resultado no mesmo dia.
Método de ELISA Com titulação. de 1: 20 até 1: 640
Interpretação do resultado:
Animal Saudável
Resultado Não - Reagente - checar no próximo ano
Resultado Reagente 1:20 a 1:80 - testar novamente em 7 - 10 dias. Compare o último resultado para checar o declínio dos títulos de anticorpos .
Resultado Reagente > 1:80 - Estágio subclínico, avaliar o hemograma
Animal Doente
Resultado < 1: 80 considerar outro diagnóstico, testar novamente em 7 dias
Resultado Reagente > 1: 80 - Diagnóstico confirmado, estágio agudo.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Leptospirose
A leptospirose canina ocorre principalmente pelos sorovares Icterohaemorrhagiae, Copenhageni e Canicola, cujo curso pode variar de sub-clínico, agudo ou crônico. Várias são as manifestações clínicas, que podem incluir ou não a icterícia, dependendo do sorovar infectante. Na forma aguda pode causar a morte do animal por insuficiencia renal e hepática, aqueles que sobrevivem à infecção tornam-se portadores e excretores de leptospiras pela urina de forma assintomática, disseminando a doença para outros cães, outras espécies animais e o homem. Na zona rural, as características do habitat e a presença de animais silvestres assumem grande importância para as criações de animais de produção (bovinos, bubalinos, suínos, eqüinos, ovinos e caprinos). Nessas, a leptospirose se constitui em uma enfermidade reprodutiva responsável pela quebra na produção de leite e carne em função da infertilidade e do abortamento, ocorrendo mais freqüentemente pela infecção pelos sorovares Hardjo (Hardjobovis ou Hardjoprajitno), Pomona, Grippotyphosa e Icterohaemorrhagiae. No gado leiteiro, o aparecimento de mastite flácida com agalactia e pequena quantidade de sangue no leite também tem sido verificado. Nestes casos, ocorre a diminuição na produção do leite que dura de 2 a 10 dias (Sindrome da Queda do Leite ou Milk Drop Syndrome). O leite torna-se amarelado, com consistência de colostro, grumos grosseiros e elevada contagem de células somáticas.
No caso de animais de produção ou de companhia, o médico veterinário deve ser chamado sempre que houver suspeita da doença, não somente pelos prejuízos no plantel, mas, sobretudo, por tratar-se de uma zoonose que implica no estabelecimento imediato de medidas de controle e de prevenção para que sejam minimizados os riscos de disseminação entre as pessoas de contato com estes animais.
Para se entender melhor a transmissão da leptospirose, é preciso que se conheça a sua epidemiologia. As portas de entrada para as leptospiras invadirem o organismo dos hospedeiros vertebrados são pele e membranas mucosas: conjuntiva, nasofaríngea e genital. Nas inundações, a imersão em águas contaminadas com leptospiras permite a penetração devido à eliminação de barreiras naturais protetoras da pele, mesmo íntegra.
A habilidade em sobreviver e multiplicar é o maior componente de virulência das leptospiras. Imediatamente após a penetração no hospedeiro, quer seja animal ou humano, elas se disseminam rapidamente por via linfática e sanguínea. Enquanto as leptospiras não patogênicas são rapidamente destruídas pela fagocitose reticulo-endotelial, as patogênicas escapam a fagocitose e rapidamente se multiplicam exponencialmente na corrente sanguínea atingindo os vários órgãos. Cerca de 5-7 dias após a infecção aparecem os primeiros sintomas. Com o aparecimento dos anticorpos (imunoglobulinas específicas) a multiplicação diminui ou cessa e o hospedeiro pode se recuperar ou vir a óbito, pelo efeito da intensa multiplicação ou mesmo pelas lesões decorrentes da infecção.
Nos animais que sobrevivem à infecção aguda, as leptospiras persistem em sítios imunologicamente protegidos como túbulos renais proximais, câmara anterior do olho e trato genital e tornam-se portadores renais ou genitais, e importantes fontes de infecção para novos susceptíveis.
Nos animais prenhes, após alcançarem a circulação sanguínea ou corrente linfática, atingem o útero e a placenta em qualquer estágio de gestação, alcançam o feto que morre por leptospirose sendo expulso cerca de 24 horas depois.
Para saber mais:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/leptospirose_oquefazer.pdf
http://www.cives.ufrj.br/informacao/leptospirose/lep-iv.html
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Como enviar exames de PKD
Material: Sangue em EDTA - tubo de hemograma
Condições de coleta: 1,0ml de sangue em EDTA. - Pode ser realizada a qualquer idade.
Aplicação: Detectar a presença da alteração genética no DNA do animal. A identificação da mutação é importante porque revela quais gatos são susceptíveis a PKD mesmo antes do aparecimento dos sintomas. As raças Persa, Himalaio, Exótico e British Short Hair são as mais afetadas.
Armazenamento e envio: Enviar por correio ou transportadora em temperatura ambiente, não é necessário colocar em isopor com gelo.
Metodologia: PCR - RFLP.
Prazo: 10 dias úteis.
Clientes em Petrópolis podem coletar diretamente no laboratório e na cidade do Rio de Janeiro podem agendar a coleta em casa.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Hipotireoidismo em cães
O hipotireoidismo é uma doença multissistêmica caracterizada pela baixa exposição orgânica aos hormônios tireoidianos
SINAIS CLÍNICO
-Letargia
-Intolerância ao frio
-Alopecia simétrica bilateral
-Hiperqueratose
-Hiperpigmentação
-Diminuição da Fragilidade capilar
-Infertilidade
-Ganho de peso
-Embotamento mental
-Galactorréia
-Constipação
-Mixedema cutâneo
OUTROS SINAIS
-Miopatia
-Neuropatia
-Hipotermia
-ICC
-Sangramento
-Obesidade verdadeira
-Miocardiopatia
-Paralisia de laringe
-Paralisia facial
-Sindrome de Horner
-Megaesôfago
-Diarréia
IMPORTANTE: Ter Clínica, porém nem toda clínica inclui todos os sinais juntos.
Hemograma
-Anemia Normocítica Normocrômica Arregenerativa (30%)
-Diminuição do hematócrito (28 a 35%)
-Aumento da contagem do número de plaquetas
-Leucocitose associada à infecção
Bioquímica
Aumento do colesterol Total (75%)
Aumento dos Triglicerídeos.
Aumento de Fosfatase Alcalina
Aumento de CK
DOENÇAS QUE DIMINUEM OS NÍVEIS DE T3 E T4 SÉRICOS
-Deficiência de calorias e/ou ptn
-Diabetes mellitus
-Hiperadrenocorticismo
-Hepatopatia
-Hipoadrenocorticismo
-Insuficiência renal
-Afecções neuromusculares
-Pioderma
MEDICAMENTOS QUE DIMUNUEM A CONCENTRAÇÃO DE T3 E T4 SÉRICOS
-Fenitoina
-Salicilato
-Flunixin Meglumine
-Glicocorticóides (suspender 15 dias antes via oral e 2 meses via intra-venosa)
-Mitotano
-Anabolizantes
-Halotano
-Tiopental
-Metoxiflurano
-Furosemida
-Ácidos Graxos
-Fenobarbital
-Fenilbutazona
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Perguntas Freqüentes
Sim, só o Veterinário poderá saber qual exame seu animal precisa fazer.
2) Todo o exame de sangue tem que ser em jejum?
Nem todos. Para alguns exames caracterizados como urgentes o jejum não é necessário. Em situações normais, o tempo de jejum varia de acordo com o exame requisitado.
Por exemplo, no caso da Glicose são necessárias de 8 a 12 horas de jejum. Para Colesterol e Triglicerídeos são necessárias de12 horas.
Seu Veterinário poderá esclarecer o tempo de jejum ideal para cada exame.
3) Água quebra jejum?
Geralmente não. A água pode ser ingerida na quantidade habitual, a não ser que o veterinário tenha feito alguma recomendação especial a esse respeito. Convém, no entanto, toma-la com moderação, pois seu excesso pode interferir nos exames de urina.
4) Ave precisa fazer jejum?
Nem sempre. O jejum pré-estabelecido poderá ser reduzido ou até mesmo dispensado, dependendo de cada situação clínica. Para cada exame poderá haver necessidade de orientação específica.
5) Para realizar Hemograma, o animal precisa fazer jejum?
Quando solicitado pelo veterinário, como exame de rotina, sim, preferencialmente com jejum de 04 horas. Porém, em casos de urgência, este pode ser dispensado.
6) A urina do meu animal pode ser coletada no dia anterior ao exame?
Não, quanto mais rápido for trazida após a coleta, melhores serão as condições de análise, não devendo permanecer guardada de um dia para o outro.
7) Por que a urina não pode ficar em temperatura ambiente?
A urina poderá ficar em temperatura ambiente até 60 minutos após a coleta. Após este período, deverá ser acondicionada no gelo para evitar o crescimento de germes contaminantes (bactérias).
8) Remédios ou medicamentos interferem nos exames?
Vários medicamentos interferem diretamente nos exames laboratoriais, principalmente nas dosagens bioquímicas e hormonais. Dessa forma, a utilização de qualquer remédio deve ser relatada ao laboratório para que possamos fazer uma real interpretação do seu resultado. Por vezes, dosagens que se revelam fora do limite da normalidade podem ser explicadas pelo uso de determinados medicamentos. O uso de antibióticos por exemplo, leva na quase totalidade das vezes a resultados de urinoculturas negativas. Mesmo se a bactéria presente for resistente àquele determinado antibiótico, a presença da droga na urina inibe muitas vezes o crescimento do germe na placa de cultivo. No caso de exames micológicos, como a pesquisa direta ou o cultivo de fungos, a situação fica mais complicada. Se o antifúngico que estiver sendo utilizado for de aplicação local, este deverá ser suspenso pelo menos duas semanas antes do teste e se for mediante a ingestão de comprimidos, recomenda-se pelo menos quatro semanas sem a medicação. Durante a consulta, informe os medicamentos que seu animal estiver usando, inclusive vitaminas.
9) Por que o esforço físico interfere em alguns exames?
A atividade física repercute de diversas formas nas dosagens laboratoriais, algumas são exemplificadas abaixo:
Durante a atividade física aumenta o consumo, sobretudo de glicose, podendo resultar conseqüentemente em níveis mais baixos desta substância, quando dosados.
A atividade física estimula a liberação de uma série de hormônios como cortisol, falseando os seus resultados.
O esforço muscular resultante da atividade física leva a um aumento de enzimas musculares como a CK (creatinofosfoquinase).
Proteinúira e hematúria também são freqüentes, sobretudo após esforço físico contínuo e prolongado.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Aldosterona
terça-feira, 19 de maio de 2009
Você sabia que água que seu animal bebe pode transmitir várias doenças?
As medidas de pH são de extrema utilidade, pois fornecem inúmeras informações a respeito da qualidade da água. Geralmente um pH muito ácido ou muito alcalino está associado à presença de despejos industriais. Águas com pH ácido podem causar corrosão nos canos e liberar metais pesados como chumbo e cobre na água; com encanamentos antigos este problema se agrava ainda mais.
O cloro é usado pelas estações de tratamento para desinfetar a água. Porém, o excesso de cloro prejudica o sabor e o cheiro da água que vai ser utilizada para beber ou na culinária em geral.
Os coliformes são bactérias, dentre as quais a Escherichia Coli é considerado o mais específico indicador de contaminação fecal recente e de eventual presença de organismos patogênicos. Elas vivem no interior do intestino dos animais de sangue quente. Isso tem uma grande importância para a avaliação da qualidade da água pois se estas estiverem contaminadas por fezes de animais ou humanos, fatalmente receberão coliformes. Portanto, a presença de coliformes indica que a água não é própria para consumo, pois pode conter outros parasitas transmissíveis pelas fezes como a Giardia, o Cryptosporidium, Isospora, Entamoeba, Salmonela entre outros que podem causar doenças tanto em seres humanos quanto em animais.
Orientações para coleta:
Os frascos para coleta e remessa de água devem ser estéreis e com capacidade de no mínimo 100ml. O VetLab fornece os frascos. Todos os frascos devem ser identificados com local data e hora da coleta. Os frascos devem ser imediatamente refrigerados e enviados ao laboratório no mesmo dia.
Os resultados são liberados em 2 dias úteis!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
NOVO EXAME
Material: 2mL soro (ave e cães); 10g conteúdo estomacal (ruminantes e cães)
Prazo: 15 dias.
domingo, 10 de maio de 2009
Interpretação da eletroforese de proteínas
Interpretação:
Aumento da concentração de alfa globulina
Aumento de alfa globulina não é específico e é de importância diagnóstica limitada. A causa mais comum é inflamação aguda. Aumento de lipoproteínas e alfa 2 macroglobulinas ocorrem na síndrome nefrótica e podem aumentar a concentração de alfa globulinas.
Aumento da concentração de beta globulina
Aumento de beta globulinas podem ocorrer na síndrome nefrótica, inflamação aguda (proteína C reativa, complemento e ferritina), hepatites e respostas imunes.
Aumento de gama globulina
A fração de gama globulina inclui a maioria das imunoglobulinas. Aumento destas são chamados de gamopatias e são divididas em monoclonal e policlonal.
Gamopatias policlonais possuem base larga no gráfico e representam aumento na quantidade de imunoglobulinas produzidos por diferentes populações de linfócitos B, plasmócitos ou os dois. Isso é resultado de estimulações antigênicas crônicas associadas a vários agentes infecciosos, hepatite e doenças imuno mediadas, PIF, linfoma e leucemia linfocítica.
Gamopatias monoclonais possuem base fina no gráfico e representam aumento na quantidade de imunoglobulinas produzidos por um mesmo tipo de populações de linfócitos B ou plasmócitos. Ocorre em mieloma múltiplos, Ehrlichia, linfoma e leucemia linfocítica, Leishmaniose ou pode ser idiopático.
FIV – um terço dos gatos com FIV apresentam aumento de gama globulina.
Cinomose - uma das características é o aumento de alfa 2 e gama globulinas
Ehrlichiose - pode haver aumento de alfa 2, beta e gama.
Amostra: 1,0 ml de soro.
Condições de coleta: Estável por 8 dias entre 2 e 8 graus. Amostras lipêmicas produzem falso aumento das proteínas totais e amostras hemolisadas produzem aumentos das frações Alfa dois e Beta globulina.
Método: Eletroforese capilar.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Cinomose
Método: Imunoensaio Cromatográfico - Antígeno. Sensibilidade 98,8% e Especificidade 97,7%.
Condições de coleta: Jejum não obrigatório. A vacinação não influencia o resultado do teste. O soro ou plasma pode ser armazenado por até 7 dias entre 2 e 8 graus. Para armazenar por mais tempo congelar. Amostras hemolisadas ou lipêmicas não afetam o resultado. Para coleta de secreções usar um swab sem meio umedecido em soro fisiológico, enviar ao laboratório no mesmo dia.
Nota: Esse teste não possui influência sobre a vacina DHPPL (titulação do vírus da cinomose 104.1 EID50/dose) de 1 a 14 dias após a vacinação devido ao fato da titulação do vírus ser muito baixa.
Epidemiologia: Mundialmente distribuído. Acomete todas as idades, no entanto a incidência é mais alta em cães jovens não vacinados expostos após a perda da imunidade materna.
Patogenia: A cinomose canina inicia-se com a inalação viral e replicação nas tonsilas e linfonodos bronquial. Quando este alcança a circulação, cerca de 2 dias após a infecção. Uma viremia célula associada, geralmente nos macrófagos, resulta em rápida disseminação e o vírus pode ser isolado de todos os tecidos linfóides e de linfócitos sanguíneos cerca de uma semana após a infecção.
A progressão da doença é determinada pela rapidez e eficácia ou não da resposta imune. A replicação viral resulta em linfocitólise, é um importante fator na determinação da manifestação clínica.
Incapacidade para limitar a disseminação da infecção, permite a expansão desta para o sistema respiratório, urinário e sistema nervoso central. Pele, glândulas exócrinas e endócrinas são também afetadas.
Infecções bacterianas secundárias a imunossupressão contribuem para o desenvolvimento de vários sinais clínicos que precedem a sintomatologia nervosa, já que os sinais de envolvimento do SNC geralmente não se manifestam até a 4a semana, caracterizando clinicamente o período de incubação de 1 a 4 semanas.
Transmissão: Contato direto - aerossóis.
Sintomas Clínicos:
Sistema Cutâneo: espessamento dos coxins, pústulas;
Sistema Respiratório: secreção nasal, tosse, pneumonia;
Sistema Digestório: emese, diarréia;
Sistema Nervoso: convulsão, mioclonia, paralisia;
Sistema Ocular: úlcera de córnea, conjuntivite.
Sintomas Inespecíficos: hipertermia, prostração, desidratação e apatia.
Diagnóstico Diferencial: Parvovirose, Neosporose, Coronavirose, gastroenterite hemorrágica bacteriana, doenças respiratórias e neuropatias.
Valor de Referência: Negativo.
Prazo: mesmo dia.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Passos para avaliação diagnóstica da febre de origem desconhecida
• Segundo Passo: radiografia torácica; ultrasonografia abdominal; ecocardiografia; hemoculturas seriadas; testes imunes (anticorpo antinuclear, fator reumatóide canino), eletroforese de proteínas, testes sorológicos (Ehrlichiose, Brucelose, Toxoplasmose, Leishmaniose), artrocentese (estudos citológicos e cultura), biópsia de qualquer lesão ou órgão aumentado de volume, análise de líquido cerebroespinal;
• Terceiro Passo: tentativa terapêutica (antipiréticos, antibióticos, corticosteróides).
quinta-feira, 5 de março de 2009
Hipertireoidismo em Felinos
ETIOLOGIA
-HIPERPLASIA ADENOMATOSA FUNCIONAL – 75%
-CARCINOMA – 25%
SINAIS CLÍNICOS
-PERDA DE PESO
-POLIFAGIA
-POLIÚRIA
-POLIDIPSIA
-PELAGEM RESSECADA
-HIPERATIVIDADE
-TAQUICARDIA
-VÔMITO
-DIARRÉIA
-AUMENTO DO VOLEME FECAL
-DISPNÉIA
-LETARGIA, FADIGA , ANOREXIA??
EXAME FÍSICO
-ANSIEDADE, HIPERATIVIDADE
-MAGREZA
-TAQUICARDIA
-RITMO DE GALOPE/SOPRO
-RINS PEQUENOS
-PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS
-NÓDULO DA TIREÓIDE PALPÁVEL (requer prática)
EXAMES LABORATORIAIS
-HEMOGRAMA – Leucocitose, Elevação de Hematócrito, Macrocitose
-BIOQUÍMICA - Aumento de ALT, da FA , da AST, da URÉIA , CREATININA, FÓSFORO e PU/CU.
-DOSAGEM DE T4 Total
TRATAMENTO
-METIMAZOL – 2,5 mg BID
-PROPILTIOURACIL
-QUIMIOTERAPIA – Doxorrubicina
-IRRADIAÇÃO COM FEIXE DE COBALTO EXTERNO
-RADIOTERAPIA
-ÁLCOOL 100% LOCAL
-TIREOIDECTOMIA
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Ferritina
Método: Ensaio imunoenzimático
Comentários: A ferritina é a principal proteína responsável pelo armazenamento de ferro. Há uma relação direta entre o nível sérico de ferritina e a quantidade de
ferro armazenado. Tem indicação no diagnostico diferencial nas anemias, estando em valores baixos na anemia ferropriva e altos na anemia de doença
crônica e anemia sideroblastica. Na anemia ferropriva, a ferritina é o primeiro marcador a se alterar. Na hemocromatose a dosagem de ferritina esta elevada podendo ser usada no auxilio diagnostico e no acompanhamento de tratamento. A ferritina é uma proteína de fase aguda, podendo estar em valores aumentados em condições infecciosas e inflamatórias diversas.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Hipeadrenocorticismo em cães
Corticosteróides : Gliconeogênese, Catabolismo Protéico, Lipólise, Antagonismo a Insulina, Ação Antiinflamatória e Imunossupressora.
Mineralocorticóides: Aumento da retenção de sódio, cloreto e água; e Aumento da excreção de potássio, fósforo e cálcio
CAUSAS
• ALTERAÇÕES NA HIPÓFISE
• TUMOR DE ADRENAL
• IATROGÊNICA
INCIDÊNCIA
• SEXO – 60% Fêmeas, IDADE – Meia idade e idosos, RAÇA – Poodle, Dachshunds, Terriers, Labradores, Beagle e Pastor Alemão
SINAIS E SINTOMAS
-POLIÚRIA
-POLIDIPSIA
-POLIFAGIA
-DILATAÇÃO ABDOMINAL
-ALOPÉCIA BILATERAL
-OBESIDADE
-PIODERMATITE
-LETARGIA
-CALCINOSE CUTÂNEA
-COMEDÕES
-HIPERPIGMENTAÇÃO
-CALCIFICAÇÃO ECTÓPICA
-DIABETES
-RETARDO DE REPILAÇÃO
-DISPNÉIA
-CARDIOPATIAS
-ATROFIA TESTICULAR
-ANESTRO
EXAMES COMPLEMENTARES
HEMOGRAMA - Hematócrito normal. Neutrofilia, Leucocitose, Linfopenia, Eosinopenia
BIOQUIMICA - Aumento de fosfatase alcalina – glicogênio hepático e vacuolização. Aumento de ALT. Aumento de colesterol, triglicerídeos. Hiperglicemia
EAS - Densidade diminuída (85%). Proteinúria Glicosúria. Infecção
ULTRASOM
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
• IRC
• HIPOTIREOIDISMO
• DIABETES
• SERTOLIOMA
• ACROMEGALIA
DIAGNÓSTICO DEFINITIVO
• SUPRESSÃO POR DEXAMETASONA EM DOSES BAIXAS (Mais recomendado)
1. Coletar amostra pela manhã (cortisol basal).
2. Administrar Dexametasona 0,01 mg/kg IV:
Coletar amostra 4 h e 8 h depois da administração.
Interpretação
Tumor de Adrenal ou PHD:
1 coleta após supressão: maior que 1,4 MCG/DL
2 coleta após supressão: maior que 1,4 MCG/DL
Apenas PHD:
1 coleta após supressão: menor que 1,0 MCG/DL
2 coleta após supressão: maior que 1,4 MCG/DL
TRATAMENTO
· O ,P’DDD ( MITOTANO ) Apresentação: Lysodren® (100 comprimidos de 500mg)
FASE DE INDUÇÃO dose 50mg/kg 5-9 dias dividida em 2 vezes ao dia. Parar assim que o animal tiver qualquer alteração de comportamento e imediatamente fazer o Teste de estimulação ACTH* e dosar Na e K para ver se o tratamento foi eficaz. Caso a indução esteja correta inicia-se a outra fase.
FASE DE MANUTENÇÃO 25-50mg/kg por semana
Faz-se após 1 mês o Teste de estimulação ACTH para ver se a dosagem está correta caso afirmativo mantenha o animal em revisão a cada 4 meses realizando sempre o Teste de estimulação ACTH.
Utilizar como tratamento sempre que o animal demonstrar os efeitos colaterais do mitotano:
- Prednisona: 0,1 a 0,5mg/kg 2x ao dia por 2 dias
- Florinef: 0,02 mg/kg. Dose dividida em 2x ao dia
• CETOCONAZOL
- 5mg/kg 2x ao dia por 7 dias
- 10mg/kg 2x ao dia por 14 dias (Teste ACTH)
- 15mg/kg 2x ao dia
• L-DEPRENIL
• CABERGOLINA
• Cirúrgico: ADRENALECTOMIA (Indicado para gatos)
IATROGÊNICO:
· Como diferenciar das outras formas:
- Dosar níveis de cortisol basal
-
Fazer o * TESTE DE ESTIMULAÇÃO POR ACTH (O resultado será dentro dos valores normais de cortisol)
1. Coletar amostra (cortisol basal)
2. Administrar ACTH (PEÇA AO VETLAB) - Synacthen: 0,25mg/cão ou 5 µg/kg IM
3.Coletar amostra 1 hora depois da administração.
- Teste de supressão por dexametasona
·Tratamento:
Retirada lenta e gradativa do glicocorticóide responsável pela patologia e substituição por
hidrocortisona.
Duração: aproximadamente 2 meses.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
leishmaniose visceral canina
Inicialmente, os parasitos estão presentes no local da picada infectiva. Posteriormente, ocorre a infecção de vísceras e eventualmente tornam-se distribuídos através da derme. A alopecia causada pela infecção expõe grandes áreas da pele extensamente parasitada. Classicamente a leishmaniose visceral canina (LVC) apresenta lesões cutâneas, principalmente descamação e eczema, em particular no espelho nasal e orelha, pequenas úlceras rasas, localizadas mais freqüentemente ao nível das orelhas, focinho, cauda e articulações e pêlo opaco. Nas fases mais adiantadas da doença, observa-se, com grande freqüência, onicogrifose, esplenomegalia, linfoadenopatia, alopecia, dermatites, úlceras de pele, ceratoconjuntivite, coriza, apatia, diarréia, hemorragia intestinal, edema de patas e vômito, além da hiperqueratose. Na fase fi nal da infecção, ocorre em geral a paresia das patas posteriores, caquexia, inanição e morte. Entretanto, cães infectados podem permanecer sem sinais clínicos por um longo período de tempo.
A classificação segundo os sinais clínicos:
• Cães assintomáticos: ausência de sinais clínicos sugestivos da infecção por
Leishmania.
• Cães oligossintomáticos: presença de adenopatia linfóide, pequena perda de
peso e pêlo opaco.
• Cães sintomáticos: todos ou alguns sinais mais comuns da doença como as alterações cutâneas (alopecia, eczema furfuráceo, úlceras, hiperqueratose), onicogrifose, emagrecimento, ceratoconjuntivite e paresia dos membros posteriores.
O diagnóstico clínico da LVC é difícil de ser determinado devido a grande porcentagem de cães assintomáticos ou oligossintomáticos existentes. A doença apresenta semelhança com outras enfermidades infecto-contagiosas que acometem os cães, permitindo que o diagnóstico clínico seja possível quando o animal apresenta sinais clínicos comuns à doença, como descrito anteriormente, ou quando o animal se originar de regiões ou áreas de transmissão estabelecida. No entanto, em áreas cujo padrão socioeconômico é baixo, outros fatores
podem estar associados dificultando o diagnóstico clínico, especialmente as dermatoses e a desnutrição, mascarando ou modificando o quadro clínico da leishmaniose visceral canina.
Diagnóstico Laboratorial
De uma maneira geral o diagnóstico da LVC vem se apresentando como um problema para os serviços de saúde pública. A problemática deve-se principalmente a três fatores:
1 – variedade de sinais clínicos semelhantes às observadas em outras doenças infecciosas;
2 – alterações histopatológicas inespecíficas e
3 – inexistência de um teste diagnóstico 100% específico e sensível.
O diagnóstico laboratorial da doença canina é semelhante ao realizado na doença
humana, podendo ser baseado no exame parasitológico ou sorológico. Para determinar o exame laboratorial a ser utilizado, é importante que se conheça a área provável de transmissão, o método utilizado, suas limitações e sua interpretação clínica.
O diagnóstico parasitológico é o método de certeza e se baseia na demonstração
do parasito obtido de material biológico de punções hepática, linfonodos, esplênica, de medula óssea e biópsia ou escarificação de pele. Entretanto, alguns desses procedimentos, embora ofereçam a vantagem da simplicidade, são métodos invasivos, significando a ocorrência de riscos para o animal e também impraticáveis em programas de saúde pública, em que um grande número de animais devam ser avaliados em curto espaço de tempo. É um método seguro de diagnóstico, uma vez que o resultado positivo é dado pela observação direta de formas amastigotas. A especificidade do método é de aproximadamente 100%,
e a sensibilidade depende do grau de parasitemia, tipo de material biológico coletado e do tempo de leitura da lâmina, estando em torno de 80% para cães sintomáticos e menor ainda para cães assintomáticos.
Outros diagnósticos laboratoriais são a realização de provas sorológicas como a reação de imunofluorescência indireta (RIFI), ensaio imunoenzimático (ELISA), fixação do complemento e aglutinação direta. Atualmente, para inquéritos em saúde pública os exames disponíveis para diagnóstico sorológico são a RIFI e o ELISA, que expressam os níveis de anticorpos circulantes. O material recomendado é o soro sangüíneo.
A RIFI tem sido amplamente utilizada para o diagnóstico de várias doenças parasitárias, podendo apresentar reações cruzadas principalmente com a leishmaniose tegumentar americana (LTA) e a doença de Chagas. O resultado considerado sororreagente é aquele que possua título igual ou superior ao ponto de corte que é a diluição de 1:40.
O ELISA consiste na reação de anticorpos presentes nos soros com antígenos solúveis e purificados de Leishmania obtidos a partir de cultura in vitro. Esse antígeno é adsorvido em microplacas e os soros diluídos (controle do teste e das amostras) são adicionados posteriormente. A presença de anticorpos específi cos no soro vão se fi xar aos antígenos. A visualização da reação ocorre quando adicionada uma anti-imunoglobulina de cão marcada com a enzima peroxidase, que se ligará aos anticorpos específi cos caso estejam presentes, gerando um produto colorido que poderá ser medido por espectrofotometria. O resultado
considerado sororreagente é aquele que apresente o valor da densidade ótica igual ou superior a 3 desvio-padrões do ponto de corte (Cut-Off ) do resultado do controle negativo.
Essas duas técnicas sorológicas são recomendadas pelo Ministério da Saúde para
avaliação da soroprevalência em inquéritos caninos amostrais e censitários, o ELISA por estar em fase de implantação, inicialmente está sendo recomendado para a triagem de cães sorologicamente negativos e a RIFI para a confirmação dos cães sororreagentes ao teste ELISA ou como uma técnica diagnóstica de rotina.
É importante ressaltar que em situações em que o proprietário do animal exigir uma contra-prova, esta deverá ser uma prova sorológica, realizada por um laboratório da Rede, preferencialmente. A contra-prova sorológica poderá ser ainda realizada pela referências, estadual e/ou nacional, e o tempo estimado para liberação do resultado dependerá do tempo de deslocamento da amostra até as referências, sendo a média esperada de 15 dias. Os resultados liberados por este laboratório serão considerados oficiais para fins de diagnóstico da infecção e da doença.
Os laboratórios particulares, ou pertencentes a universidades e clínicas veterinárias, que realizem o diagnóstico da leishmaniose visceral canina, deverão participar do programa de controle de qualidade preconizado pelo Ministério da Saúde, enviando os soros para as referências, estadual e/ou nacional.
Fonte:
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Vigilância em Saúde
Departamento de Vigilância Epidemiológica
http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/pdf/03_1193_M.pdf
Leia mais: Portaria Proíbe O tratamento da LVC
http://vetlaboratorio.blogspot.com/2008/07/portaria-proibe-tratamento-de.html
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Acromegalia
O diagnóstico pode ser feito pelas dosagens de GH e IGF-1 (Somatomedina C), de acordo com o manual abaixo.
Somatomedina C – IGF 1
Material: 1,0ml de soro.
Condições de coleta: Jejum de 4 horas. Coleta no VetLab.
Outros laboratórios: Centrifugar e congelar imediatamente. Enviar em tubo próprio do VetLab.
Comentários: IGF-1 é uma proteína produzida em resposta ao hormônio do crescimento. Aumento desta proteína está presente na maioria dos cães com acromegalia. Administração de insulina pode elevar as concentrações de IGF-1.Concentrações séricas de IGF-1, em cães em crescimento, variam de acordo com a raça. Cães grandes têm concentrações normais maiores que animais pequenos.
Método: Quimioluminescência
Exames Relacionados: GH, Glicose, Frutosamina, Progesterona, T4 T e TSH.
Prazo: 4 dias.
GH – Hormônio do Crescimento - Hormônio Somatotrófico
Material: 1,0 ml de soro.
Condições de coleta: Jejum de 8 horas
Outros laboratórios: Enviar congelado. Estável por 2 meses congelado.
Método: Quimioluminescência
Exames Relacionados: Somatomedina C, Glicose, Frutosamina, Insulina, Progesterona, T4 T e TSH.
Prazo: 4 dias úteis.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Alteração Manual de Exames
Material: 0,5ml de soro
Condições de coleta: Jejum de 8 horas.
Método: Nefelometria
Comentários: Sugere-se que as determinações de haptoglobina e ceruloplasmina oxidase possam auxiliar na avaliação da inflamação em cães. Estas proteínas são consideradas seis vezes mais sensíveis na detecção da inflamação do que a determinação de fibrinogênio, a contagem de leucócitos totais e a contagem de neutrófilos segmentados e bastonetes (SOLTER 1991). A concentração de ceruloplasmina alterase significantemente após a indução de processo inflamatório em cães, ao contrário do que se observa em humanos (CONNER et al., 1988). Os níveis plasmáticos desta proteína aumentam nos processos inflamatórios, infecciosos, virais e parasitários, enquanto o decréscimo é observado ao nascimento, desnutrição, deficiência na absorção de nutrientes, nefrose e moléstias hepáticas associadas à intoxicação de cobre (JAIN, 1993).
Prazo: 5 dias úteis
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Alteração manual de exames
Material: 3,0ml de sangue total em EDTA colhido em tubo de plástico refrigerado.
Condições de coleta: Colher o sangue com seringa refrigerada ou diretamente em tubo refrigerado. É importante que o tubo seja de plástico e com EDTA. Enviar imediatamente ao VetLab. No caso de equinos tubo pode chegar em até 4 horas.
Outros laboratórios: Enviar o plasma congelado (tubo fornecido pelo VetLab). Estável por 30 dias congelado.
Precauções: As concentrações plasmáticas de ACTH são afetados pelo estresse, exercício, e algumas drogas. O ACTH é facilmente degenerado em amostras de sangue total e de soro. Amostras de sangue devem ser colhidas com EDTA como anticoagulante. As amostras devem ser mantidas refrigeradas. Remova as células plasmáticas, o mais rapidamente possível para cães e dentro de 4 horas após a coleta de cavalos. Resultados dos testes de amostras deixadas em células com mais de 4 horas deve ser interpretada com cautela. Cavalos não devem se exercitar antesdo exame, porque exercício e estresse podem aumentar o ACTH plasmático.
Doença de Cushing em equinos: As concentrações de ACTH e de insulina são superiores aos valores de referência. No entanto, devido à irregularidade do ritmo de ACTH e de secreção de insulina, as concentrações de um ou ambos podem estar dentro dos valores normais. Uma alta concentração de insulina com uma baixa ou normal concentração do ACTH devem ser interpretados com cuidado, porque outras doenças podem provocar um aumento da concentração de insulina.
Método: Quimioluminescência.
Prazo: 4 dias úteis.
