Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

ELISA para Ehrlichia canis

novo método e preço para Ehrlichia canis.

Resultado no mesmo dia.
Método de ELISA Com titulação. de 1: 20 até 1: 640


Interpretação do resultado:

Animal Saudável
Resultado Não - Reagente - checar no próximo ano
Resultado Reagente 1:20 a 1:80 - testar novamente em 7 - 10 dias. Compare o último resultado para checar o declínio dos títulos de anticorpos .
Resultado Reagente > 1:80 - Estágio subclínico, avaliar o hemograma

Animal Doente
Resultado < 1: 80 considerar outro diagnóstico, testar novamente em 7 dias
Resultado Reagente > 1: 80 - Diagnóstico confirmado, estágio agudo.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Leptospirose

A leptospirose é causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans, que é eliminada através da urina de animais, principalmente o rato de esgoto, e sobrevive no solo úmido e na água. As inundações facilitam o contato da bactéria com seres humanos. A Leptospira interrogans pode penetrar no organismo através do contato da pele e de mucosas com a água e a lama das enchentes. A infecção também pode ocorrer por ingestão, uma vez que as inundações podem contaminar a água de uso doméstico e os alimentos.
A leptospirose canina ocorre principalmente pelos sorovares Icterohaemorrhagiae, Copenhageni e Canicola, cujo curso pode variar de sub-clínico, agudo ou crônico. Várias são as manifestações clínicas, que podem incluir ou não a icterícia, dependendo do sorovar infectante. Na forma aguda pode causar a morte do animal por insuficiencia renal e hepática, aqueles que sobrevivem à infecção tornam-se portadores e excretores de leptospiras pela urina de forma assintomática, disseminando a doença para outros cães, outras espécies animais e o homem. Na zona rural, as características do habitat e a presença de animais silvestres assumem grande importância para as criações de animais de produção (bovinos, bubalinos, suínos, eqüinos, ovinos e caprinos). Nessas, a leptospirose se constitui em uma enfermidade reprodutiva responsável pela quebra na produção de leite e carne em função da infertilidade e do abortamento, ocorrendo mais freqüentemente pela infecção pelos sorovares Hardjo (Hardjobovis ou Hardjoprajitno), Pomona, Grippotyphosa e Icterohaemorrhagiae. No gado leiteiro, o aparecimento de mastite flácida com agalactia e pequena quantidade de sangue no leite também tem sido verificado. Nestes casos, ocorre a diminuição na produção do leite que dura de 2 a 10 dias (Sindrome da Queda do Leite ou Milk Drop Syndrome). O leite torna-se amarelado, com consistência de colostro, grumos grosseiros e elevada contagem de células somáticas.

No caso de animais de produção ou de companhia, o médico veterinário deve ser chamado sempre que houver suspeita da doença, não somente pelos prejuízos no plantel, mas, sobretudo, por tratar-se de uma zoonose que implica no estabelecimento imediato de medidas de controle e de prevenção para que sejam minimizados os riscos de disseminação entre as pessoas de contato com estes animais.

Para se entender melhor a transmissão da leptospirose, é preciso que se conheça a sua epidemiologia. As portas de entrada para as leptospiras invadirem o organismo dos hospedeiros vertebrados são pele e membranas mucosas: conjuntiva, nasofaríngea e genital. Nas inundações, a imersão em águas contaminadas com leptospiras permite a penetração devido à eliminação de barreiras naturais protetoras da pele, mesmo íntegra.

A habilidade em sobreviver e multiplicar é o maior componente de virulência das leptospiras. Imediatamente após a penetração no hospedeiro, quer seja animal ou humano, elas se disseminam rapidamente por via linfática e sanguínea. Enquanto as leptospiras não patogênicas são rapidamente destruídas pela fagocitose reticulo-endotelial, as patogênicas escapam a fagocitose e rapidamente se multiplicam exponencialmente na corrente sanguínea atingindo os vários órgãos. Cerca de 5-7 dias após a infecção aparecem os primeiros sintomas. Com o aparecimento dos anticorpos (imunoglobulinas específicas) a multiplicação diminui ou cessa e o hospedeiro pode se recuperar ou vir a óbito, pelo efeito da intensa multiplicação ou mesmo pelas lesões decorrentes da infecção.

Nos animais que sobrevivem à infecção aguda, as leptospiras persistem em sítios imunologicamente protegidos como túbulos renais proximais, câmara anterior do olho e trato genital e tornam-se portadores renais ou genitais, e importantes fontes de infecção para novos susceptíveis.

Nos animais prenhes, após alcançarem a circulação sanguínea ou corrente linfática, atingem o útero e a placenta em qualquer estágio de gestação, alcançam o feto que morre por leptospirose sendo expulso cerca de 24 horas depois.

Para saber mais:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/leptospirose_oquefazer.pdf

http://www.cives.ufrj.br/informacao/leptospirose/lep-iv.html

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Como enviar exames de PKD

PKD - Identificação da mutação associada à doença do Rim Policístico em Felinos
Material: Sangue em EDTA - tubo de hemograma
Condições de coleta: 1,0ml de sangue em EDTA. - Pode ser realizada a qualquer idade.
Aplicação: Detectar a presença da alteração genética no DNA do animal. A identificação da mutação é importante porque revela quais gatos são susceptíveis a PKD mesmo antes do aparecimento dos sintomas. As raças Persa, Himalaio, Exótico e British Short Hair são as mais afetadas.
Armazenamento e envio: Enviar por correio ou transportadora em temperatura ambiente, não é necessário colocar em isopor com gelo.
Metodologia: PCR - RFLP.
Prazo: 10 dias úteis.

Clientes em Petrópolis podem coletar diretamente no laboratório e na cidade do Rio de Janeiro podem agendar a coleta em casa.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Hipotireoidismo em cães

O hipotireoidismo é uma doença multissistêmica caracterizada pela baixa exposição orgânica aos hormônios tireoidianos


SINAIS CLÍNICO
-Letargia
-Intolerância ao frio
-Alopecia simétrica bilateral
-Hiperqueratose
-Hiperpigmentação
-Diminuição da Fragilidade capilar
-Infertilidade
-Ganho de peso
-Embotamento mental
-Galactorréia
-Constipação
-Mixedema cutâneo

OUTROS SINAIS
-Miopatia
-Neuropatia
-Hipotermia
-ICC
-Sangramento
-Obesidade verdadeira
-Miocardiopatia
-Paralisia de laringe
-Paralisia facial
-Sindrome de Horner
-Megaesôfago
-Diarréia

IMPORTANTE: Ter Clínica, porém nem toda clínica inclui todos os sinais juntos.

Hemograma
-Anemia Normocítica Normocrômica Arregenerativa (30%)

-Diminuição do hematócrito (28 a 35%)
-Aumento da contagem do número de plaquetas
-Leucocitose associada à infecção

Bioquímica

Aumento do colesterol Total (75%)
Aumento dos Triglicerídeos.
Aumento de Fosfatase Alcalina
Aumento de CK

DOENÇAS QUE DIMINUEM OS NÍVEIS DE T3 E T4 SÉRICOS
-Deficiência de calorias e/ou ptn
-Diabetes mellitus
-Hiperadrenocorticismo
-Hepatopatia
-Hipoadrenocorticismo
-Insuficiência renal
-Afecções neuromusculares
-Pioderma

MEDICAMENTOS QUE DIMUNUEM A CONCENTRAÇÃO DE T3 E T4 SÉRICOS
-Fenitoina
-Salicilato
-Flunixin Meglumine
-Glicocorticóides (suspender 15 dias antes via oral e 2 meses via intra-venosa)
-Mitotano
-Anabolizantes
-Halotano
-Tiopental
-Metoxiflurano
-Furosemida
-Ácidos Graxos
-Fenobarbital
-Fenilbutazona





















Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Perguntas Freqüentes

1) Para realizar exame do meu animal é necessário o pedido do Médico Veterinário?
Sim, só o Veterinário poderá saber qual exame seu animal precisa fazer.
2) Todo o exame de sangue tem que ser em jejum?
Nem todos. Para alguns exames caracterizados como urgentes o jejum não é necessário. Em situações normais, o tempo de jejum varia de acordo com o exame requisitado.
Por exemplo, no caso da Glicose são necessárias de 8 a 12 horas de jejum. Para Colesterol e Triglicerídeos são necessárias de12 horas.
Seu Veterinário poderá esclarecer o tempo de jejum ideal para cada exame.
3) Água quebra jejum?
Geralmente não. A água pode ser ingerida na quantidade habitual, a não ser que o veterinário tenha feito alguma recomendação especial a esse respeito. Convém, no entanto, toma-la com moderação, pois seu excesso pode interferir nos exames de urina.
4) Ave precisa fazer jejum?
Nem sempre. O jejum pré-estabelecido poderá ser reduzido ou até mesmo dispensado, dependendo de cada situação clínica. Para cada exame poderá haver necessidade de orientação específica.
5) Para realizar Hemograma, o animal precisa fazer jejum?
Quando solicitado pelo veterinário, como exame de rotina, sim, preferencialmente com jejum de 04 horas. Porém, em casos de urgência, este pode ser dispensado.
6) A urina do meu animal pode ser coletada no dia anterior ao exame?
Não, quanto mais rápido for trazida após a coleta, melhores serão as condições de análise, não devendo permanecer guardada de um dia para o outro.
7) Por que a urina não pode ficar em temperatura ambiente?
A urina poderá ficar em temperatura ambiente até 60 minutos após a coleta. Após este período, deverá ser acondicionada no gelo para evitar o crescimento de germes contaminantes (bactérias).
8) Remédios ou medicamentos interferem nos exames?
Vários medicamentos interferem diretamente nos exames laboratoriais, principalmente nas dosagens bioquímicas e hormonais. Dessa forma, a utilização de qualquer remédio deve ser relatada ao laboratório para que possamos fazer uma real interpretação do seu resultado. Por vezes, dosagens que se revelam fora do limite da normalidade podem ser explicadas pelo uso de determinados medicamentos. O uso de antibióticos por exemplo, leva na quase totalidade das vezes a resultados de urinoculturas negativas. Mesmo se a bactéria presente for resistente àquele determinado antibiótico, a presença da droga na urina inibe muitas vezes o crescimento do germe na placa de cultivo. No caso de exames micológicos, como a pesquisa direta ou o cultivo de fungos, a situação fica mais complicada. Se o antifúngico que estiver sendo utilizado for de aplicação local, este deverá ser suspenso pelo menos duas semanas antes do teste e se for mediante a ingestão de comprimidos, recomenda-se pelo menos quatro semanas sem a medicação. Durante a consulta, informe os medicamentos que seu animal estiver usando, inclusive vitaminas.
9) Por que o esforço físico interfere em alguns exames?
A atividade física repercute de diversas formas nas dosagens laboratoriais, algumas são exemplificadas abaixo:
Durante a atividade física aumenta o consumo, sobretudo de glicose, podendo resultar conseqüentemente em níveis mais baixos desta substância, quando dosados.
A atividade física estimula a liberação de uma série de hormônios como cortisol, falseando os seus resultados.
O esforço muscular resultante da atividade física leva a um aumento de enzimas musculares como a CK (creatinofosfoquinase).
Proteinúira e hematúria também são freqüentes, sobretudo após esforço físico contínuo e prolongado.

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Aldosterona

A Aldosterona aumenta a reabsorção de sódio e a excreção de potássio. Baixos níveis de sódio e elevada concentração de potássio no sangue são usualmente associados com hipoadrenocorticismo, por causa da destruição de todo o córtex adrenal, incluindo a camada de células, que produz a aldosterona. Quando o hipoadrenocorticismo é devido à insuficiente secreção de ACTH da hipófise (hipoadrenocorticismo secundário), as concentrações de sódio e potássio no sangue, normalmente, não são afetados. Alguns animais podem ter hiponatremia e hiperkalemia apesar de um teste de resposta de estimulação por ACTH estar normal. Esses animais podem ser candidatos a Hipoaldosteronismo devido à insuficiência de produção da aldosterona pelo córtex adrenal. Hiperaldosteronismo primário pode resultar de neoplasia ou hiperplasia adrenal. Hiperaldosteronismo secundário pode resultar de insuficiência renal ou insuficiência cardíaca. Tal como o cortisol, a mensuração da aldosterona, em uma única amostra basal é de pouco valor. A Aldosterona deve ser medida em amostras coletadas antes e após a injeção de ACTH.

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

17 Hidroxiprogesterona

A dosagem de 17 Hidroxiprogesterona antes e após a estimulação com ACTH é recomendada na investigação de cães com Alopecia X (Schmeitzel et al., 1995; Cerundolo et al., 2001).Concentrações de 17 Hidroxiprogesterona pós ACTH estava elevada em todos os 31 cães Pomeranians com Alopecia X segundo o estudo de Cerundolo et al. (2001). Deve ser realizado o diagnóstico diferencial de hipotireoidismo e Hiperadrenocorticismo clássico.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Você sabia que água que seu animal bebe pode transmitir várias doenças?

O VetLab realiza análise de água utilizando os seguintes parâmetros: Ph, Cloro, Coliformes totais e Coliformes fecais.
As medidas de pH são de extrema utilidade, pois fornecem inúmeras informações a respeito da qualidade da água. Geralmente um pH muito ácido ou muito alcalino está associado à presença de despejos industriais. Águas com pH ácido podem causar corrosão nos canos e liberar metais pesados como chumbo e cobre na água; com encanamentos antigos este problema se agrava ainda mais.
O cloro é usado pelas estações de tratamento para desinfetar a água. Porém, o excesso de cloro prejudica o sabor e o cheiro da água que vai ser utilizada para beber ou na culinária em geral.
Os coliformes são bactérias, dentre as quais a Escherichia Coli é considerado o mais específico indicador de contaminação fecal recente e de eventual presença de organismos patogênicos. Elas vivem no interior do intestino dos animais de sangue quente. Isso tem uma grande importância para a avaliação da qualidade da água pois se estas estiverem contaminadas por fezes de animais ou humanos, fatalmente receberão coliformes. Portanto, a presença de coliformes indica que a água não é própria para consumo, pois pode conter outros parasitas transmissíveis pelas fezes como a Giardia, o Cryptosporidium, Isospora, Entamoeba, Salmonela entre outros que podem causar doenças tanto em seres humanos quanto em animais.
Orientações para coleta:
Os frascos para coleta e remessa de água devem ser estéreis e com capacidade de no mínimo 100ml. O VetLab fornece os frascos. Todos os frascos devem ser identificados com local data e hora da coleta. Os frascos devem ser imediatamente refrigerados e enviados ao laboratório no mesmo dia.

Os resultados são liberados em 2 dias úteis!

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

NOVO EXAME

Toxina botulínica
Material:
2mL soro (ave e cães); 10g conteúdo estomacal (ruminantes e cães)
Prazo: 15 dias.

Domingo, 10 de Maio de 2009

Interpretação da eletroforese de proteínas

Indicação: O exame é útil na caracterização das disproteinemias.
Interpretação:
Aumento da concentração de alfa globulina
Aumento de alfa globulina não é específico e é de importância diagnóstica limitada. A causa mais comum é inflamação aguda. Aumento de lipoproteínas e alfa 2 macroglobulinas ocorrem na síndrome nefrótica e podem aumentar a concentração de alfa globulinas.
Aumento da concentração de beta globulina
Aumento de beta globulinas podem ocorrer na síndrome nefrótica, inflamação aguda (proteína C reativa, complemento e ferritina), hepatites e respostas imunes.
Aumento de gama globulina
A fração de gama globulina inclui a maioria das imunoglobulinas. Aumento destas são chamados de gamopatias e são divididas em monoclonal e policlonal.
Gamopatias policlonais possuem base larga no gráfico e representam aumento na quantidade de imunoglobulinas produzidos por diferentes populações de linfócitos B, plasmócitos ou os dois. Isso é resultado de estimulações antigênicas crônicas associadas a vários agentes infecciosos, hepatite e doenças imuno mediadas, PIF, linfoma e leucemia linfocítica.
Gamopatias monoclonais possuem base fina no gráfico e representam aumento na quantidade de imunoglobulinas produzidos por um mesmo tipo de populações de linfócitos B ou plasmócitos. Ocorre em mieloma múltiplos, Ehrlichia, linfoma e leucemia linfocítica, Leishmaniose ou pode ser idiopático.
FIV – um terço dos gatos com FIV apresentam aumento de gama globulina.
Cinomose - uma das características é o aumento de alfa 2 e gama globulinas
Ehrlichiose - pode haver aumento de alfa 2, beta e gama.
Amostra: 1,0 ml de soro.
Condições de coleta: Estável por 8 dias entre 2 e 8 graus. Amostras lipêmicas produzem falso aumento das proteínas totais e amostras hemolisadas produzem aumentos das frações Alfa dois e Beta globulina.
Método: Eletroforese capilar.

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Cinomose

Amostra: 0,5 ml de soro ou plasma (EDTA), secreção vaginal, ocular ou urina.
Método: Imunoensaio Cromatográfico - Antígeno. Sensibilidade 98,8% e Especificidade 97,7%.
Condições de coleta: Jejum não obrigatório. A vacinação não influencia o resultado do teste. O soro ou plasma pode ser armazenado por até 7 dias entre 2 e 8 graus. Para armazenar por mais tempo congelar. Amostras hemolisadas ou lipêmicas não afetam o resultado. Para coleta de secreções usar um swab sem meio umedecido em soro fisiológico, enviar ao laboratório no mesmo dia.
Nota: Esse teste não possui influência sobre a vacina DHPPL (titulação do vírus da cinomose 104.1 EID50/dose) de 1 a 14 dias após a vacinação devido ao fato da titulação do vírus ser muito baixa.
Epidemiologia: Mundialmente distribuído. Acomete todas as idades, no entanto a incidência é mais alta em cães jovens não vacinados expostos após a perda da imunidade materna.
Patogenia: A cinomose canina inicia-se com a inalação viral e replicação nas tonsilas e linfonodos bronquial. Quando este alcança a circulação, cerca de 2 dias após a infecção. Uma viremia célula associada, geralmente nos macrófagos, resulta em rápida disseminação e o vírus pode ser isolado de todos os tecidos linfóides e de linfócitos sanguíneos cerca de uma semana após a infecção.
A progressão da doença é determinada pela rapidez e eficácia ou não da resposta imune. A replicação viral resulta em linfocitólise, é um importante fator na determinação da manifestação clínica.
Incapacidade para limitar a disseminação da infecção, permite a expansão desta para o sistema respiratório, urinário e sistema nervoso central. Pele, glândulas exócrinas e endócrinas são também afetadas.
Infecções bacterianas secundárias a imunossupressão contribuem para o desenvolvimento de vários sinais clínicos que precedem a sintomatologia nervosa, já que os sinais de envolvimento do SNC geralmente não se manifestam até a 4a semana, caracterizando clinicamente o período de incubação de 1 a 4 semanas.
Transmissão: Contato direto - aerossóis.
Sintomas Clínicos:
Sistema Cutâneo: espessamento dos coxins, pústulas;
Sistema Respiratório: secreção nasal, tosse, pneumonia;
Sistema Digestório: emese, diarréia;
Sistema Nervoso: convulsão, mioclonia, paralisia;
Sistema Ocular: úlcera de córnea, conjuntivite.
Sintomas Inespecíficos: hipertermia, prostração, desidratação e apatia.
Diagnóstico Diferencial: Parvovirose, Neosporose, Coronavirose, gastroenterite hemorrágica bacteriana, doenças respiratórias e neuropatias.
Valor de Referência: Negativo.
Prazo: mesmo dia.

Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Passos para avaliação diagnóstica da febre de origem desconhecida

• Primeiro Passo: hemograma completo, pesquisa de hemoparasitos, perfil bioquímico sérico (ALT, AST, Fosfatase Alcalina, Gama GT, Uréia, Creatinina, Proteína total e frações), tireoxina, urinálise, cultura e antibiograma urinária, aspiração com agulha fina de volume (massa ou tumores)
• Segundo Passo: radiografia torácica; ultrasonografia abdominal; ecocardiografia; hemoculturas seriadas; testes imunes (anticorpo antinuclear, fator reumatóide canino), eletroforese de proteínas, testes sorológicos (Ehrlichiose, Brucelose, Toxoplasmose, Leishmaniose), artrocentese (estudos citológicos e cultura), biópsia de qualquer lesão ou órgão aumentado de volume, análise de líquido cerebroespinal;
• Terceiro Passo: tentativa terapêutica (antipiréticos, antibióticos, corticosteróides).

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Hipertireoidismo em Felinos

O hipertireoidismo é uma doença polissistêmica que se caracteriza pela exposição crônica do organismo a altas doses de hormônios tireoidianos.

ETIOLOGIA
-HIPERPLASIA ADENOMATOSA FUNCIONAL – 75%
-CARCINOMA – 25%

SINAIS CLÍNICOS
-PERDA DE PESO
-POLIFAGIA
-POLIÚRIA
-POLIDIPSIA
-PELAGEM RESSECADA
-HIPERATIVIDADE
-TAQUICARDIA
-VÔMITO
-DIARRÉIA
-AUMENTO DO VOLEME FECAL
-DISPNÉIA
-LETARGIA, FADIGA , ANOREXIA??

EXAME FÍSICO
-ANSIEDADE, HIPERATIVIDADE
-MAGREZA
-TAQUICARDIA
-RITMO DE GALOPE/SOPRO
-RINS PEQUENOS
-PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS
-NÓDULO DA TIREÓIDE PALPÁVEL (requer prática)

EXAMES LABORATORIAIS
-HEMOGRAMA – Leucocitose, Elevação de Hematócrito, Macrocitose

-BIOQUÍMICA - Aumento de ALT, da FA , da AST, da URÉIA , CREATININA, FÓSFORO e PU/CU.

-DOSAGEM DE T4 Total


TRATAMENTO
-METIMAZOL – 2,5 mg BID
-PROPILTIOURACIL
-QUIMIOTERAPIA – Doxorrubicina
-IRRADIAÇÃO COM FEIXE DE COBALTO EXTERNO
-RADIOTERAPIA
-ÁLCOOL 100% LOCAL

-TIREOIDECTOMIA

Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Ferritina

Material: 1,0ml de soro sem hemólise. Enviar refrigerado em até 7 dias ou congelado em até 1 ano.
Método: Ensaio imunoenzimático
Comentários: A ferritina é a principal proteína responsável pelo armazenamento de ferro. Há uma relação direta entre o nível sérico de ferritina e a quantidade de
ferro armazenado. Tem indicação no diagnostico diferencial nas anemias, estando em valores baixos na anemia ferropriva e altos na anemia de doença
crônica e anemia sideroblastica. Na anemia ferropriva, a ferritina é o primeiro marcador a se alterar. Na hemocromatose a dosagem de ferritina esta elevada podendo ser usada no auxilio diagnostico e no acompanhamento de tratamento. A ferritina é uma proteína de fase aguda, podendo estar em valores aumentados em condições infecciosas e inflamatórias diversas.

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Hipeadrenocorticismo em cães

O hiperadrenocorticismo (HAC) refere-se aos sinais clínicos e às anormalidades bioquímicas que resultam de exposição crônica a um excesso de glicocorticóides

Corticosteróides : Gliconeogênese, Catabolismo Protéico, Lipólise, Antagonismo a Insulina, Ação Antiinflamatória e Imunossupressora.
Mineralocorticóides: Aumento da retenção de sódio, cloreto e água; e Aumento da excreção de potássio, fósforo e cálcio

CAUSAS
• ALTERAÇÕES NA HIPÓFISE
• TUMOR DE ADRENAL
• IATROGÊNICA

INCIDÊNCIA
• SEXO – 60% Fêmeas, IDADE – Meia idade e idosos, RAÇA – Poodle, Dachshunds, Terriers, Labradores, Beagle e Pastor Alemão

SINAIS E SINTOMAS
-POLIÚRIA
-POLIDIPSIA
-POLIFAGIA
-DILATAÇÃO ABDOMINAL
-ALOPÉCIA BILATERAL
-OBESIDADE
-PIODERMATITE
-LETARGIA
-CALCINOSE CUTÂNEA
-COMEDÕES
-HIPERPIGMENTAÇÃO
-CALCIFICAÇÃO ECTÓPICA
-DIABETES
-RETARDO DE REPILAÇÃO
-DISPNÉIA
-CARDIOPATIAS
-ATROFIA TESTICULAR
-ANESTRO

EXAMES COMPLEMENTARES

HEMOGRAMA - Hematócrito normal. Neutrofilia, Leucocitose, Linfopenia, Eosinopenia

BIOQUIMICA - Aumento de fosfatase alcalina – glicogênio hepático e vacuolização. Aumento de ALT. Aumento de colesterol, triglicerídeos. Hiperglicemia

EAS - Densidade diminuída (85%). Proteinúria Glicosúria. Infecção

ULTRASOM

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
• IRC
• HIPOTIREOIDISMO
• DIABETES
• SERTOLIOMA
• ACROMEGALIA

DIAGNÓSTICO DEFINITIVO

• SUPRESSÃO POR DEXAMETASONA EM DOSES BAIXAS (Mais recomendado)
1. Coletar amostra pela manhã (cortisol basal).

2. Administrar Dexametasona 0,01 mg/kg IV:

Coletar amostra 4 h e 8 h depois da administração.

Interpretação
Tumor de Adrenal ou PHD:
1 coleta após supressão: maior que 1,4 MCG/DL
2 coleta após supressão: maior que 1,4 MCG/DL
Apenas PHD:
1 coleta após supressão: menor que 1,0 MCG/DL
2 coleta após supressão: maior que 1,4 MCG/DL

TRATAMENTO
· O ,P’DDD ( MITOTANO ) Apresentação: Lysodren® (100 comprimidos de 500mg)

FASE DE INDUÇÃO dose 50mg/kg 5-9 dias dividida em 2 vezes ao dia. Parar assim que o animal tiver qualquer alteração de comportamento e imediatamente fazer o Teste de estimulação ACTH* e dosar Na e K para ver se o tratamento foi eficaz. Caso a indução esteja correta inicia-se a outra fase.

FASE DE MANUTENÇÃO 25-50mg/kg por semana
Faz-se após 1 mês o Teste de estimulação ACTH para ver se a dosagem está correta caso afirmativo mantenha o animal em revisão a cada 4 meses realizando sempre o Teste de estimulação ACTH.
Utilizar como tratamento sempre que o animal demonstrar os efeitos colaterais do mitotano:

- Prednisona: 0,1 a 0,5mg/kg 2x ao dia por 2 dias
- Florinef: 0,02 mg/kg. Dose dividida em 2x ao dia

• CETOCONAZOL
- 5mg/kg 2x ao dia por 7 dias

- 10mg/kg 2x ao dia por 14 dias (Teste ACTH)

- 15mg/kg 2x ao dia


• L-DEPRENIL
• CABERGOLINA
• Cirúrgico: ADRENALECTOMIA (Indicado para gatos)

IATROGÊNICO:
· Como diferenciar das outras formas:
- Dosar níveis de cortisol basal
-
Fazer o * TESTE DE ESTIMULAÇÃO POR ACTH (O resultado será dentro dos valores normais de cortisol)

1. Coletar amostra (cortisol basal)

2. Administrar ACTH (PEÇA AO VETLAB) - Synacthen: 0,25mg/cão ou 5 µg/kg IM

3.Coletar amostra 1 hora depois da administração.

- Teste de supressão por dexametasona

·Tratamento:
Retirada lenta e gradativa do glicocorticóide responsável pela patologia e substituição por
hidrocortisona.
Duração: aproximadamente 2 meses.

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

leishmaniose visceral canina

A doença no cão é de evolução lenta e início insidioso. A leishmaniose visceral canina é uma doença sistêmica severa cuja manifestações clínicas estão intrinsecamente dependentes do tipo de resposta imunológica expressa pelo animal infectado. O quadro clínico dos cães infectados apresenta um espectro de características clínicas que varia do aparente estado sadio a um severo estágio final.
Inicialmente, os parasitos estão presentes no local da picada infectiva. Posteriormente, ocorre a infecção de vísceras e eventualmente tornam-se distribuídos através da derme. A alopecia causada pela infecção expõe grandes áreas da pele extensamente parasitada. Classicamente a leishmaniose visceral canina (LVC) apresenta lesões cutâneas, principalmente descamação e eczema, em particular no espelho nasal e orelha, pequenas úlceras rasas, localizadas mais freqüentemente ao nível das orelhas, focinho, cauda e articulações e pêlo opaco. Nas fases mais adiantadas da doença, observa-se, com grande freqüência, onicogrifose, esplenomegalia, linfoadenopatia, alopecia, dermatites, úlceras de pele, ceratoconjuntivite, coriza, apatia, diarréia, hemorragia intestinal, edema de patas e vômito, além da hiperqueratose. Na fase fi nal da infecção, ocorre em geral a paresia das patas posteriores, caquexia, inanição e morte. Entretanto, cães infectados podem permanecer sem sinais clínicos por um longo período de tempo.

A classificação segundo os sinais clínicos:
• Cães assintomáticos: ausência de sinais clínicos sugestivos da infecção por
Leishmania.
• Cães oligossintomáticos: presença de adenopatia linfóide, pequena perda de
peso e pêlo opaco.
• Cães sintomáticos: todos ou alguns sinais mais comuns da doença como as alterações cutâneas (alopecia, eczema furfuráceo, úlceras, hiperqueratose), onicogrifose, emagrecimento, ceratoconjuntivite e paresia dos membros posteriores.

O diagnóstico clínico da LVC é difícil de ser determinado devido a grande porcentagem de cães assintomáticos ou oligossintomáticos existentes. A doença apresenta semelhança com outras enfermidades infecto-contagiosas que acometem os cães, permitindo que o diagnóstico clínico seja possível quando o animal apresenta sinais clínicos comuns à doença, como descrito anteriormente, ou quando o animal se originar de regiões ou áreas de transmissão estabelecida. No entanto, em áreas cujo padrão socioeconômico é baixo, outros fatores
podem estar associados dificultando o diagnóstico clínico, especialmente as dermatoses e a desnutrição, mascarando ou modificando o quadro clínico da leishmaniose visceral canina.

Diagnóstico Laboratorial
De uma maneira geral o diagnóstico da LVC vem se apresentando como um problema para os serviços de saúde pública. A problemática deve-se principalmente a três fatores:
1 – variedade de sinais clínicos semelhantes às observadas em outras doenças infecciosas;
2 – alterações histopatológicas inespecíficas e
3 – inexistência de um teste diagnóstico 100% específico e sensível.

O diagnóstico laboratorial da doença canina é semelhante ao realizado na doença
humana, podendo ser baseado no exame parasitológico ou sorológico. Para determinar o exame laboratorial a ser utilizado, é importante que se conheça a área provável de transmissão, o método utilizado, suas limitações e sua interpretação clínica.

O diagnóstico parasitológico é o método de certeza e se baseia na demonstração
do parasito obtido de material biológico de punções hepática, linfonodos, esplênica, de medula óssea e biópsia ou escarificação de pele. Entretanto, alguns desses procedimentos, embora ofereçam a vantagem da simplicidade, são métodos invasivos, significando a ocorrência de riscos para o animal e também impraticáveis em programas de saúde pública, em que um grande número de animais devam ser avaliados em curto espaço de tempo. É um método seguro de diagnóstico, uma vez que o resultado positivo é dado pela observação direta de formas amastigotas. A especificidade do método é de aproximadamente 100%,
e a sensibilidade depende do grau de parasitemia, tipo de material biológico coletado e do tempo de leitura da lâmina, estando em torno de 80% para cães sintomáticos e menor ainda para cães assintomáticos.

Outros diagnósticos laboratoriais são a realização de provas sorológicas como a reação de imunofluorescência indireta (RIFI), ensaio imunoenzimático (ELISA), fixação do complemento e aglutinação direta. Atualmente, para inquéritos em saúde pública os exames disponíveis para diagnóstico sorológico são a RIFI e o ELISA, que expressam os níveis de anticorpos circulantes. O material recomendado é o soro sangüíneo.

A RIFI tem sido amplamente utilizada para o diagnóstico de várias doenças parasitárias, podendo apresentar reações cruzadas principalmente com a leishmaniose tegumentar americana (LTA) e a doença de Chagas. O resultado considerado sororreagente é aquele que possua título igual ou superior ao ponto de corte que é a diluição de 1:40.

O ELISA consiste na reação de anticorpos presentes nos soros com antígenos solúveis e purificados de Leishmania obtidos a partir de cultura in vitro. Esse antígeno é adsorvido em microplacas e os soros diluídos (controle do teste e das amostras) são adicionados posteriormente. A presença de anticorpos específi cos no soro vão se fi xar aos antígenos. A visualização da reação ocorre quando adicionada uma anti-imunoglobulina de cão marcada com a enzima peroxidase, que se ligará aos anticorpos específi cos caso estejam presentes, gerando um produto colorido que poderá ser medido por espectrofotometria. O resultado
considerado sororreagente é aquele que apresente o valor da densidade ótica igual ou superior a 3 desvio-padrões do ponto de corte (Cut-Off ) do resultado do controle negativo.

Essas duas técnicas sorológicas são recomendadas pelo Ministério da Saúde para
avaliação da soroprevalência em inquéritos caninos amostrais e censitários, o ELISA por estar em fase de implantação, inicialmente está sendo recomendado para a triagem de cães sorologicamente negativos e a RIFI para a confirmação dos cães sororreagentes ao teste ELISA ou como uma técnica diagnóstica de rotina.

É importante ressaltar que em situações em que o proprietário do animal exigir uma contra-prova, esta deverá ser uma prova sorológica, realizada por um laboratório da Rede, preferencialmente. A contra-prova sorológica poderá ser ainda realizada pela referências, estadual e/ou nacional, e o tempo estimado para liberação do resultado dependerá do tempo de deslocamento da amostra até as referências, sendo a média esperada de 15 dias. Os resultados liberados por este laboratório serão considerados oficiais para fins de diagnóstico da infecção e da doença.

Os laboratórios particulares, ou pertencentes a universidades e clínicas veterinárias, que realizem o diagnóstico da leishmaniose visceral canina, deverão participar do programa de controle de qualidade preconizado pelo Ministério da Saúde, enviando os soros para as referências, estadual e/ou nacional.



Fonte:
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Vigilância em Saúde
Departamento de Vigilância Epidemiológica
http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/pdf/03_1193_M.pdf



Leia mais: Portaria Proíbe O tratamento da LVC

http://vetlaboratorio.blogspot.com/2008/07/portaria-proibe-tratamento-de.html

Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Acromegalia

A acromegalia é o resultado da hipersecreção crônica do hormônio do crescimento (GH), que pode ocorrer em cães, gatos e humanos. Em gatos a causa mais comum de acromegalia é por tumor na Pituitária, que ocorre preferencialmente em machos com mais de 5 anos. Os sinais clínicos mais comuns são poliúria, polidpisia e polifagia, resultados do Diabetes provocado pela resistência a insulina. Nos cães o excesso de progesterona pode dar origem a uma hipersecreção de GH da glândula mamária, resultando em acromegalia e intolerância a glicose.
O diagnóstico pode ser feito pelas dosagens de GH e IGF-1 (Somatomedina C), de acordo com o manual abaixo.

Somatomedina C – IGF 1
Material: 1,0ml de soro.
Condições de coleta: Jejum de 4 horas. Coleta no VetLab.
Outros laboratórios: Centrifugar e congelar imediatamente. Enviar em tubo próprio do VetLab.
Comentários: IGF-1 é uma proteína produzida em resposta ao hormônio do crescimento. Aumento desta proteína está presente na maioria dos cães com acromegalia. Administração de insulina pode elevar as concentrações de IGF-1.Concentrações séricas de IGF-1, em cães em crescimento, variam de acordo com a raça. Cães grandes têm concentrações normais maiores que animais pequenos.
Método: Quimioluminescência
Exames Relacionados: GH, Glicose, Frutosamina, Progesterona, T4 T e TSH.
Prazo: 4 dias.

GH – Hormônio do Crescimento - Hormônio Somatotrófico
Material: 1,0 ml de soro.
Condições de coleta: Jejum de 8 horas
Outros laboratórios: Enviar congelado. Estável por 2 meses congelado.
Método: Quimioluminescência
Exames Relacionados: Somatomedina C, Glicose, Frutosamina, Insulina, Progesterona, T4 T e TSH.
Prazo: 4 dias úteis.

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Alteração Manual de Exames

Ceruloplasmina –canino
Material: 0,5ml de soro
Condições de coleta: Jejum de 8 horas.
Método: Nefelometria
Comentários: Sugere-se que as determinações de haptoglobina e ceruloplasmina oxidase possam auxiliar na avaliação da inflamação em cães. Estas proteínas são consideradas seis vezes mais sensíveis na detecção da inflamação do que a determinação de fibrinogênio, a contagem de leucócitos totais e a contagem de neutrófilos segmentados e bastonetes (SOLTER 1991). A concentração de ceruloplasmina alterase significantemente após a indução de processo inflamatório em cães, ao contrário do que se observa em humanos (CONNER et al., 1988). Os níveis plasmáticos desta proteína aumentam nos processos inflamatórios, infecciosos, virais e parasitários, enquanto o decréscimo é observado ao nascimento, desnutrição, deficiência na absorção de nutrientes, nefrose e moléstias hepáticas associadas à intoxicação de cobre (JAIN, 1993).
Prazo: 5 dias úteis

Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Alteração manual de exames

ACTH + Insulina (Equinos e caninos)
Material: 3,0ml de sangue total em EDTA colhido em tubo de plástico refrigerado.
Condições de coleta: Colher o sangue com seringa refrigerada ou diretamente em tubo refrigerado. É importante que o tubo seja de plástico e com EDTA. Enviar imediatamente ao VetLab. No caso de equinos tubo pode chegar em até 4 horas.
Outros laboratórios: Enviar o plasma congelado (tubo fornecido pelo VetLab). Estável por 30 dias congelado.
Precauções: As concentrações plasmáticas de ACTH são afetados pelo estresse, exercício, e algumas drogas. O ACTH é facilmente degenerado em amostras de sangue total e de soro. Amostras de sangue devem ser colhidas com EDTA como anticoagulante. As amostras devem ser mantidas refrigeradas. Remova as células plasmáticas, o mais rapidamente possível para cães e dentro de 4 horas após a coleta de cavalos. Resultados dos testes de amostras deixadas em células com mais de 4 horas deve ser interpretada com cautela. Cavalos não devem se exercitar antesdo exame, porque exercício e estresse podem aumentar o ACTH plasmático.
Doença de Cushing em equinos: As concentrações de ACTH e de insulina são superiores aos valores de referência. No entanto, devido à irregularidade do ritmo de ACTH e de secreção de insulina, as concentrações de um ou ambos podem estar dentro dos valores normais. Uma alta concentração de insulina com uma baixa ou normal concentração do ACTH devem ser interpretados com cuidado, porque outras doenças podem provocar um aumento da concentração de insulina.
Método: Quimioluminescência.
Prazo: 4 dias úteis.

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

PORTARIA PROIBE TRATAMENTO DE LEISHMANIOSE CANINA

PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 1.426, DE 11 DE JULHO DE 2008

Proíbe o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos
de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE E O MINISTRO DE ESTADO DA
AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso das atribuições que lhes
confere o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e
Considerando o Decreto-Lei Nº 51.838, de 14 de março de 1963, que dispõe
sobre as normas técnicas especiais para o combate as leishmanioses no País;

Considerando o Decreto-Lei Nº 467, de 13 de fevereiro de 1969,
que dispõe sobre a fiscalização de produtos de uso veterinário, dos
estabelecimentos que os fabricam e dá outras providências;

Considerando o Decreto Nº 5.053, de 22 de abril de 2004, que
aprova o regulamento de fiscalização de produtos de uso veterinário e dos
estabelecimentos que os fabriquem ou comerciem, e dá outras providências;

Considerando a Lei Nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, que dispõe
sobre infrações à legislação sanitária federal, estabelecendo as sanções;

Considerando a Lei Nº 6.259, de 30 de outubro de 1975, que
dispõe sobre as ações de vigilância epidemiológica;

Considerando a Resolução Nº 722, de 16 de agosto de 2002, que
aprova o Código de Ética do Médico Veterinário e que revogou a Resolução Nº
322, de 15 de janeiro de 1981;

Considerando o Informe Final da Consulta de expertos,
Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) Organização Mundial da Saúde (OMS)
sobre Leishmaniose Visceral em Las Américas, de 23 a 25 de novembro de 2005;

Considerando o Relatório Final do Fórum de Leishmaniose Visceral
Canina, de 9 a 10 de agosto de 2007;

Considerando as normas do "Manual de Vigilância e Controle da
Leishmaniose Visceral" do Ministério da Saúde;

Considerando que não há, até o momento, nenhum fármaco ou
esquema terapêutico que garanta a eficácia do tratamento canino, bem como a
redução do risco de transmissão;

Considerando a existência de risco de cães em tratamento
manterem-se como reservatórios e fonte de infecção para o vetor e que não há
evidências científicas da redução ou interrupção da transmissão;

Considerando a existência de risco de indução a seleção de cepas
resistentes aos medicamentos disponíveis para o tratamento das leishmanioses
em seres humanos; e

Considerando que não existem medidas de eficácia comprovada que
garantam a não-infectividade do cão em tratamento,

resolvem:

Art. 1º Proibir, em todo o território nacional, o tratamento da
leishmaniose visceral em cães infectados ou doentes, com produtos de uso
humano ou produtos não-registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (MAPA).

Art. 2º Definir, para efeitos desta Portaria, os seguintes
termos:

I - risco à saúde humana: probabilidade de um indivíduo vir a
desenvolver um evento deletério de saúde (doença, morte ou seqüelas), em um
determinado período de tempo;

II - caso canino confirmado de leishmaniose visceral por
critério laboratorial: cão com manifestações clínicas compatíveis com
leishmaniose visceral e que apresente teste sorológico reagente ou exame
parasitológico positivo;

III - caso canino confirmado de leishmaniose visceral por
critério clínico-epidemioló gico: todo cão proveniente de áreas endêmicas ou
onde esteja ocorrendo surto e que apresente quadro clínico compatível de
leishmaniose visceral, sem a confirmação do diagnóstico laboratorial;

IV - cão infectado: todo cão assintomático com sorologia
reagente ou parasitológico positivo em município com transmissão confirmada,
ou procedente de área endêmica. Em áreas sem transmissão de leishmaniose
visceral é necessária a confirmação parasitológica; e

V - reservatório canino: animal com exame laboratorial
parasitológico positivo ou sorologia reagente, independentemente de
apresentar ou não quadro clínico aparente.

Art. 3º Para a obtenção do registro, no MAPA, de produto de uso
veterinário para tratamento de leishmaniose visceral canina, o interessado
deverá observar, além dos previstos na legislação vigente, os seguintes
requisitos:

I - realização de ensaios clínicos controlados, após a
autorização do MAPA; e

II - aprovação do relatório de conclusão dos ensaios clínicos
mediante nota técnica conjunta elaborada pelo MAPA e o Ministério da Saúde
(MS).

§ 1º O pedido de autorização para realização de ensaios clínicos
controlados deve estar acompanhado do seu Protocolo.

§ 2º Os ensaios clínicos controlados devem utilizar,
preferencialmente,

drogas não destinadas ao tratamento de seres humanos.

§ 3º A autorização do MAPA vincula-se à nota técnica conjunta
elaborada pelo MAPA e o MS.

Art. 4º A importação de matérias-primas para pesquisa,
desenvolvimento ou fabricação de medicamentos para tratamento de
leishmaniose visceral canina deverá ser solicitada previamente ao Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, devendo a mesma estar acompanhada
do protocolo de estudo e respectivas notas do

artigo anterior.

Art. 5º Ao infrator das disposições desta Portaria aplica-se:

I - quando for médico veterinário, as infrações e penalidades do
Código de Ética Profissional do Médico Veterinário;

II - o art. 268 do Código Penal; e

III - as infrações e penalidades previstas na Lei Nº 6.437, de
20 de agosto de 1977, e no Decreto-Lei Nº 467, de 13 de fevereiro de 1969.

Art. 6º O MS e o MAPA deverão adotar as medidas necessárias ao
cumprimento efetivo do disposto nesta Portaria.

Art. 7º As omissões e dúvidas por parte dos agentes públicos
cujas funções estejam direta ou indiretamente relacionadas às ações de
controle da leishmaniose visceral, na aplicação do disposto nesta Portaria
serão apreciadas e dirimidas pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS)
e pela Secretaria de Defesa Agropecuária

(SDA/ MAPA).

Art. 8º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

JOSÉ GOMES TEMPORÃO

Ministro de Estado da Saúde

REINHOLD STEPHANES

Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Emiliano Alves dos Santos Junior

Fiscal Federal Agropecuário

Serviço de Acompanhamento e Avaliação

Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários

Secretaria de Defesa Agropecuária

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Sábado, 11 de Outubro de 2008

Brometo de Potássio

Brometo de potássio - seu uso principal tem sido associado ao fenobarbital para tratar de epilepsias refratárias ou em pacientes com enfermidade hepática, nos quais as concentrações de fenobarbital devem ser diminuídas. Ele também tem sido empregado como medicamento único, para tratar de pacientes com convulsão leve. Dose sugerida: 25 mg/Kg (VO) de 12/12 horas. Ele pode ser preparado em farmácias de manipulação, numa concentração de 250 mg/5ml. Os efeitos colaterais mais comuns são a sedação e a ataxia.
Cães que possuem insuficiência renal podem diminuir a eliminação do brometo, desta forma o animal precisa ter a dose reavaliada e a concentração plasmática deve ser monitorada para prevenir intoxicação.
Ao instituir a terapia com esta droga, deve-se atentar ao fato de que o aumento da concentração plasmática desta ocorre gradativamente e atinge níveis estáveis após 45 a 60 dias após o início da terapia, devendo ser realizada nova mensuração de níveis plasmáticos aos 120 dias para ajustar a dose de manutenção (caso necessário).

Material: 2,0 ml de soro
Condições de coleta: Coletar o sangue em jejum de 8horas, entre 2 e 12 horas pós-administração da droga.
Prazo: 7 dias.
Exames Relacionados: Perfil convulsões e Fenobarbital.

Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Substituição do conservante MIF por SAF em exames de fezes

A pesquisa de vermes e proozoários deve ser feito de forma rotineira em animais domésticos. No entanto a sensibilidade na detecção de parasitos entéricos num único exame não é adequada e por isso se recomenda que pelo menos três exames em amostras distintas sejam feitos quando há a suspeita de parasitismo.

Para facilitar esta abordagem, o exame de MIF foi implementado utilizando mercúrio, iodo e formol, possibilitando a coleta de três amostras de fezes num único recipiente contendo este conservante. Além da ação mantenedora da morfologia das estruturas parasitológicas, estas substâncias possuem ação bactericida e fungicida.

A consciência de gestão ambiental tem levado a normativas que proscrevem a utilização de substâncias tóxicas como o mercúrio.

Dentro do compromisso do VetLab o MIF fornecido nunca conteve mercúrio, mas seguindo-se as novas normas governamentais, o tradicional exame de MIF sofreu modificações. Esta exigência não é apenas relacionada à preservação do meio ambiente mas também segue decisão do College of American Pathologists (CAP), instituição americana que acredita laboratórios de qualidade em todo o mundo.

O SAF (Ácido acético, Acetato de sódio e formol) é capaz de conservar adequadamente as estruturas morfológicas dos ovos, larvas cistos e oocistos de parasitos. Além disto, este conservante traz a possibilidade de se utilizar métodos de pesquisa de trofozoítos em fezes diarréicas, antes limitados a exames diretos a fresco. Com isso pretendemos aumentar a sensibilidade do exame em relação a protozoários como a Giardia.
Amostras enviadas em frascos de MIF comprados em farmácias serão aceitas do mesmo modo e o resultado do exame terá o nome “Parasitológico de Fezes em Conservante”.

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

Localização VetLab


Exibir mapa ampliado

Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Novo marcador da função renal

A cistatina C é uma proteína não glicosilada que é livremente filtrada pelos glomérulos renais devido ao seu baixo peso molecular, sendo a seguir quase que totalmente reabsorvida e metabolizada nos túbulos proximais.
A quantidade de cistatina produzida pelo organismo é constante, estando a concentração periférica na dependência exclusiva do ritmo de filtração glomerular. Estas são as razões pelas quais a cistatina foi recentemente proposta como um marcador endógeno de função renal muito mais sensível que a creatinina, permitindo que se observe alterações da filtração glomerular de maneira mais precoce que o clearance de creatinina. Trata-se de um excelente teste de triagem e acompanhamento de animais com prejuízo da função renal, uma vez que a cistatina C encontra-se alterada tanto nas glomerulopatias, quanto nas tubulopatias.
Estudos em cães mostram que a dosagem de cistatina c não sofre alterações no caso de doenças não renais como neoplasias e infecções e que esta apresenta maior sensibilidade e especificidade em comparação com a creatinina sérica, na detecção de alterações discretas da função glomerular - WEHNER & HARTMANN Journal of the American Animal Hospital Association 44:131-138 (2008).

Cistatina C
Material: 0,5 ml de soro.
Condições de coleta: Jejum de 8 horas.
Método: Nefelometria
Indicação: Avaliar taxa de filtração glomerular, importante para acompanhar e diagnosticar doenças renais.
Prazo: 4 dias úteis.

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

O que nós oferecemos?


Desde sua criação o laboratório Vetlab sempre se preocupou com qualidade. Investimentos em qualificação profissional, equipamentos automatizados veterinários e inovações tecnológicas fazem parte da nossa realidade.
Apresentamos agora nosso diferencial:
- A equipe Vetlab é composta por 4 veterinários, sendo 2 com mestrado e 2 com pós-graduação em patologia clínica veterinária; 2 biólogos com pós-graduação; além de técnicos em análises clínicas.
- Realizamos dentro do laboratório análises histopatológicas, endocrinológicas, microbiológicas e vários imunodiagnósticos como Cinomose, Ehrlichiose, FIV, FeLV, Parvovirose, Toxoplasmose, Fator reumatóide canino entre outros.
- Contamos com moderno equipamento de hematologia veterinário, o que nos confere várias vantagens: A acurácia das contagens manuais de células (com uso de uma câmara de contagem hematimétrica) é muito baixa (com erro total por volta de 20%). Nosso equipamento eletrônico possui programação para as particularidades de cada espécie, com erro inferior a 3%. Os contadores de laboratórios humanos não são ajustáveis para diferentes tamanhos das células de felinos, caninos, eqüinos, entre outras, produzindo resultados não confiáveis. Liberamos o valor de RDW que é o índice numérico da anisocitose eritrocitária, muito mais sensível do que a inspeção visual no esfregaço sanguíneo.
- A contagem de reticulócitos é realizada em todos os hemogramas de animais anêmicos sem custo extra.
- Liberamos todos os resultados de rotina no mesmo dia (inclusive lipase, frutosamina, hemoglobina glicada canina, sódio, potássio e a relação proteína / creatinina urinária).
- Para uma melhor avaliação dos exames laboratoriais deve-se levar em consideração o históricos de resultados dos animais, dessa forma o VetLab disponibiliza ao clínico, a impressão dos dois últimos resultados no mesmo laudo, facilitando o acompanhamento e a evolução do tratamento. Isso permite: uma correlação rápida com resultados anteriores, verificação da eficácia do tratamento e a fidelização do cliente a sua clínica. Para receber os resultados do histórico o animal deve coletar sangue sempre na mesma clínica e a requisição deve ser preenchida com os nomes do animal e proprietário exatamente igual ao último envio de material.
- Os laudos ficam disponíveis por 15 dias em nossa página na internet e você pode ter acesso a eles através de sua senha. Também disponibilizamos por fax, e-mail ou telefone.
- Somos credenciados no Ministério da Agricultura para a realização dos exames de Anemia Infecciosa Eqüina e Brucelose.
- As amostras de soro ou plasma são conservadas no laboratório por 1 mês, seguindo orientações do controle de qualidade e normas do MAPA. As amostras mantêm suas características e podem ser usadas para novas análises. As amostras de sangue total em EDTA são guardadas por 1 dia e podem ser usadas para pesquisa de hemoparasitos e algumas imunologias.
- Liberamos 80% dos resultados de cultura urinária com antibiograma em 48 horas.
- O laboratório oferece todos os tubos e frascos estéries, de plástico e específicos para cada coleta. Trabalhamos com o conservante de fezes SAF que não é agressivo ao meio ambiente e conserva os trofozoítos dos protozoários. Disponibilizamos ainda tubos para microcoletas em animais silvestres.
- Fazemos análises de água com resultados em 2 dias úteis.
- Realizamos exames de várias espécies de animais silvestres.
- Oferecemos hormônios com kits específicos veterinários com resultados rápidos e precisos. Acesse www.vetlaboratorio.com.br e confira os protocolos para exames dinâmicos.
- Contamos com um rigoroso controle de qualidade interno, realizado diariamente, e participamos do controle de qualidade externo Veterinário da ControlLab. Trabalhamos com o que há de mais moderno em patologia clínica veterinária, com o diferencial de interdependência e atenção aos clínicos veterinários.
- E acima de tudo continuamos a investir em tecnologia e pessoal para poder atender cada vez melhor.

Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Relação Proteína : Creatinina Urinária (PU/CU)

Diagnóstico precoce da doença renal; Detecta a perda protéica na urina!

· Permite quantificar a proteinúria para controle e diagnóstico de doenças renais.

· Dá ao veterinário a oportunidade de alterar o curso da doença renal e aumentar a expectativa de vida de seus pacientes.

· Pode ser usado para monitorar e avaliar o tratamento da doença renal.

· É realizado pelo VetLab no mesmo dia com uma única amostra de urina.


Mais do que 75% da função renal deve estar perdida antes de haver aumento de uréia e creatinina.

O Veterinário não precisa esperar pelos sinais clínicos de azotemia antes de diagnosticar uma doença renal. Você pode detectar uma doença renal antes que seus pacientes se tornem azotemicos usando a relação PU/CU e, por ser um teste quantitativo, te dá a possibilidade de monitorar o curso da doença e avaliar a resposta do animal ao tratamento.

Os sinais de doença renal são vagos, inespecíficos e podem ser difíceis de identificar antes que o animal se torne azotemico.

· Um diagnóstico precoce de doença renal garante uma melhor qualidade de vida e um melhor prognóstico para seu paciente.

· O proprietário pode verificar a eficiência do tratamento através de monitoramentos seqüenciais da relação PU/CU.

Interpretação da proteinúria:

1. A fita de EAS é apenas um teste de rotina, ela é pouco sensível e pouco específica para proteínas renais, gerando freqüentemente resultados falso positivo e falso negativo.
2. Um teste de sangue oculto na urina e a análise do sedimento (realizados no EAS) são necessários para distinguir uma proteinúria não renal de uma renal e interpretar a relação PU/CU.
3. Na ausência de hemorragia ou inflamação, uma relação PU/CU < 0,5 é considerado normal; PU/CU entre 0,5 e 1,0 com azotemia e baixa densidade urinária é considerado proteinúria renal e sem azotemia deve-se repetir o teste em duas semanas; PU/CU > 1,0 é considerado proteinúria renal.

Proteinúria renal:

1. Ausência de sangue oculto e poucas células no sedimento são achados comuns.
2. Cilindros podem ou não estar presentes.
3. Glomerulopatia primária pode causar intensa proteinúria, geralmente com PU/CU > 3,0.
4. Doenças tubulares primária causam pouca a moderada proteinúria, geralmente com PU/CU < 3,0.

Proteinúria pré-renal:

1. Certos fatores extra-renais podem causar uma pequena proteinúria transitória por aumento na permeabilidade glomerular (ex: febre, doença cardíaca, choque e exercícios), por isso uma relação PU/CU entre 0,5 – 1,0 deve ser repetida em duas semanas.
2. Altas concentrações de proteínas de baixo peso molecular no sangue podem passar através dos glomérulos e causar proteinúria, como a proteína de Bence-Jones (mieloma).

> Perguntas mais freqüentes:

P: Por anos, os veterinários usavam apenas a fita de urina para detectar proteinúria. Isso já não é bom o suficiente?
R: Infelizmente, muitos veterinários ainda hoje dependem de fitas de urina para determinar a proteína urinária. Esse teste é pouco específico e pouco sensível, podendo ser influenciado pelo pH, volume, concentração e cor da urina, apresentando resultados errados. Além disso a tira de urina só consegue detectar concentrações de proteína urinaria acima de 30 mg/dl.

P: Como determinar se a proteinúria não é transitória?
R: Proteinúria pode realmente ser transitória e não estar associada com doença renal, mas é importante determinar se ela é realmente transitória ou persistente. Proteinúria persistente em animais não azotemicos é sinal de doença renal precoce, por isso, nesse caso, se não há evidências de doença no trato urinário inferior e a relação PU/CU está entre 0,5 e 1,0 ela deve ser medida novamente em três ocasiões com intervalo de duas semanas entre elas.

P: Qual a diferença entre proteinúria e microalbubinúria?
R: Proteinúria se refere ao excesso de proteínas presentes na urina. Proteínas urinárias podem ser formadas por um complexo de componentes que incluem albumina, imunoglobulinas, globulinas e proteínas de baixo peso molecular.
Microalbubinúria se refere a mensurar pequenas quantidades de albumina na urina. PU/CU mensura todas as frações de proteína, inclusive albumina.

Teste Limite de detecção Proteínas urinárias mensuradas
Fita de urina 30-50 mg/dl Várias
Microalbubinúria 1 mg/dl Apenas albumina
Relação PU/CU 5 mg/dl Todas

P: É realmente importante detectar outras proteínas que não a albumina?
R: Sim, é realmente importante se detectar outros tipos de proteína que não a albumina. Em doenças renais, a albumina pode ser a proteína predominante, entretanto, outros tipos de proteína podem estar presentes em concentrações variadas. Imunoglobulinas e outras proteínas podem causar impacto sobre o resultado da proteína urinária, dependendo da natureza da doença.

P: Em que animais devo testar a relação PU/CU?
R: Devido ao grande número de cães e gatos idosos com insuficiência renal, recomendamos que esses animais façam o exame como parte do check-up geriátrico. Também recomendamos a utilização do teste em animais suspeitos de doença renal e em check-up de raças com pré-disposição a doença renal (como basset, beagle, boxer, bulldogs, chow-chow, dálmatas, pinsher, golden, lhasa apso, schnauzers, shih tzu e yorkshire)

P: Pacientes em estágio terminal de insuficiência renal pode apresentar a relação PU/CU normal?
R: Sim, alguns cães e gatos em estágio terminal da doença podem apresentar o teste normal, devido ao fato de a proteinúria poder decrescer de acordo com a perda do número de néfrons funcionais.

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Giardia

Giardia é um protozoário que acomete mais comumente animais jovens e que convivem em grupos. Apesar da alta prevalência, nem todos os animais apresentam a forma clínica da doença. Mesmo assim, a giardíase tem importância epidemiológica por possuir um elevado potencial zoonótico.

A transmissão ocorre através do contato direto animal-animal, principalmente entre cães procedentes de canis e criações. No entanto, a infecção também pode ser adquirida pela ingestão de água e alimentos contaminados com cistos eliminados junto das fezes. Cistos e, ocasionalmente trofozoítos são encontrados nas fezes do hospedeiro entre o quinto e décimo dia de infecção. Os cistos são susceptíveis à dissecação no meio externo e temperaturas elevadas, mas podem sobreviver por vários meses fora do hospedeiro, em locais úmidos e frios.

As infecções por Giardia em vários animais são quase sempre assintomáticas, sendo estes animais os prováveis transmissores da doença.
Nos sintomáticos, os aspectos específicos da giardíase, quando ocorrem, incluem aqueles atribuídos à má digestão dos nutrientes, diarréia crônica, perda de peso ou pouco ganho apesar do apetite normal. Estes sintomas podem ser constantes ou intermitentes podendo parar com a administração de antidiarréicos não específicos, mas retornam com a retirada do medicamento. Diarréias hemorrágicas, febre e vômitos são improváveis de serem unicamente por conta de gairdíase.

Para informações sobre a vacina de giardia acesse:
http://www.doctorsclub.com.br/fd/trabalhos/technical_update___giardiase_canina.pdf

Domingo, 10 de Agosto de 2008

Raiva - Atestado de titulação da raiva para trânsito internacional

Aproveitamos este espaço para tirar dúvidas sobre viagens internacionais, este é um tema que sempre se deve ter o máximo de atenção. É necessário entrar em contato com o país de destino e se informar de toda a documentação necessária. A União Europeia e o Japão requerem um laudo de titulação de anticorpos contra a Raiva. Para levar cães para estes países é necessário seguir os passos abaixo:

Procedimento: 1o implantação de microchip, padrão ISO 11784 / 11785; 2o Carteira de vacinação em dia, não sendo válido vacinação de campanha. 3o coleta do sangue e acondicionamento da amostra, para avaliação do título de anticorpos contra a Raiva. 4o Após o recebimento do laudo da titulação da raiva, comparecer a Delegacia Federal da Agricultura localizada no Aeroporto Internacional do Rio para a emissão do Certificado Zoosanitário Internacional.
Nota: O C.Z.I. uma vez emitido, tem validade de aproximadamente 5 dias. Informar-se previamente na Delegacia Federal da Agricultura.
O proprietário deverá se informar na Delegacia Federal da Agricultura qual é o período de quarentena, que os animais deverão permanecer no Brasil, antes da liberação do C.Z.I., ou no exterior.
A documentação, frequentemente, exigida pela Delegacia Federal da Agricultura, para a emissão do C.Z.I., é:
- exame de titulação da raiva (validade permanente);
- atestado de saúde animal, emitido pelo seu veterinário (validade de 4 - 5 dias);
- carteira de vacinação da raiva atualizada.
Para realizar o exame da Raiva, o animal deverá vir até o VetLab para coleta de sangue ou um Veterinário deverá coletar a amostra.
Material: Soro 2,0ml.
Condições de coleta: coletado em período superior a 1 mês e inferior a 11 meses da data de vacinação e três meses antes da viagem. Jejum de 6 horas. Não pode estar hemolisado.
Valor de referência: titulação de anticorpos neutralizantes ≥ 0,5 UI/mL
Prazo: 20 dias.

Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Alteração manual de exames

Somatomedina C – IGF 1
Material: 1,0ml de soro.
Espécies: Canino e Felino
Condições de coleta: Jejum de 4 horas. Coleta no VetLab.
Outros laboratórios: Centrifugar e congelar imediatamente. Enviar em tubo próprio do VetLab.
Comentários: IGF-1 é uma proteína produzida em resposta ao hormônio do crescimento. Aumento desta proteína está presente na maioria dos cães com acromegalia. Administração de insulina pode elevar as concentrações de IGF-1.Concentrações séricas de IGF-1, em cães em crescimento, variam de acordo com a raça. Cães grandes têm concentrações normais maiores que animais pequenos.
Método: Nefelometria
Prazo: 4 dias.

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Alteração manual de exames - Microbiologia

Cultura de Líquido pleural, peritoneal, de diálise peritoneal, pericárdico e sinovial.
Material: Líquido cavitário
Condições de coleta: Coletar antes da administração de antimicrobianos. Fazer limpeza prévia do local com álcool a 70%, para remover substâncias gordurosas da superfície da pele e poros. Passar algodão embebido em iodo a 2%, fazendo movimentos circulares de dentro para fora, não retornando como algodão usado para o mesmo ponto já friccionado. Deixar secar. Remover o resíduo do iodo da pele com uma segunda aplicação de álcool a 70%, seguindo a mesma regra anterior. Repetir a manobra por duas a três vezes. Usar luvas esterilizadas para efetuar a punção.
O material pode ser colocado em frasco estéril ou ser enviado ao VetLab na própria seringa (não colocar em tubos de bioquímica). Na suspeita de anaeróbios, retirar o excesso de ar da seringa e vedar a ponta da agulha com rolha de borracha. Em animais com cateter (por ex.: pleural) desprezar o primeiro efluente do cateter, que corresponde ao esvaziamento do mesmo. Coletar, então, com auxílio de uma seringa, o segundo efluente. Nunca obter por punção de cateter. A melhor hora de coleta é da troca, quando da introdução do novo cateter. Os cateteres que permanecem por alguns dias tendem a colonizar-se com flora que pode não estar relacionada com a etiologia infecciosa do processo em questão. A introdução de um novo cateter supera esta dificuldade. O uso de heparina com o objetivo de evitar a coagulação do material pode inibir alguns agentes infecciosos.
O material deve ser enviado ao VetLab imediatamente. Se o tempo para transporte ultrapassar 1 hora, colocar o material em meio líquido de transporte fornecido pelo laboratório. Não refrigerar.
Para realização de GRAM e BAAR enviar material sem meio de transporte ou confeccionar esfregaços.
Exames que podem ser realizados: GRAM, BAAR, Cultura e Antibiograma (aeróbios), Cultura de Anáeróbios, Cultura de Micobactérias e Cultura de Fungos
Prazo: Depende dos exames solicitados

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Anormalidades na Relação Sódio/Potássio

A relação Sódio/Potássio é usada como um dos primeiros indicadores da Doença de Addison (Hipoadrenocorticismo). Entretanto qualquer alteraçãoque abaixe a concentração de sódio sérico e/ou aumente a concentração de potássio podem fazer a relação sódio/potássio diminuir. Esta relação abaixo de 27:1 é sugestiva de diminuição da atividade dos mineralocorticoides, entretanto uma estimulação com ACTH é necessária para confirmar a Doença de Addison porque outras doenças como a diarréia e a ruptura da bexiga urinária podem causar a diminuição da relação sódio/potássio abaixo de 27:1.
Falso aumento do potássio é comum de ocorrer especialmente quando o tempo de centrifugação do sangue é grande e deve ser interpretado com cuidado. Cães da raça Akita possuem uma grande quantidade de potássio dentro das hemácias e uma leve hemólise pode dificultar a interpretação deste exame. Não há significado clínico numa elevação da relação sódio/potássio, entretanto qualquer desordem (alcalose metabólica, diarréia, etc) que cause elevação do sódio e/ou diminuição do potássio podem resultar em uma elevação da relação. Elevações ou diminuições simultâneas do sódio e potássio normalmente resultam em uma relação normal.

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

A importância do EAS

O exame rotineiro de urina é um método simples, não-invasivo, capaz de fornecer uma variedade de informações úteis em relação a patologias envolvendo os rins, o trato urinário e, por dados indiretos, algumas patologias sistêmicas.
Apesar de simples, diferentes técnicas encontram-se envolvidas na sua realização, em 3 etapas distintas:
- análise física,
- análise química,
- análise microscópica do sedimento.
Análise Física
Aspecto
O aspecto normal é límpido exceto nos eqüinos e coelhos, onde muco e cristais de carbonato de cálcio dão a ela uma aparência espessa e turva. Entretanto, uma ligeira turvação não é necessariamente patológica, podendo ser decorrente da precipitação de cristais e de sais amorfos não-patológicos.
A turvação patológica pode ser conseqüência da presença de células epiteliais, leucócitos, hemácias, cristais, bactérias e leveduras.
Pode ocorrer a presença de depósito por excesso de muco em função de processos inflamatórios do trato urinário inferior ou do trato genital, ou pela presença de grande quantidade de outros elementos anormais.
Cor
A cor habitual da urina é amarelo, o que se deve, em sua maior parte, ao pigmento urocromo. Essa coloração pode apresentar variações em situações como a diluição por uma grande ingestão de líquidos, que torna a urina amarelo-pálida. Uma cor mais escura pode ocorrer por privação de líquidos.
Portanto, a cor da urina pode servir como avaliação indireta do grau de hidratação e da capacidade de concentração urinária.
O uso de diversos medicamentos e a ingestão de corantes alimentares também podem causar alteração da cor da urina.
Há numerosas possibilidades de variação de cor, sendo a mais freqüente a cor avermelhada (rosa, vermelha, vermelho-acastanhada). A cor avermelhada pode acontecer na presença de medicamentos, hemácias, hemoglobina, metaemoglobina e mioglobina. As porfirias também podem cursar com coloração vermelha ou púrpura da urina.
Também é freqüente a cor âmbar ou amarelo-acastanhada, pela presença de bilirrubina, levando a urina a se apresentar verde-escura em quadros mais graves.
Densidade
A densidade ajuda a avaliar a função de filtração e concentração renais, bem como o estado de hidratação do corpo. Depende diretamente da proporção de solutos urinários presentes (cloreto, creatinina, glicose, fosfatos, proteínas, sódio, sulfatos, uréia, ácido úrico) e o volume de água.
Densidades diminuídas podem ser encontradas na administração excessiva de líquidos por via intravenosa, reabsorção de edemas transudatos, insuficiência renal crônica, quadros de hipotermia, piometra, hiperadrenocorticismo, hipoadrenocorticismo, Síndrome de Fanconi, diabetes mellitus e diabetes insipidus.
Densidades elevadas podem ser encontradas na desidratação, diarréia, vômitos, febre, diabetes mellitus, glomerulonefrite, insuficiência cardíaca congestiva, proteinúria, uropatias obstrutivas e no uso de algumas substâncias, como contrastes radiológicos e sacarose.
Análise Química
Cetonas
A acetona é um subproduto do metabolismo da gordura e dos ácidos graxos que proporciona fonte de energia para as células quando as reservas de glicose estão exauridas ou quando a glicose não pode penetrar nas células devido à falta de insulina.
A acetona que passa para a corrente sangüínea é quase totalmente metabolizada no fígado. Quando é formada em velocidade maior do que o normal, é excretada na urina.
Diabetes Mellitus é a doença que classicamente está associada a cetonúria. O jejum ou a dieta podem determinar o aparecimento de acetona na urina.
Bilirrubina
Aumentadas nas situações em que ocorre o aumento da bilirrubina sérica conjugada e sua conseqüente presença na urina. Portanto, valores elevados podem ser encontrados em doenças hepáticas e biliares, lesões parenquimatosas, obstruções intra- e extra- hepáticas, neoplasias hepáticas ou do trato biliar. Os cães apresentam baixo limear renal para bilirrubina e as reações de Traço ou 1+ podem ser consideradas normais em urinas com densidade superior a 1.020. Alguns casos de doença biliar obstrutiva crônica podem cursar com níveis alterados de bilirrubina sérica e ausência de bilirrubina na urina. Falso-negativos podem ser induzidos pelo uso de ácido ascórbico e exposição da urina à luz intensa por longo tempo.
Sangue Oculto
Este teste detecta a presença de hemoglobina e mioglobina. A presença de hemoglobina na urina pode ser proveniente de diferentes estados de hemólise intravascular, em que uma quantidade excessiva de hemoglobina satura a capacidade de ligação com a haptoglobina. Nessas condições, fica livre no plasma, sendo filtrada pelo glomérulo e em parte reabsorvida pelo sistema tubular. O restante é excretado na urina.
A outra causa é a presença de hemácias liberadas no trato urinário por pequenos traumas, exercícios extenuantes ou patologias das vias urinárias, em que as hemácias são lisadas, liberando hemoglobina.
Glicose
A glicose presente na urina reflete os níveis séricos da glicose associados à capacidade de filtração glomerular e de reabsorção tubular.
A glicosúria pode ser causada tanto pelo diabetes mellitus como por outras patologias, como na síndrome de Fanconi e nos quadros de hiperglicemia de outras origens que não a diabética. O limiar renal da glicose é de 180mg/dl no cão e de 280 mg/dl no gato.
Nitrito
A presença de nitrito na urina indica infecção das vias urinárias, causadas por microrganismos que reduzem o nitrato a nitrito. O achado de reação positiva indica a presença de infecção nas vias urinárias, principalmente por bactérias entéricas.
pH
Avalia a capacidade de manutenção renal da concentração de íons hidrogênio no plasma e líquidos extracelulares. Participando do equilíbrio ácido-base, os rins, quando em funcionamento normal, excretam o excesso de íons hidrogênio na urina. Portanto, o pH da urina reflete o pH plasmático e é um indicador da função tubular renal.
O pH da urina depende da dieta. Os animais herbívoros têm pH alcalino, e os carnívoros e onívoros podem variar de alcalino a ácido, dependendo da quantidade de proteína animal presente na sua dieta. Valores elevados podem ser encontrados na alcalose metabólica ou respiratória, infecção das vias urinárias, especialmente por microrganismos que utilizam uréia (Proteus e Pseudomonas sp.), hipocalemia, e ingestão de bicarbonato.
Valores diminuídos podem ser encontrados em acidose metabólica e respiratória, perda de potássio, dieta rica em proteínas, infecção das vias urinárias por Escherichia coli e febre. O uso de anestésicos e de ácido ascórbico pode diminuir o pH urinário.
Proteínas
Em animais normais, uma pequena quantidade de proteína é filtrada pelo glomérulo, mas é reabsorvida por via tubular.
O aumento da quantidade de proteínas na urina é indicador inicial de patologia renal. Entretanto, não são todas as patologias renais que cursam com proteinúria, a qual não é uma condição exclusiva de doença renal, podendo aparecer em patologias não-renais e em algumas condições fisiológicas. O exame de proteína urinária realizado através da tira é apenas um teste de rotina, para melhor avaliação da proteinúria é necessário o exame de relação proteína urinária/creatinina urinária (PU/CU).
Na ausência de uma proteinúria pré-renal, hemorragia, ou inflamação, valores de PU/CU <0,5 são considerados normais, entre 0,5 e 1,0 é questionável para uma proteinúria renal e valores > 1,0 indica proteinúria renal.
Certos fatores extra-renais podem causar uma pequena proteinúria transitória por aumento na permeabilidade glomerular (ex: febre, doença cardíaca, choque e exercícios), por isso uma relação PU/CU entre 0,5 – 1,0 deve ser repetida em duas semanas.
Altas concentrações de proteínas de baixo peso molecular no sangue podem passar através dos glomérulos e causar proteinúria, como a proteína de Bence-Jones (mieloma).
Alguns cães e gatos em estágio terminal da doença podem apresentar o teste normal, devido ao fato de a proteinúria poder decrescer de acordo com a perda do número de néfrons funcionais.

Análise Microscópica do Sedimento
Células Escamosas
É comum o achado de algumas células epiteliais escamosas. A maioria não tem significado clínico, representando uma descamação de células velhas do revestimento epitelial do trato urinário. O achado de células com atípicas nucleares ou morfológicas pode indicar a presença de processos neoplasicos necessitando de investigação específica
Hemácias
Podem estar presentes em pequena quantidade na urina normal. A presença de hematúria indica lesões inflamatórias, infecciosas ou traumáticas dos rins ou vias urinárias. O exercício extenuante pode levar a hematúria discreta.
A forma da apresentação das hemácias, segundo alguns autores, pode indicar sua origem, servindo como um diagnóstico diferencial de hematúrias de origens glomerular e não-glomerular. Quando se apresentam em sua forma esférica habitual (isomorfas), seriam de origem mais distal no trato urinário; quando crenadas (dimórficas), teriam origem glomerular.
Leucócitos
Podem estar presentes em pequena quantidade na urina normal. Normalmente neutrófilos. Quantidades aumentadas indicam a presença de lesões inflamatórias, infecciosas ou traumáticas em qualquer nível do trato urinário.
Cristais
São um achado freqüente na análise do sedimento urinário normal, raramente com significado clínico e com ligação direta com a dieta.
Alguns cristais representam um sinal de distúrbios físico-químicos na urina ou têm significado clínico específico, como os de cistina, biurato de amônio, oxalato de cálcio monoidratado e estruvita. Podem também ser observados cristais de origem medicamentosa e de componentes de contrastes urológicos.
A cistina está ligada a um urólito de cistina. O biurato de amônio sugere insuficiência hepática. Os cristais de estruvita estão normalmente relacionados a infecções por bactérias produtoras de urease. E o oxalato de cálcio monoidratado ocorre com a intoxicação por etilenoglicol.
Apesar de não existir uma relação direta entre a presença de cristais e o desenvolvimento de cálculos, alguns autores apontam a existência de diferenças morfológicas entre os cristais dos pacientes que desenvolvem calculose com uma apresentação de formas maiores, agregadas e bizarras.
Cilindros
São elementos exclusivamente renais compostos por proteínas e moldados principalmente na luz dos túbulos contornados distais e túbulos coletores.
Indivíduos normais, principalmente após exercícios extenuantes, febre e uso de diuréticos, podem apresentar pequena quantidade de cilindros, geralmente hialinos.
Sua formação é influenciada pelos elementos presentes no filtrado e pelo tempo de permanência dentro do túbulo. Nas doenças renais, se apresentam em grandes quantidades e em diferentes formas, de acordo com o local da sua formação.
Os mais comuns são os cilindros hialinos. São compostos principalmente pelas proteínas de Tamm-Horsfall, considerados normais em pequenas quantidades e em maior quantidade em situações como febre, desidratação, estresse e exercício físico intenso.
Os cilíndros podem estar presentes em diferentes patologias como os hemáticos (doença renal intrínseca), leucocitários (pielonefrites), de células epiteliais (lesões túbulos renais), granulosos (doença renal glomerular ou tubular e algumas situações fisiológicas) e céreos (insuficiência renal, rejeição a transplantes e doenças renais agudas e estase do fluxo urinário).
Leveduras e Fungos
Em geral, a presença de leveduras e fungos no sedimento urinário indicam contaminação. Micose sistêmica pode resultar em elementos fungicos na urina. Uma amostra obtida por cistocentese deve ser utilizada para a confirmação do achado. Um resultado positivo deve estar associado à manifestação clínica como por exemplo espondilite, corticóides ou diabetes.
Material: 10ml de urina.
Condições de coleta: Coletar preferencialmente por cateterização ou cistocentese. Enviar ao VetLab o mais rápido possível.
Observações: O ácido ascórbico (Vitamina C) pode causar um falso negativo na leitura de glicose com a fita. Proteinúria e/ou glicosúria de 3+ podem provocar um falso aumento na densidade urinária.
Prazo: mesmo dia

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Monitoração Sérica de Fenobarbital

O tratamento das convulsões depende da sua etiologia. Os anticonvulsivantes (fenobarbital, ...) estão indicados em pacientes que apresentam epilepsia idiopática ou adquirida, mas não com patologias em evolução. Pacientes que têm convulsões por lesão estrutural requerem terapia adicional dependendo da causa (por exemplo, neoplasia e encefalite) , enquanto os animais que apresentam convulsões de origem extracranianas têm seu uso contra-indicado, uma vez que a causa das crises deve ser avaliada e eliminada (hipoglicemia, encefalopatia hepática ou urêmica).

Portanto, uma avaliação eficiente combinada com uma monitoração precisa de um anticonvulsivante, pode fornecer ao clínico e ao paciente uma melhor terapia.

O fenobarbital (Gardenal® ) pode ser dosado na corrente sanguínea com o objetivo de fixar uma quantidade adequada da droga e minimizar o potencial de efeitos tóxicos; Visto que o fenobarbital têm efeitos hepatotóxicos.

Para uma adequada monitoração deve-se colher o sangue do animal no momento de platô da droga, ou seja, imediatamente antes da administração da dose seguinte.

A literatura especializada recomenda que as concentrações séricas de fenobarbital na circulação sejam medidas em 14, 45, 90, 180 e 360 dias após o início do tratamento e a cada 6 meses após isso; também sempre que durante o tratamento seguirem-se dois episódios de convulsão consecutivos.

Se houver suspeita de intoxicação por parte do clínico deve-se fazer a medição da concentração 4 a 6 horas após a ingestão do medicamento.

A avaliação do perfil bioquímico sérico e do hemograma a cada 6 meses, deve ser levado em consideração para evidenciar possível intoxicação e discrasias sanguíneas relacionadas com drogas.

Andrade, S. F. : Manual de Terapêutica Veterinária 2 ed. São Paulo: Roca, 2002.
Bichard, S. J. , Sherding, R. G.: Manual Saunders: clínica de pequenos animais 2 ed. – São Paulo : Roca, 2003.

Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Cinomose, qual a melhor amostra para o teste?

RECOMENDAÇÕES QUANTO A UTILIZAÇÃO DAS AMOSTRAS.

0 – 3 DIAS DE INFECÇÃO:
Nenhuma amostra – período onde não é evidenciada uma titulação viral detectável nas amostras recomendadas para o teste.
4 – 6 DIAS DE INFECÇÃO:
Melhor amostra – SANGUE TOTAL/SORO.
Segunda Opção: Conjuntiva.
Nesta fase estará ocorrendo viremia e não há ainda uma produção de
anticorpos pelo organismo animal. Alguns animais (em torno de 50%) podem já apresentar nesta fase uma multiplicação viral nas células epiteliais e sendo assim estar liberando vírus pela secreção conjuntival. O animal pode apresentar nesta fase sintomas leves como perda de apetite, hipertermia, prostração leve, lacrimejamento, etc.
OBS: Devido à multiplicação do vírus da Cinomose ocorrer no interior das células mononucleares do sangue, alguns autores recomendam que seja utilizada amostra de sangue total no lugar do soro.
7 a 14 DIAS DE INFECÇÃO:
Melhor amostra – CONJUNTIVA
Segunda opção: SANGUE TOTAL/SORO
Esta é a fase de maior intensidade de multiplicação viral nas células epiteliais, por isto recomendamos a utilização de amostras de conjuntiva. Cerca de 98% dos animais afetados apresentam uma multiplicação viral nas células epiteliais.
Nas amostras de soro alguns animais (25 a 50%) podem apresentar uma alta titulação de anticorpos no sangue promovendo assim uma neutralização do CDV não sendo então detectado pelo teste. Nesta fase o animal apresenta sintomas leves, porém um pouco mais evidentes como lacrimejamento excessivo, perda de peso, anorexia, febre, prostração e leucopenia.
14 a 28 DIAS DE INFECÇÃO:
Melhor Amostra – CONJUNTIVA
Segunda Opção – não recomendamos a utilização de nenhuma outra amostra.
Esta é a fase dos sintomas mais severos como dispnéia (quadro respiratório), vômito, diarréia, conjuntivite, lesões dermatológicas, perda de peso excessiva, leucopenia severa e 30 a 50% dos animais podem apresentar convulsões. Esta é a fase também de maior mortalidade. Isto é um sinal que o animal não está
respondendo a infecção. Animais que apresentam este quadro mostram uma liberação viral em amostras de conjuntiva em quase 100% dos casos. Já a titulação viral no sangue é geralmente é baixa, não sendo recomendado a utilização de amostras de soro.
Outros animais podem apresentar uma melhora clínica ou uma estagnação do quadro clínico indicando assim uma resposta imunológica suficiente. Neste caso o animal pode vir a apresentar resultado falso-negativo no teste mesmo em amostras de conjuntiva, pois não estará liberando mais vírus pelas secreções de células epiteliais.
ACIMA DE 29 DIAS:
Melhor Amostra – CONJUNTIVA (Animais com sintomas sistêmicos sem sintomas neurológicos).
Melhor Amostra – FLUÍDO CÉREBRO ESPINHAL – LÍQUOR (Animais com sintomas neurológicos como convulsões, mioclonias e paralisias sem sintomas sistêmicos graves).
Cerca de 5 a 15% dos animais que desenvolvem a doença na sua forma mais grave chegam nesta fase. Isto é devido a vários fatores (ligados à cepa viral, resposta imunológica, etc.). Nos animais que apresentam sintomas neurológicos a multiplicação do CDV estará ocorrendo quase que exclusivamente no tecido nervoso. Por isto nestes casos não é indicado o uso do teste em amostras de conjuntiva, sendo líquor a amostra de escolha. Vale lembrar que nesta fase alguns animais podem apresentar sintomas respiratórios o que geralmente está ligado a infecções secundárias e não pela multiplicação viral.

Domingo, 1 de Junho de 2008

Lactato

Indicação:
-Indicador de distúrbios relacionados à deficiência de oxigênio
Lactato é uma substância produzida pelo organismo após a queima da glicose para o fornecimento de energia, sem a presença de oxigênio. A acidose lática ocorre devido ao aumento dos níveis de lactato, relacionado principalmente ao estado de choque hipovolêmico, cardiogênico e séptico. O lactato também é monitorado em distúrbios respiratórios (consumo de oxigênio), anemia (transporte de oxigênio), trauma, queimaduras (distribuição de oxigênio).
-Animais atletas que estejam em treinamento para competições
1. Se o animal atleta conseguir reduzir a produção de lactato ou reduzir o período necessário para sua eliminação, ele também reduzirá a produção e eliminação dos íons de hidrogênio que afetam o nível de performance muscular.2. E em provas de curta duração (explosão) a habilidade de produzir grandes quantidades de energia na parte final destes eventos é crítica para o desempenho de alto nível.3. Quanto mais alto o lactato no final de um esforço máximo melhor o desempenho do animal atleta.
Material: 1,0ml de plasma fluoretado.
Condição de coleta: Amostra deve ser centrifugada em até 30 minutos após a coleta.
Prazo: Mesmo dia.

Domingo, 18 de Maio de 2008

Diabetes

Há vários fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de diabetes mellitus (DM) em cães e gatos. Consequentemente, quase qualquer idade ou raça pode ser afetada. No entanto, DM ocorre mais comumente em cães de meia idade das raças poodle, rottweiler, setter e labrador .

Fisiopatologia
As causas e contribuintes para um estado de DM são numerosas e uma revisão detalhada está fora do âmbito deste blog. Tal como uma generalização, as causas mais comuns de DM produzem uma deficiência relativa ou absoluta de insulina através de combinações de redução da produção de insulina e/ou diminuição da sensibilidade à insulina. Causas comuns incluem autodestruição de células das ilhotas pancreáticas, aumento da concentração de glicocorticóides endógenos ou exógenos, e aumento da circulação de progesterona e hormônio do crescimento.

Testes de diagnóstico
Demonstração de glicosúria concomitante a hiperglicemia persistente no jejum confirmam o DM.
Entretanto, hiperglicemia pode ser causada por estresse e outras doenças, o que pode complicar o diagnóstico de DM, sobretudo em gatos.
Para uma melhor avaliação é recomendado a dosagem de frutosamina.
A frutosamina é uma proteína glicada e reflete a "média" da glicemia durante as últimas 2-3 semanas.

Testes de Acompanhamento
Se o monitoramento está sendo realizado com dosagens de glicose no sangue, as amostras de sangue devem ser colhidas seis horas após a administração da insulina. No entanto, a monitorização terapêutica dos doentes diabéticos pode ser complicado, especialmente nos gatos em que a hiperglicemia de estresse torna a rotina de medição de glicemia problemática. A avaliação clínica de estabilidade é de extrema importância. Para além da medição de glicose do sangue e na urina, a dosagem da frutosamina pode ser usada para melhorar avaliação do controle glicemico.

Notas
Gatos com hipertireoidismo podem apresentar baixa de frutosamina mesmo quando diabéticos.
Animais em uso de vitamina C podem apresentar falso negativo para glicose no teste de urina (EAS).
Cães podem ser acompanhados através do exame de hemoglobina glicada, que reflete uma “média” de glicose dos últimos dois meses.

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

A Importância da Anatomia Patológica

CONCEITO E DEFINIÇÃO
Anatomia Patológica é o estudo que focaliza as conseqüências estruturais e funcionais de estímulos nocivos sobre as células, tecidos e órgãos e, em última análise, as conseqüências em todo o organismo.

A patologia agrupa:

1. Causa (etiologia);
2. Mecanismos de seu desenvolvimento (patogênese);
3. Alterações estruturais induzidas nas células e nos órgãos do corpo Alterações morfológicas – anatomopatológicas).
4. Conseqüências funcionais das alterações morfológicas (significado clínico-fisiopatológico).

Procedimentos anatomopatológicos mais utilizados:

Necropsia - Abertura e inspeção sistemática e pormenorização das cavidades e órgãos e um cadáver, objetivando elucidar a causa da morte ou verificar a extensão e a natureza das lesões (macroscopia).
Biopsia simples - Amostra de uma lesão para avaliação histopatológica/ microscópica (alterações estruturais no tecido);
Biopsia por incisão - Retirada superficial ou parcial da lesão desejada;
Biopsia por excisão - Retirada completa da lesão desejada para avaliação. Estas devem ser pequenas.

Peças cirúrgicas:
· Simples: Apenas um órgão ou tecido retirado com aproximadamente 3,0 cm de diâmetro, no mínimo.
· Compostas: com dois ou mais tipos de tecidos ou órgãos.
· Citopatologia:
· Biopsia aspirativa (por agulha);
· “In print” de lesões;
· Análise de líquidos cavitários;







A eficiência diagnóstica de um exame anatomopatológico depende:

· Colheita de material - Amostra significativa da lesão, que se objetiva descobrir a causa;
· Remessa do material - Responsabilidade e segurança no envio.
· Conservação do material - Fixador (Formol à 10%) adequadamente diluído e na proporção adequada (20 x o volume da peça).
· Identificação - nome, idade, sexo, espécie, raça, local de colheita, data, endereço e proprietário;
· Requisição de exames feita por médico veterinário responsável, acompanhado de histórico clínico apurado.
· Análise histo ou citopatológica - Profissional da área (patologista veterinário);
· Comunicação clara entre clínico e patologista (dados clínicos/ evolução da doença/ associação com os achados microscópicos).

Conclusão
A anatomia patológica é o estudo micro e macro dos tecidos e tem contribuído com informações concernentes à natureza dos processos que levam à ocorrência de doenças, e ainda hoje, é um dos principais meios de obtenção de diagnóstico de doenças ou diagnostico diferencial.


Dra. Marina Moura
Mestre em Anatomia Patológica Animal pela UENF
Responsável pelo setor de histopatologia do VetLab

Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Catarata

O olho possui basicamente 2 lentes: a lente externa, que é a córnea e a interna, para focalização fina, que é o cristalino. Segundo o Dr. Jorge Pereira, as cataratas são o resultado de qualquer evento que modifique a arquitetura natural das fibras do cristalino, tornando-o, assim, opaco, podendo levar o animal à cegueira.
Esta opacidade pode ocorrer nos cristalinos de qualquer mamífero como Cães, Gatos, Cavalos, Ferrets, Ovinos, Bovinos, etc e também em aves ornamentais como Papagaios, Araras, Tucanos e ainda pequenos pássaros como Coleiros, Canários diversos, entre outros. Embora as cataratas possam decorrer de doenças metabólicas, uso prolongado de alguns medicamentos, intoxicação, senilidade etc., nos animais, na maioria das vezes, tem caráter hereditário. O único tratamento comprovadamente eficaz é a cirurgia, que consiste na retirada do cristalino opaco e o implante de uma lente intra-ocular (LIO), em substituição ao mesmo. Embora possam ser operados por técnicas tradicionais como a intra-capsular (EICC) e a extração extra-capsular da Catarata (EECC), o método que determina melhores resultados é o método da Facoemulsificação (FE), a extração ultra-sônica da catarata.
A cirurgia demora em média 2 a 6 minutos e o percentual de sucesso obtido através da mesma, gira em torno de 96%. Segundo a literatura Dr. Jorge Pereira é pioneiro na Facoemulsificação na América Latina, tendo apresentado e publicado os primeiros trabalhos sobre a técnica na América do Sul, e vem ensaiando os primeiros passos nas técnicas de Cirurgia a Laser.


Matéria do site www.cepov.com.br , do Dr. Jorge Pereira
Avenida das Américas, 700 Bl 08 Loja 103J Barra da Tijuca RJ

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

FIV e FeLV

A síndrome de imunodeficiência adquirida em gatos pode ser induzida por retrovírus de duas subfamílias: o vírus da leucemia felina (FeLV) e o vírus da imunodeficiência felina (FIV).
A principal forma de transmissão difere entre essas retroviroses. O FeLV pode ser facilmente transmitido pelo contato oronasal de um gato susceptível com a saliva infectada de um gato portador, o que torna a doença altamente contagiosa entre gatos que vivem em grupos. O FIV é transmitido mais comumente por meio de mordeduras, o que faz com que os gatos machos de vida livre sejam o grupo de maior risco de contágio, já que entre eles há brigas constantes.
As principais manifestações clínicas observadas são hemobartonelose, linfoma, icterícia e febre.
Gatos portadores do vírus da imunodeficiência felina (FIV) podem manifestar diferentes estágios clínicos da infecção. O estágio I -fase aguda-, caracteriza-se por febre e leucopenia, mas muitos gatos passam por essa fase sem apresentar sinais clínicos da doença. No estágio II, os gatos permanecem assintomáticos por longo período de tempo. O estágio III têm como única forma de manifestação clínica uma persistente linfoadenopatia generalizada. No estágio IV – complexo relacionado à AIDS -, ocorrem doenças de natureza crônica, de caráter dermatológico, respiratório ou entérico, sendo as gengivites, estomatites e periodontites os achados clínicos mais comuns. No estágio V - terminal - a síndrome da imunodeficiência adquirida manifesta-se de forma progressiva e fatal, muitas vezes com quadro de insuficiência renal crônica.
O prognóstico para os gatos virêmicos persistentemente pelo vírus da leucemia felina (FeLV) é reservado: em um período de dois à três anos , a maioria dos animais vêm a óbito. Apresentando como principal manifestação clínica o linfoma.
O conhecimento da freqüência dessas viroses no município do Rio de Janeiro é apenas o início de um controle que necessita ser realizado para a contenção de tais doenças.
A realização dos testes para a detecção de retroviroses sempre deve ser considerada em felinos que manifestem sintomas de imunodeficiência e de infecções secundárias. Os testes imunológicos de FIV e FeLV também não podem ser esquecidos no controle da disseminação dessas doenças.

Adaptado de Clínica Veterinária, Ano VII, n. 36, p. 14 – 21, janeiro/fevereiro, 2002.

Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Alteração manual de exames - Zinco

Zinco
Material: 2,0 ml de soro. Tubo de tampa branca
Condições de coleta: Colher a amostra em kit especial para coleta de metais (tampa branca), se a coleta for a vácuo coletar primeiro os tubos "trace".
-Atenção para não ocorrer hemólise.
Outros laboratórios: -No processo de separação do soro NÃO usar luvas de látex que contenham talco ao manipular as amostras, pois o talco contém Oxido de Zinco e pode contaminar a amostra. De preferência a luvas de plástico no ato da manipulação.
Apos coleta, manter o tubo na posição vertical, ate a completa coagulação, mantendo a temperatura ambiente.Não refrigerar.
-Como o Tubo e de plástico P.E.T, o tempo de coagulação completa e retração do coagulo, e maior que os tubos de vidro.
-Após a coagulação e a total retração do coagulo, identificada pela presença de soro livre acima da camada de hemácias, proceder à centrifugação do material, até a obtenção do soro livre em quantidade suficiente.
Se houver a formação do coagulo de fibrina, não introduzir ponteiras ou pipetex, ou palitos de madeira, no interior do tubo, pois este procedimento poderá gerar contaminação exógena do soro por metais, falseando o resultado.
-Apos a retração do coagulo e a centrifugação, destampar o tubo de transporte 13 X75 mm, de capacidade de 3 mL, e transferir o soro tubo a tubo (virar o tubo de coleta para o tubo menor).
-Tampar o tubo de transporte e enviar refrigerado (20C a 8oC) em até 3 dias.
Método: Absorção atômica
Prazo: 8 dias

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Endocrinologia

É com grande satisfação que informamos que este mês adquirimos o equipamento de endocrinologia veterinário. Com isso estamos liberando os exames de T4 Total, T4 livre, TSH, Cortisol, Progesterona e Fenobarbital em 2 dias úteis.
Sendo todos realizados no VetLab.

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Coagulograma

Interpretação:
Tempo de Protrombina: Triagem para deficiência de fatores da via extrínseca e comum (fibrinogênio, II, V, VII e X). Prolongado em hepatopatias, deficiência de Vitamina K e na CID.
Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada: Triagem para deficiência dos fatores da via intrínseca e comum (XII, XI, IX, VIII, X, V, II e fibrinogênio). Prolongado no uso de heparina ou presença de inibidores, nas hepatopatias, deficiência de Vitamina K e na CID.
Contagem de Plaquetas: Avaliação do número de plaquetas. Indica trombocitopenia ou trombocitose.
Fibrinogênio: Investigação de deficiência quantitativa do fibrinogênio. Em geral, a deficiência do fibrinogênio é adquirida: hepatopatias, desnutrição ou consumo(CID)
Material: Sangue em citrato. (tampa azul) e sangue em EDTA (tampa rocha) – Outros laboratórios: Centrifugar o tubo de tampa azul imediatamente a 3.000 rpm , durante 15min. Remover o plasma com cuidado para não pipetar células. Congelar a –20o C (tubo fornecido pelo VetLab)e enviar em até 4 dias.
Exames: Contagem de plaquetas, fibrinogênio, TP e TTPA
Condições de coleta: Jejum de 4 horas. No tubo de citrato, respeitar a proporção sangue / anticoagulante de 9:1.
Interferência no caso de punção venosa difícil ou traumática, hemólise e lipemia excessiva .
Prazo: 2 dias úteis.

Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

Hepatozoon


Pessoal, a ocorrência de Hepatozoon canis na nossa região nunca foi realmente investigada. Encontramos esse parasita esporadicamente em algumas lâminas. O problema é que alguns clínicos estão relatando sinais clínicos da doença, coisa que nós não sabemos ao certo se é realmente causado por esse potozoário.Se alguém tiver algum caso por favor mande um comentário.

Hepatozoon canis é um protozoário, transmitido pelo carrapato R. sanguineus, que pode ser encontrado no Brasil. Os carrapatos infectam-se ao ingerir sangue de cães contendo gametócitos no interior de neutrófilos ou monócitos. O cão se infecta ao ingerir o carrapato com os oocistos maduros na sua hemocele. Nos cães, esse protozoário apresenta uma fase tecidual e uma fase sangüínea. Os esporozoítos liberados dos oocistos, após a ingestão do carrapato vetor, penetram na parede intestinal e são transportados, via sangüínea, até o baço, fígado, medula óssea, pulmões e músculos. Nesses locais, multiplicam-se, formando merontes e cistos. Merozoítos, liberados dos merontes, penetram nos monócitos e neutrófilos, onde se transformam em gametócitos. Na fase sangüínea, portanto, pode-se encontrar gametócitos no interior de neutrófilos e monócitos.
No Brasil, H. canis foi diagnosticado em diversos estados, incluindo Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Apesar dos diversos estudos sobre esse parasita, ainda ocorrem divergências quanto à sua patogenicidade. Alguns autores consideram as infecções por H. canis assintomáticas e que o encontro de gametócitos, na circulação, é ocasional, atribuindo, a outros agentes infecciosos, eventuais sintomas clínicos observados em cães portadores. Hepatozoon canis já foi diagnosticado associado a Toxoplasma gondii, Ehrlichia canis, Babesia canis, Haemobartonella canis e parvovírus. A associação, entre esses parasitas, leva a um quadro clínico mais grave do que quando ocorre parasitismo isolado. Entretanto, alguns cães exibem parasitemia elevada e doença grave caracterizada por febre, anorexia, perda de peso, anemia, corrimento ocular, fraqueza dos membros posteriores, sintomas característicos de doença de caráter crônico debilitante. HERVAS et alii (1995) descreveram um caso fatal de hepatozoonose em um filhote. BANETH & WEIGLER (1997) relataram diferenças nas alterações clínicas, quando foram comparados cães positivos para H. canis e cães negativos, e, mesmo, entre cães positivos com parasitemia alta e animais com parasitemia baixa. As variáveis avaliadas foram: temperatura corporal, hematócrito, número total de hemácias e concentração de hemoglobina. Animais com parasitemia elevada apresentaram emaciação, letargia e alterações bioquímicas do soro.
O primeiro caso de H. canis, diagnosticado no Japão, ocorreu em um cão com paralisia dos membros posteriores devido à proliferação óssea. Essa mesma alteração, proliferação óssea, foi observada por CRAIG et alii (1978), GAUNT et alii, (1983), PANCIERA et alii (1997, 1999) e MACINTIRE et alii (1997), em cães positivos para H. canis, nos EUA, associada a outros sinais clínicos como febre intermitente, rigidez, miastenia, inapetência e neutrofilia.

Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Promoção de Novembro

Perfil Pré-Operatório II + PCR para Ehrlichia spp ( Erlichia canis, Anaplasma platys, Anaplasma phagocytophila, Erlichia chaffensis e Erlichia ewingii), Babesia canis e Mycoplasma haemocanis (Haemobartonella canis)


A PCR constitui a mais avançada metodologia de diagnóstico rotineiramente utilizada por laboratórios para diagnóstico de doenças infecciosas. Isto porque possibilita a detecção especifica do DNA do agente causador da doença através de sua amplificação e posterior visualização. As vantagens desta metodologia incluem especificidade e sensibilidade altas, que contribuem para índices de falsopositivos e falso-negativos inferiores aos exames tradicionalmente utilizados. A base científica da PCR é a duplicação semiconservativa do DNA observada nos seres vivos. Nas células, esta duplicação envolve a separação das fitas do DNA, ligação de pequenos fragmentos de RNA que servirão como iniciadores para a síntese da nova fita pela DNA polimerase. Estes passos podem ser recriados (in vitro) e constituem um ciclo da PCR. Uma PCR convencional contém pelo menos 30 ciclos o que gera, ao final da reação, cerca de 109 moléculas de DNA para cada molécula inicial. Este enorme aumento na quantidade de moléculas de DNA é o que confere a sensibilidade desta metodologia.

Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

Mais fotos das microfilarias


Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Dirofilariose




Amigos do blog,
Estamos com casos de dirofilariose em cães na região da praia de Mauá em Magé RJ. Hoje foi o segundo caso que pegamos em um curto período. Quem tiver cães nesta região ou que estiveram por lá é bom ter cuidado.
Voltaremos a falar desse assunto em breve.
Quem tiver mais notícias ou perguntas postem comentários.
Até lá,
Rafael

Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

FIV e FeLV

A síndrome de imunodeficiência adquirida em gatos pode ser induzida por retrovírus de duas subfamílias: o vírus da leucemia felina (FeLV) e o vírus da imunodeficiência felina (FIV).
A principal forma de transmissão difere entre essas retroviroses. O FeLV pode ser facilmente transmitido pelo contato oronasal de um gato susceptível com a saliva infectada de um gato portador, o que torna a doença altamente contagiosa entre gatos que vivem em grupos. O FIV é transmitido mais comumente por meio de mordeduras, o que faz com que os gatos machos de vida livre sejam o grupo de maior risco de contágio, já que entre eles há brigas constantes.
As principais manifestações clínicas observadas são hemobartonelose, linfoma, icterícia e febre.
Gatos portadores do vírus da imunodeficiência felina (FIV) podem manifestar diferentes estágios clínicos da infecção. O estágio I -fase aguda-, caracteriza-se por febre e leucopenia, mas muitos gatos passam por essa fase sem apresentar sinais clínicos da doença. No estágio II, os gatos permanecem assintomáticos por longo período de tempo. O estágio III têm como única forma de manifestação clínica uma persistente linfoadenopatia generalizada. No estágio IV – complexo relacionado à AIDS -, ocorrem doenças de natureza crônica, de caráter dermatológico, respiratório ou entérico, sendo as gengivites, estomatites e periodontites os achados clínicos mais comuns. No estágio V - terminal - a síndrome da imunodeficiência adquirida manifesta-se de forma progressiva e fatal, muitas vezes com quadro de insuficiência renal crônica.
O prognóstico para os gatos virêmicos persistentemente pelo vírus da leucemia felina (FeLV) é reservado: em um período de dois à três anos , a maioria dos animais vêm a óbito. Apresentando como principal manifestação clínica o linfoma.
O conhecimento da freqüência dessas viroses no município do Rio de Janeiro é apenas o início de um controle que necessita ser realizado para a contenção de tais doenças.
A realização dos testes para a detecção de retroviroses sempre deve ser considerada em felinos que manifestem sintomas de imunodeficiência e de infecções secundárias. Os testes imunológicos de FIV e FeLV também não podem ser esquecidos no controle da disseminação dessas doenças.

Adaptado de Clínica Veterinária, Ano VII, n. 36, p. 14 – 21, janeiro/fevereiro, 2002.

Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

O que nós oferecemos

Desde sua criação o laboratório Vetlab sempre se preocupou com qualidade. Investimentos em qualificação profissional, equipamentos automatizados veterinários e inovações tecnológicas fazem parte da nossa realidade.
Apresentamos agora nosso diferencial:
- A equipe Vetlab é composta por 4 veterinários, sendo 2 com mestrado e 2 com pós-graduação em patologia clínica veterinária; 2 biólogos com pós-graduação; além de técnicos em análises clínicas.
- Realizamos dentro do laboratório análises histopatológicas, microbiológicas e vários imunodiagnósticos como Cinomose, Ehrlichiose, FIV, FeLV, Toxoplasmose, Fator reumatóide canino entre outros.
- Contamos com moderno equipamento de hematologia veterinário, o que nos confere várias vantagens: A acurácia das contagens manuais de células (com uso de uma câmara de contagem hematimétrica) é muito baixa (com erro total por volta de 20%). Nosso equipamento eletrônico possui programação para as particularidades de cada espécie, com erro inferior a 3%. Os contadores de laboratórios humanos não são ajustáveis para diferentes tamanhos das células de felinos, caninos, eqüinos, entre outras, produzindo resultados não confiáveis. Liberamos o valor de RDW que é o índice numérico da anisocitose eritrocitária, muito mais sensível do que a inspeção visual no esfregaço sanguíneo.
- A contagem de reticulócitos é realizada em todos os hemogramas de animais anêmicos sem custo extra.
- Recolhemos exames em Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim, Nova Friburgo e Areal através do nosso serviço de motoboys.
- Liberamos todos os resultados de rotina no mesmo dia (inclusive lipase, frutosamina, hemoglobina glicada canina, sódio, potássio e a relação proteína / creatinina urinária).
- Os laudos ficam disponíveis por 15 dias em nossa página na internet e você pode ter acesso a eles através de sua senha. Também disponibilizamos por fax, e-mail ou telefone.
- Somos credenciados no Ministério da Agricultura para a realização dos exames de Anemia Infecciosa Eqüina e Brucelose.
- Produzimos vacinas autógenas para piodermite canina, papiloma vírus e outras.
- Liberamos 80% dos resultados de cultura urinária com antibiograma em 48 horas.
- Fazemos análises de água com resultados em 2 dias úteis.
- Realizamos exames de várias espécies de animais silvestres.
- Possuímos banco de sangue canino e enviamos bolsas para Petrópolis, Teresópolis, Areal, Três Rios, Nova Friburgo e Rio de Janeiro.
- Somos o único laboratório da Região Serrana que participa do controle de qualidade veterinário da ControlLab.
- E acima de tudo continuamos a investir em tecnologia e pessoal para poder atender cada vez melhor.