VetLab Medicina Laboratorial Veterinária

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Insuficiência Renal crônica em cães e gatos

A International Renal Interest Society - IRIS propõe um sistema de classificação composto por quatro estágios de evolução da Doença Renal Crônica (DRC) em cães e em gatos. Esses estágios foram estabelecidos principalmente de acordo com as concentrações séricas de creatinina. Os valores de creatinina devem ser obtidos no paciente em jejum e hidratado, em dois ou três momentos diferentes ao longo de algumas semanas (POLZIN, 2008). É preciso excluir as variações de creatinina transitórias pré-renais ou pósrenais, mesmo que haja o diagnóstico já estabelecido de DRC, como também considerar a condição corpórea do paciente, especialmente a massa muscular, para evitar a ocorrência de classificação errônea (POLZIN et al., 2005).

Com a classificação em estágios da DRC, é possível estabelecer condutas terapêuticas, baseadas nas considerações da fisiopatologia da progressão da DRC e na experiência clínica.

O estágio I da DRC define-se por estado não azotêmico, mas há alguma alteração renal presente, tal como inabilidade renal de concentração urinária (baixa densidade da urina), proteinúria renal (aumento de PU/CU) e alterações renais ao exame de imagem.

O estágio II caracteriza-se pela presença de discreta azotemia em avaliações seriadas (creatinina entre 1,4mg/dL e 2,0mg/dL para cães e de 1,6mg/dL a 2,8mg/dL para gatos). Pacientes nos estágios I e II não apresentam manifestações clínicas de disfunção renal, à exceção de poliúria e polidipsia.
Ocasionalmente gatos com DRC em estágio II podem apresentar perda de peso e apetite seletivo; contudo, na presença de complicações da DRC, tais como pielonefrite e nefrolitíase, as manifestações clínicas podem se tornar mais evidentes.

O estágio III é definido pela presença de azotemia em grau moderado (creatinina entre 2,1mg/dL e 5,0mg/dL para cães e de 2,9mg/dL a 5,0mg/dL para gatos). O paciente poderá apresentar manifestações sistêmicas da perda de função renal. A progressão da DRC nos pacientes desse estágio geralmente está ligada aos mecanismos de progressão espontânea da doença (autoperpetuação), mas pode também se relacionar às causas desencadeantes.

O estágio IV caracteriza-se pela presença de intensa azotemia (creatinina superior a 5,0mg/dL para cães e gatos). Nesse estágio, o paciente apresenta importante perda da função renal que pode estar relacionada à falência renal e apresentar diversas manifestações sistêmicas da uremia como, por exemplo, alterações gastrintestinais, neuromusculares ou cardiovasculares.

Ainda, na classificação proposta pela IRIS, há os subestágios e esses estão relacionados à proteinúria renal e à hipertensão arterial sistêmica, considerados como fatores independentes de progressão da DRC.

A determinação da relação PU/CU é indicada devido à necessidade de classificar a magnitude da proteinúria, o que não é possível com o método de química seca, utilizado na fita reagente. A PU/CU é um método considerado quantitativo, e o método padrão-ouro é determinado pela técnica em que se utiliza o corante azul brilhante de Coomassie – método de rotina no VetLab - (LEES et al., 2005; GRAUER, 2007).
Os pacientes classificados com proteinúria de valores limítrofes ou suspeitos devem ser reavaliados após duas semanas para sua correta classificação.

Abordagem terapêutica segundo os estágios da doença renal crônica

Estágio 1: Exames a serem solicitados – Hemograma, Perfil Renal Completo e Cistatina C
No estágio I, os marcadores de lesão renal já indicam o comprometimento dos rins na ausência de azotemia renal. Nesse estágio, é importante manter o animal hidratado, permitindo acesso livre para a ingestão de água, como também corrigir, quando necessário, a desidratação e assim evitar etiologias adicionais para lesão renal aguda.
A proteinúria pode ocorrer em qualquer estágio da DRC e, uma vez confirmada a sua magnitude, o tratamento é recomendado quando a PU/CU apresenta valores superiores a 2,0 no estágio I. A terapia indicada tem o intuito de modular a pressão intraglomerular por meio do uso de inibidores da enzima conversora da angiotensina (iECA), como enalapril ou benazepril, e tem por objetivo a redução da proteinúria para valores de PU/CU inferiores a 1,0 ou de pelo menos 50% do valor inicial da magnitude observada (POLZIN, 2008). Uma vez que a proteinúria é considerada um marcador de lesão renal, a redução da sua intensidade pode ser benéfica, principalmente nos estágios mais precoces da DRC (LEES et al., 2005). Quando não ocorre a resposta adequada ao iECA, poderá ser necessário o uso de bloqueadores de receptor de angiotensina II, como losartan ou irbesartan. Para os cães, a dose recomendada do losartan é de 0,25 a 0,5mg/kg/dia, até a dose máxima de 01mg/kg a cada 12 horas (POLZIN, 2007). Recomenda-se, também, que sejam realizadas as determinações séricas de potássio e sódio para uma avaliação indireta da ação do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
A cultura de urina com antibiograma pode prevenir uma pielonefrite.

Estágio 2: Exames a serem solicitados – Hemograma, Perfil Renal Completo, Dióxido de Carbono e Cultura e Antibiograma da urina
No estágio II, a desidratação pode estar presente e geralmente ocorre de forma pontual em algum momento em que ocorreu a limitação quanto à ingestão de água ou a perda de água por processos gastrentéricos, por exemplo (POLZIN, 2008). As manifestações clínicas associadas à desidratação incluem disorexia, letargia, fraqueza e constipação – principalmente em gatos, e a azotemia pré-renal pode predispor à lesão renal aguda (POLZIN, 2008). No estágio II, é possível detectar alterações decorrentes dos fatores de progressão da doença renal, tais como o hiperparatireoidismo secundário, hiperfosfatemia, acidose metabólica e hipocalemia, e esta última é mais frequente no felino.
Especificamente nos felinos pode-se observar o aumento da concentração sérica de paratormônio (PTH), mesmo na presença de concentrações de fósforo na faixa de normalidade (KIDDER & CHEW,
2009). O objetivo, no estágio II da DRC, é manter as concentrações séricas de fósforo inferiores a 4,5mg/dL, o que pode ser obtido apenas com o uso de dieta hipofosfórica (POLZIN 2008).

Ainda no estágio II pode-se observar também acidose metabólica que ocorre em consequência do comprometimento renal na excreção de ácidos, na reabsorção de bicarbonato (HCO3), como também pelo processo de amoniagênese renal (POLZIN et al., 2009). Dessa forma, é indicado determinar o valor do bicarbonato sanguíneo (Dióxido de carbono) para assim estabelecer medidas terapêuticas necessárias. No cão, a administração de bicarbonato por via oral é recomendada quando o dióxido de carbono sanguíneo for <18 mmol/L e no gato quando <16mmol/L (ELLIOTT & WATSON, 2009). Vale ressaltar que os felinos desenvolvem a acidose em estágios anteriores quando comparados aos cães. (POLZIN et al., 2000).
A dose inicial de bicarbonato para suplementação oral é de 0,5 a 1,0mEq/kg/dia ou 8 a 12mg/kg a cada 8 a 12 horas; esta pode ser realizada por meio de uma solução preparada com um litro de água e 84mg de bicarbonato em pó, resultando em uma concentração de 1mEq/mL. Indica-se a administração de 1,0 a 1,5mL/10kg de peso por via oral (POLZIN & OSBORNE, 1995). Ainda, a dose deve ser fracionada para evitar os efeitos gástricos do bicarbonato. A indicação do citrato de potássio também pode ser benéfica nos pacientes que apresentam concomitantemente hipocalemia e acidose. A reposição de potássio deve ser preconizada com cautela, uma vez que existe diferença entre a dose de reposição e aquela empregada para correção de acidose, para assim prevenir o desenvolvimento de alcalemia. Após normalização dos valores sanguíneos de bicarbonato, a monitoração deve ser realizada a cada três ou quatro meses para o controle adequado (POLZIN, 2007).
Quanto aos felinos com DRC no estágio II, estes apresentam maior possibilidade de desenvolver hipocalemia, resultante da diminuição da ingestão de potássio e do aumento da perda urinária. A hipocalemia crônica acomete 20 a 30% dos gatos com DRC e pode comprometer em graus variados a função do rim e das musculaturas cardíaca e esquelética. As manifestações clínicas provenientes da hipocalemia ocorrem quando a concentração de potássio é inferior a 2,5mmol/L. A melhor escolha para a reposição oral de potássio é o gluconato de potássio, apresentação mais palatável, na dose de 2mEq para cada 4,5kg de peso, administrado duas vezes ao dia juntamente com o alimento (MAY & LANGSTON, 2006). Quanto ao citrato de potássio, a dose recomendada é de 40 a 60mg/kg/dia dividida em duas a três administrações (MAY & LANGSTON, 2006). Uma vez obtida a concentração sérica de potássio entre os valores de 3,5 a 5,5 mmol/L, recomenda-se a avaliação desse eletrólito a cada três ou quatro meses (POLZIN, 2007).

Quanto à proteinúria, a terapia é indicada quando os valores da PU/CU forem superiores a 0,5 e 0,4 para os cães e gatos, respectivamente, com azotemia (estágios II, III e IV).

Para os estágios I e II, é importante estar atento para doenças que evoluem concomitantemente e que podem favorecer a perda precoce da função renal, tais como pielonefrite, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, nefrolitíase, glomerulopatia/ glomeruloesclerose associada à proteinúria, ureterolitíase, entre outras (MAY & LANGSTON, 2006).


Estágio 3: Exames a serem solicitados – Hemograma, Perfil Renal Completo, Dióxido de Carbono, Cultura e Antibiograma da urina, PTH, Cálcio Iônico, Proteína e frações e Colesterol.
No estágio III, todas as alterações laboratoriais mencionadas nos estágios I e II ocorrem de forma mais marcante, inclusive com manifestações clínicas, tornando-se necessária a introdução de terapia mais intensa. A desidratação nesse estágio ocorre de forma crônica e não mais pontual. Ademais, os rins apresentam comprometimento importante da função tubular de reabsorção de água, resultando em poliúria mais intensa do que a polidipsia compensatória. Além disso, esses pacientes podem apresentar azotemia pré-renal associada, o que favorece o desenvolvimento de lesão renal por má perfusão, originada por causas diversas de desidratação (como vômito, diarreia, febre, limitação ao acesso a ingestão de água, estresse, etc).

A desidratação per si é responsável pelas manifestações clínicas, tais como prostração, fraqueza, constipação (principalmente no felino) e perda de apetite. Assim, é primordial a correção da desidratação com a fluidoterapia de manutenção pela via parenteral (subcutânea) com uso de cristaloides (soluções de Ringer com lactato ou de NaCl - fisiológica 0,9%). O volume de manutenção a ser administrado varia de acordo com o peso; para gatos e cães de pequeno porte, indica-se a administração diária de 75 a 150mL (POLZIN, 2007). Para os cães, recomenda-se 40 a 60mL/kg em 24 horas, na dependência do porte do animal, e o intervalo de administração seria de acordo com a avaliação da intensidade da poliúria, da ingestão de água e do quadro clínico diário do paciente (MAY & LANGSTON, 2006). Há perda de vitaminas hidrossolúveis com a poliúria e, assim, recomenda-se a suplementação de vitaminas do complexo B (PLOTNICK, 2007).

Durante a fluidoterapia, pode ocorrer o desenvolvimento de hipocalemia, hipertensão e hipernatremia, como também esta comprometer a hemodinâmica e a função cardíaca. Assim, é necessária a monitoração estreita do paciente durante o tratamento, assim como a reavaliação da terapia sempre que necessário (POLZIN et al., 2009).
Quanto ao tratamento da proteinúria e da hipertensão arterial sistêmica, a recomendação é a mesma descrita para os estágios I e II, e deve-se ter cautela quanto ao uso de fármacos que comprometam a taxa de filtração glomerular (exemplo: iECA e diuréticos); portanto, a monitoração da concentração de creatinina deve ser mais frequente.

A restrição de fósforo na dieta colabora para a redução da progressão da DRC e aumenta o tempo de vida. Esta restrição tem o objetivo de manter os valores séricos de fósforo abaixo de 4,5mg/dL no estágio II, de 5,0mg/dL no estágio III e de 6,0mg/dL no estágio IV; contudo, alguns pacientes do estágio III e a maioria do estágio IV necessitam do uso de quelantes de fósforo para atingir esse objetivo (POLZIN, 2008). Entre os quelantes, o mais recomendado é o hidróxido de alumínio, administrado junto com o alimento ou logo após a refeição, na dose de 30 a 90mg/kg/dia (MAY & LANGSTON, 2006).
Recomenda-se que a avaliação laboratorial do fósforo sérico seja realizada entre duas e quatro semanas após o início do tratamento (MAY & LANGSTON, 2006) e, após atingir o valor de fósforo adequado, a avaliação laboratorial deve ser realizada a cada três ou quatro meses (POLZIN, 2007).
O calcitriol é indicado nos pacientes em estágio III ou IV, com a finalidade de reduzir um dos fatores desencadeantes do hiperparatireoidismo renal secundário, a deficiência de vitamina D3 ativa (POLZIN et al., 2009). Existe forte evidência clínica para a utilização do calcitriol em cães, pois reduz a mortalidade, porém para gatos ainda não foi comprovada. Contudo essa terapia não deve ser iniciada até que os níveis séricos de fósforo estejam com valor abaixo de 6mg/dL (MAY & LANGSTON, 2006; POLZIN et al., 2009). A dose indicada é de 1,5 a 3,5ng/kg/dia. A monitoração deve ser realizada pela mensuração sérica do PTH, do cálcio iônico e do fósforo, com a finalidade de se evitar a hipercalcemia (ELLIOTT & WATSON, 2009).

Ainda no estágio III, atenção especial deve ser direcionada à acidose metabólica, pois essa condição, além de causar aumento do catabolismo protéico, também está relacionada com as alterações cardiovasculares, a desmineralização óssea, a osteodistrofia renal, a exacerbação da azotemia, o aumento do catabolismo de proteína da musculatura esquelética e as alterações do metabolismo intracelular, além do aumento da amoniagênese renal e da consequente lesão das células tubulares (POLZIN, 2007). Caso o uso de alcalinizantes por via oral não apresente resposta adequada, será necessária a indicação de administração de bicarbonato de sódio pela via intravenosa quando os valores de bicarbonato forem inferiores a 12mmol/L (LANGSTON, 2008). É importante ressaltar que a dose a ser administrada deve ser calculada baseada nos valores de bicarbonato sanguíneo, e a dose inicial seria a metade ou um terço da dose total do déficit calculado; é importante a monitoração da terapia pela hemogasometria (CHEW & GIEG, 2006). Para o cálculo do déficit de bicarbonato, recomenda-se a utilização do valor inferior de normalidade para a espécie, evitando-se assim o possível desenvolvimento de alcalemia. Deve-se, também, controlar a velocidade de infusão do fluido com o bicarbonato (CHEW & GIEG, 2006). O bicarbonato não deve ser adicionado às soluções de Ringer ou de Ringer com lactato.

A anemia compromete a qualidade de vida dos cães e gatos nos estágios III a IV da DRC. O tratamento é indicado quando o hematócrito for inferior a 20% e o paciente apresentar manifestações clínicas que possam ser atribuídas à anemia, tais como perda de apetite, letargia e fraqueza. O objetivo é de manter os valores do hematócrito entre 30 e 40% em gatos e de 38 a 48% em cães (NELSON & COUTO, 2009). É importante ressaltar a necessidade de se investigar outras causas da anemia como má nutrição, hiperparatireoidismo, infecção concomitante, deficiência de ferro, etc. O tratamento com eritropoetina disponível seria a recombinante humana (50 a 100UI/kg de duas a três vezes por semana)

Ainda no estágio III da DRC, devido à uremia, vários sistemas podem ser acometidos e assim comprometer o estado geral. Náusea, vômitos, diarréia e diminuição do apetite podem ser controlados com o uso de bloqueadores de H2 (ranitidina, famotidina), antieméticos (metoclopramida, ondansetrona) e protetores de mucosa (sucralfato). Deve-se ainda recalcular a dose de fármacos que apresentam excreção renal, para assim evitar a superdosagem.

Estágio 4: Exames a serem solicitados – Hemograma, Perfil Renal Completo, Dióxido de Carbono, Cultura e Antibiograma da urina, PTH, Cálcio Iônico, Proteína e frações e Colesterol.
A evolução final da DRC compreende o estágio IV, fase em que o número de néfrons encontra-se muito reduzido e assim comprometendo sobremaneira as várias funções dos rins. A manifestação clínica é mais exacerbada e também mais refratária à terapia. O tratamento da desidratação (reposição e manutenção com a fluidoterapia), o controle da hiperfosfatemia (manter as concentrações de fósforo <6,0mg/dL tanto para cães como para gatos), da acidose metabólica e da anemia seguem as mesmas recomendações descritas para o estágio III.
A indicação de hemodiálise na crise urêmica poderia ser proposta, mas com a ciência de ocorrer melhora somente temporária, pois haverá novamente o acúmulo das toxinas urêmicas, uma vez que os néfrons remanescentes não são em número e em de capacidade suficiente para recuperar a função renal.

Observações:
1: A maioria das glomerulopatias caninas está associada com a presença de imunecomplexos nas paredes dos capilares glomerulares (COOK & COWGILL, 1996). Por esta razão devem sempre se estar atento as seguintes doenças: Dirofilariose, Leishmaniose, Piometra, Erliquiose (normalmente em fases crônica ou sub-clínica utilizar o ELISA para diagnóstico), Brucelose, Infecções bacterianas crônicas (gengivite, piodermite) e Septicemia.

2: Não se deve negligenciar o fator etiológico genético de algumas glomerulopatias e deve-se sempre suspeitar diante de um cão filhote ou jovem adulto com DRC.
A maioria das doenças genéticas caninas documentadas são autossômicas recessivas. As raças com predisposição genética a terem lesão da Membrana basal glomerular são: Bull Terrier, Dálmata, Cocker Spaniel Inglês, Pinsher e Samoieda e com predisposição a GN membranoproliferativa, são: Bulmastife, Bernese, Spaniel Bretão e Rottweiler. Na displasia renal, também de ordem genética, o exame histológico
revela glomérulos imaturos, glomeruloesclerose, fibrose intersticial e pielonefrite, e as raças associadas são Boxer, Chow Chow, Golden Retriever, Lhasa Apso, Schnauzer miniatura, Shih Tzu e Poodle Standard. Para a amiloidose, as raças caninas que revelaram maior predisposição genética são Beagle e Shar Pei, aparecendo na idade adulta.

3: Referências com o laboratório

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Qual o melhor exame para diagnosticar encefalopatia hepática, amônia?

O exame de amônia é um bom exame para este diagnóstico, o problema é que o animal deve coletar o sangue e este deve ser centrifugado e congelado em até 30 minutos. Depois este exme deve ser realizado em no máximo 24 horas.
O exame de Ácidos Biliares é uma excelente alternativa ao exame de amônia e a coleta é normal como em outros exames de bioquímica.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Qual o material e enquanto tempo fica pronto o perfil 'Saúde em Felinos"?

O perfil Saúde em Felinos é feito com sangue em EDTA e soro (tubos de tampa roxa e vermelha), são realizados os exames de Hemograma completo, pesquisa de hemoparasitas, FIV, FeLV, PIF e Toxoplasmose. O resultado fica pronto nomesmo dia.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Por que vocês utilizam SAF ao invés de MIF?

Por 2 motivos:
1- o SAF é o único conservante que consegue preservar os Trofozoítos dos protozoários (como a Giardia) e por isso é eficaz na busca destes parasitas tanto na fase de cisto quanto de trofozoítos.
2- Por não conter mercúrio, o SAF não é tóxico como o MIF, pode ser utilizado com segurança por proprietários e seu descarte não agride o meio ambiente.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Tenho um animal com alta de frutosoamina, ,mas sem sintomas de diabetes e com a glicose normal. ISTO É POSSÍVEL?

Sim, um dos casos mais comuns é em cães com hipotireoidismo.
Cães com hipotiroidismo apresentam concentrações de frutosamina significativamente elevadas, que normalizam com o tratamento, o que pode ser secundário a uma diminuição do turnover proteico, uma vez que não é provável que uma hiperglicemia com um ou dois dias de duração afete as concentrações de frutosamina.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Qual o melhor exame para parvovirose Ag ou IgM?

Para parvo é sempre melhor o Antígeno (Ag). O material pode ser fezes na fase aguda ou soro no período de incubação do vírus.
A dosagem de anticorpos IgG e IgM pode dar falso positivo em virtude de vacinação ou anticorpos maternos.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Tenho um criatório de aves e preciso fazer parasitológico de fezes e cultura de algumas aves como eu faço?

Primeiramente é necessário o pedido do veterinário responsável. As amostras para o parasitológico podem ser enviadas refrigeradas em até 2 dias ou em conservante em até 7 dias de acordo com as orintações do Veterinário.
As amostras para cultura devem ser coletadas pelo veterinário.
O horário de funcionamento do laboratório é de segunda a sábado das 9:00 as 19:00. As amostras podem ser enviadas por sedex de qualquer lugar do Brasil, utilize o link http://www.vetlaboratorio.com.br/wp-content/uploads/2010/04/MATERIAL.pdf

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vocês tem visto muitos casos de rotavírus em cães?

Sim, tem sido cada vez mais comum principalmente em filhotes com menos de 1 mês. Os sintomas normalmente são diarréia e vômito, Na maioria das vezes os adultos não apresentam nenhum sintoma clínico.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O exame de Leishmaniose deu positivo no RIFI e negativo no ELISA, como eu interpreto este exame?

Com muita cautela. pode ser o início da infecção ou uma reação cruzada como por exemplo um hemoparasita. Minha sugestão: Coloque a coleira contra insetos no cão e repita o exame em 30 dias. Nesse meio tempo faça uma dosagem de proteínas e frações e investigue parasitas que podem fazer reações cruzadas como a Ehrlhia por exemplo.

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Meu cão está positivp ara leishmaniose o que eu faço?

Esta é uma pergunta que eu não gosto de responder. A Portaria IM nº 1.426 (2008) que regulamenta o Decreto nº 51.838 (1963) proíbe o tratamento de cães com leishmaniose.

O II FÓRUM DE DISCUSSÃO SOBRE O TRATAMENTO DA LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA BRASÍLIA/DF - 01 E 02/10/2009 recomenda a lei acima.

Converse com seu Veterinário para saber que tipo de exame foi feito, se existe chance de ser um falso positivo ou uma reação cruzada com outro parasita e se é possível realizar outros exames confirmatórios.

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Informativo Outubro

Informativo Outubro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Qual teste é melhor para pancreatite TLI ou Lipase Imunorreativa?

O TLI é o melhor teste para Insuficiência Pancreática Exócrina, mas para pancreatite a Lipase Imunorreativa tem melhor sensibilidade.

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Quais são as causas de baixa de coleterol?

Tirando a má nutrição, as causas são as que levam o fígado a não sintetizar o colesterol como no caso de shunts.

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Quais são as causas de ocorrência de cristais de biurato de amônio na urina?

As principais causas são Shunt, doenças hepáticas severas. Podem ocorrer em raros casos em Dálmatas saudáveis. É sempre recomendado a realização do exame Ácidos Biliares quando este cristal é observado na urina.

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Podemos utilizar a ciclosporina para o tratamento de atopias em cães?

Ciclosporina por via oral é eficaz na gestão de prurido em 60-75% dos cães atópicos. Esta droga também pode ser usada "off-label" em gatos. Para aumentar a probabilidade de que seus pacientes vão responder a ciclosporina é importante acompanhar a dosagem do medicamento no sangue. Este pode ser dosado em sangue total em EDTA.

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Todo cão com aumento de ácidos biliares tem shunt?

Os Ácidos Biliares podem estar aumentados em qualquer doença do fígado.
Cães com shunts quase sempre tem os ácidos biliares aumentados duas horas depois de comer, e pelo menos 95% dos cães tem este aumento em jejum.
A maioria dos cães com shunt têm aumentos dos ácidos biliares maiores que 100. Se os ácidos biliares estão apenas levemente aumentados ou o animal parece normal, muitos veterinários simplesmente repetem o teste em 3-4 semanas.

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Novos Exames

Fosfatase Alcalina Total e Frações – canino
(isoenzimas óssea, induzida por glicocorticóides e hepática – apenas caninos)
Material: Soro 1,0 ml
Condições de coleta: Jejum de 4 horas.
Método: eletroforese
Prazo: 5 dias.
Comentários: O teste tem utilidade no diagnóstico diferencial das elevações da fosfatase alcalina. O cão apresenta 3 isoenzimas de Fosfatase Alcalina: óssea, induzida por glicocorticóides e hepática.
Na prática clinica, o aumento da produção da FA e de sua atividade sérica está relacionada a doenças hepáticas, hepatobiliares, doenças ósseas que cursam com aumento de atividade osteoblástica, indução por drogas e várias doenças crônicas, inclusive neoplasias.
Osteossarcoma e outras neoplasias ósseas (primárias ou secundárias), raquitismo, osteomalacia, hiperparatireoidismo proporcionam maior atividade da fração óssea devido a proliferação de osteoblastos que acompanham estes distúrbios.
É possível notar aumento marcante na atividade sérica da Fosfatase Alcalina nos casos de colestase em cães. O aumento da pressão no lúmen dos ductos biliares induz ao aumento na produção da isoenzima hepática pelos hepatócitos. Em colestase, este aumento geralmente ocorre antes que da elevação da bilirrubina. Doenças hepáticas que resultam em acentuada tumefação dos hepatócitos – lipidose hepática, inflamação do parênquima hepático – podem induzir ao aumento da fosfatase alcalina sérica.
Em cães, os glicocorticóides (exógenos ou endógenos) provocam maior produção da fosfatase alcalina pelos hepatócitos.
O hiperadrenocorticismo está associada à alta atividade plasmática de fosfatase alcalina, devido à freqüente presença de hepatopatia esteróide exógena, e também pela produção de uma isoenzima induzida por glicocorticóides pelo córtex adrenal.
Preço: R$ 40,00; para pagamento até o dia 5 de clientes cadastrados R$ 36,00.
Preço Outros laboratórios: R$ 40,00 para pagamento até o dia 5 de clientes cadastrados R$ 36,00.

Fosfatase Alcalina isoenziama induzida por glicocorticóides (caninos)
Material: Soro 1,0 ml
Condições de coleta: Jejum de 4 horas.
Prazo: 2 dias.
Comentários: Em cães, os glicocorticóides (exógenos ou endógenos) provocam maior produção da fosfatase alcalina pelos hepatócitos.
O hiperadrenocorticismo está associada à alta atividade plasmática de fosfatase alcalina, devido à freqüente presença de hepatopatia esteróide exógena, e também pela produção de uma isoenzima induzida por glicocorticóides pelo córtex adrenal.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ácidos biliares

A dosagem dos Ácidos Biliares têm substituído o teste tolerância a amônia para avaliação da função hepática. O Ácidos Biliares são sintetizados pelo fígado e secretada na bile. A maior parte é reabsorvida no íleo e passam por reciclagem entero sendo removido do plasma pelos hepatócitos antes de ser secretada na bile mais uma vez.
Se houver comprometimento da função hepática, desvios porto-sistêmicos ou colestase a remoção dos ácidos biliares do plasma é
prejudicada levando a concentrações elevadas.
Aumento da sensibilidade do teste é alcançado através da combinação de ácidos biliares jejum, com pós-prandial (2 horas após uma refeição). Este teste é o índice mais sensível da função hepática disponível e deve ser executado em paralelo com a avaliação das enzimas hepáticas.
As enzimas hepáticas apenas refletem a integridade dos hepatócitos não o impacto global de um processo de doença na função hepática.
Os Ácidos Biliares normalmente não são significativamente alterados em hepatopatias associadas com a terapia, hiperadrenocorticismo corticosteróide ou anticonvulsivantes.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Meu cão está com o sangue lipêmico, mas o exame para hipotireoidismo deu normal, alguma sugestão?

As hiperlipidemias em cães têm ocorrência relativamente frequente, relacionada com defeitos congênitos do metabolismo lipídico. Já foram descritos defeitos genéticos nas raças Schanauzer e em Beagles.
Por outra parte, as hiperlipidemias podem ser secundárias a falta de jejum do animal, diabetes, hiperadrenocorticismo e pancreatite. Outros transtornos que causam hiperlipidemia em cães são hepatites, síndrome nefrótica, hipoalbubinemia e inanição.

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Qualidade

A garantia de resultados corretos e seguros é um dos principais objetivos do Laboratório VetLab. Entre os vários recursos utilizados para que este objetivo seja alcançado, a participação em programas externos de controle de qualidade é um requisito indispensável.

No Brasil está disponível o controle externo da ControlLab desde 2006 e o VetLab participa desde o início.

A participação em programas de controle externo é determinada pela RDC-ANVISA 302/2003, entretanto, infelizmente nem todos os laboratórios participam efetivamente deles.

Cabe aos usuários exigir que o Laboratório participe do controle externo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Como envio exame para tritrichomonas em Felinos?

Primeiramente solicite o meio de transporte próprio para Tritrichomonas, retire o meio da geladeira uns 10 minutos antes da coleta. Colete diretamenete do reto do animal com o swab, coloque o swab dentro do meio e envie a temperatura ambiente.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quando eu suspeito de hipertireoidismo em gatos?

Suspeite principalmente de felinos de meia idade que venham emagrecendo. Agitação, polifagia, aumento de enzimas hepáticas, proteinúria e baixa de frutosamina ocorrem com frequência. Indicamos que o exame de T4 Total seja realizado de rotina no check up anual de felinos com mais de 6 anos.

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terça-feira, 5 de julho de 2011

Abordagem Diagnóstica para PU/PD

O EAS é a chave na determinação da causa da poliúria e polidipsia. As características mais importantes do exame de urina são: a densidade, a presença ou ausência de proteína, glicose, as bactérias, e a celularidade da amostra.

A urina com densidade menor que 1,030 em cães e 1,035 em gatos, sugere um defeito de concentração que leva a poliúria. Glicosúria persistentes é diagnóstico de glicosúria renal primária ou, mais comumente de diabetes mellitus. Proteinúria sem a presença de sedimento urinário significativo e urina diluída podem ser associados com hiperadrenocorticismo, pielonefrite, piometra, glomerulonefrite ou outras glomerulopatias.

Um sedimento urinário significativo (hematúria, piúria ou bacteriúria) em uma amostra obtida por cateterismo ou cistocentese suporta infecção do trato urinário e possível pielonefrite. Em virtude de o EAS apresentar falso negativo para sedimentos em uma amostra de urina muito diluída, uma cultura deve sempre ser realizada para afastar a pielonefrite, independentemente dos resultados da análise de sedimentos.

Causas de PU/PD em Cães

Hiperadrenocorticismo
Diabetes
Insuficiência Renal Crônica
Pielonefrite
Piometra
Hipercalcemia
Leptospirose
Insuficiência hepática
Hipoadrenocorticismo
Acromegalia

Causas de PU/PD em Gatos

Insuficiência Renal Crônica
Diabetes
Hipertireoidismo
Hipercalcemia
Pielonefrite
Hipokalemia
Acromegalia
Diurese pós-obstrutiva
Hiperadrenocorticismo
Hipoadrenocorticismo

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Palestra 14/06

Segue link da palestra de ontem para os que perderam http://www.slideshare.net/vetlab/doenas-infecciosas-1

terça-feira, 7 de junho de 2011

sábado, 4 de junho de 2011

Qual a melhor forma de se diagnosticar brucelose em cães?

O exame de Brucelose canina pelo método de Imunodifusão é o mais sensível, porém pode apresentar reações cruzadas com outras bactérias. O ideal é realizar sempre o Imunodifusão e confirmar os casos positivos por ELISA.

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

O exame de ELISA para PIF pode dar "Falso Positivo" por coranavírus intestinal?

Sim, mas Títulos iguais ou acima de 1:810 são sempre de PIF
Títulos de ELISA de até 1:90 não são preocupantes por causa dessas reações cruzadas e títulos acima de 1:180 devem ser interpretados com cautela e o exame repetido em 1 semana.

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